O que precisamos aprender com o divórcio de Johnny Depp e Amber Heard

Todo abusador é um sedutor social nato e precisamos estar atentas aos sinais
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avatar Hellen Moreno
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O divórcio que vem dando o que falar em Hollywood traz algumas reflexões para nós, meras mortais. Com um enredo repleto de conflitos, contradições, abusos e cobertura intensa da mídia, que inclui até fotos de momentos constrangedores dos protagonistas, a separação litigiosa entre os atores Johnny Depp, o astro de “Piratas do Caribe”, além de uma série de outros blockbusters, e Amber Heard está sendo exibida diante de nossos olhos diariamente, a exemplo das melhores novelas.

A espetacularização pública de situações desse tipo – que deveriam dizer respeito apenas ao casal – nos leva, muitas vezes, a questionar como aquelas pessoas chegaram àquele ponto. Quando o amor se transformou em ódio?

Infelizmente, essa é uma circunstância muito comum nos términos de relacionamento e – acreditem – não nos cabe julgar. Não é produtivo dizermos que a mulher que vive o abuso deveria ter feito isso ou aquilo. Entendam uma coisa: quando inserida num ciclo de abuso, a vítima não tem a noção exata do que está vivendo. Por isso, a importância de sermos rede de apoio – acolhendo, e não julgando.

Vejam o caso de Depp e Amber. Ela é linda, famosa, uma estrela do cinema. Ele é um ator consagrado, milionário, uma sumidade. Perceberam? Nada disso os afastou de experimentarem a violência doméstica. Diferentemente do que queremos, muitas vezes, imaginar, essa violência está presente em todas as classes sociais, e não há príncipe que se apresente que não deva estar sub judice. Sim, devemos amar, mas não podemos deixar de nos proteger e desconfiar de investidas que se enquadrem no perfil dos abusadores.

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Sabe aquele cara incrível, que todos amam, mas que explode com você quando longe dos olhares dos demais? Seja por causa do seu look, do sorriso direcionado para alguém ou da cor do batom? Pois bem, sinal de alerta máximo! Todo abusador é um sedutor social nato. As pessoas custam a acreditar em quem ele realmente é quando vocês estão sozinhos. No domínio que ele exerce. Muitas vezes, você se sente responsável pelo descontrole dele e acaba presa na situação. Estejamos atentas ao machismo estrutural, à masculinidade tóxica e à necessidade de sermos rede de apoio umas das outras. Precisamos romper com a violência e desmistificar a crença de que ela acontece somente na periferia. A violência pode estar acontecendo neste momento com qualquer uma de nós sem que sejamos capazes de nos dar conta. Sigamos juntas!

Hellen Moreno é advogada especialista em causas femininas

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