Elas Que Trabalham: Conheça Soraia Schutel, a mulher que deixou o cargo de CEO para se tornar professora

Conselheira da EQL é cofundadora da Sonata Brasil, escola dedicada ao desenvolvimento humano e de lideranças
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Divulgação
Desde muito nova, ainda na infância, ela Soraia foi ensinada sobre o poder transformador da educação

Mais do que sonhar, viver um sonho. Soraia Schutel, cofundadora e CEO da Sonata Brasil, é aquele perfil de mulher que vive de propósitos e, neste caso, ele se traduz em educação. Para ela, de nada vale um grande cargo ou um padrão de vida elevado, se no íntimo, naquele momento em que colocamos a cabeça no travesseiro para dormir, não houver a sensação de satisfação e realização.

Desde muito nova, ainda na infância, ela foi ensinada sobre o poder transformador da educação. “Os valores da minha família eram muito voltados para o ensino. Todo dinheiro era investido nisso”. Diz ela que relembra: sempre estudei muitas línguas também –primeiro, inglês aos dez anos e depois francês aos 13. Aos 16 anos de idade fui para um intercâmbio na Bélgica. Lá concluí o ensino médio e conquistei a fluência na língua inglesa”. 

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Quando olhamos para trás na vida de Soraia, ao somar suas experiências, base familiar e valores, fica fácil entender o apreço pela educação. “Sempre trabalhei desde muito nova e sempre gostei de gerar meu próprio dinheiro. Talvez por vir de uma família de mulheres que entendem a importância do conhecimento e do dinheiro”. Comenta Soraia que conta: “Minha avó materna era de uma colônia alemã em Santa Catarina. Ela foi a única filha mulher dos meus bisavôs que pôde estudar. Foi para Florianópolis com esse propósito e lá, quando concluiu o ensino em um convento e estava prestes a se tornar freira, descobriu que esse não era seu caminho. Ela virou educadora. Uma mulher que estuda e dissemina conhecimento”. 

Tem um ditado que diz que a fruta não cai longe do pé e ele se encaixa perfeitamente no caminho profissional construído por Soraia. Formada em Administração de Empresas, aos 23 anos ela conseguiu um emprego em uma multinacional de gestão e investimentos com sede na Itália. “Trabalhei lá até os 33 anos e cheguei ao cargo de CEO no Brasil e, por conta deste trabalho, conquistei a fluência no italiano também”. A empresária comenta ainda que por meio deste emprego descobriu sua vocação para educação, além de gestão. “Foi lá que me convidaram para dar aula para a graduação. Eu tinha 28 anos e aquilo se tornou minha vida. Nunca mais saí da sala de aula”.

Depois de molhar os pezinhos na piscina do ensino e, na sequência, mergulhar nestas águas, Soraia partiu para o aperfeiçoamento acadêmico por meio de um mestrado e, logo depois, um doutorado em Inovação, Sustentabilidade e Tecnologia. “Trabalhei muito e dormi pouco, mas consegui”, brinca ela. 

O doutorado foi um momento memorável em sua caminhada de descobertas e propósitos. Isso porque foi por meio dele que Soraia cursou uma disciplina chamada Direito Internacional do Direito das Mulheres. “Foi a matéria mais linda que já vi. Estudei o papel da mulher desde a pré-história até a contemporaneidade”. Relembra ela que pontua: “Isso mudou minha vida porque descobri que descobri que a participação feminina é fundamental para o desenvolvimento sustentável no mundo e nos negócios”. 

“Passei a escolher essa batalha, me engajei com a causa das mulheres. Aos 33 deixei meu cargo como CEO e fiz uma transição de carreira. Após um ano sabático, enquanto eu estava em Londres para uma imersão, fundei junto à Natalia Leite a Sonata Brasil”. Com a proposta de promover o autoconhecimento e a formação de líderes por meio da educação, nas palavras de Soraia, o novo negócio nasceu como uma empresa totalmente feminina para “as pessoas encontrarem a si mesmas, se reconectarem com o que foi perdido, por meio de aulas práticas e de vivência”.

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Por incrível que pareça, o momento mais marcante da vida de Soraia não foi descobrir seu propósito ou chegar ao topo da hierarquia de uma multinacional.  Para ela, o grande marco de sua caminhada “foi a coragem de mudar, sair da zona de conforto. Eu era uma executiva com muito acesso a tudo e que viajava de business class. Hoje  isso não faz mais sentido pra mim”. Ela diz ainda que essa atitude foi como uma onda no mar que recua para voltar com mais força. “Eu tive a sensação de que tudo se encaixava quando me soltei das amarras que tinha para ouvir minha intuição. Recuei para crescer como ser humano. Saí de um cargo poderoso para virar professora”.

Com toda a coragem a postura de quem coloca a mão na massa e não foge da raia, Soraia destaca que, na verdade, a chave de suas conquistas e sucesso é uma mistura de intuição e gestão. “Saber ouvir minha intuição é crucial, principalmente com a aplicação de uma área que estudo muito que é a dos sonhos sonhados à noite, a do inconsciente e suas mensagens muito claras e racionais. Por outro lado, outro aspecto de extrema importância é a gestão. Não dá para crescer só à base de paz e amor. É preciso ter ferramentas, saber lidar com números, planilhas e estratégias”. 

A empresária e educadora pontua ainda sobre a importância do otimismo no cotidiano e para alcançar os sonhos: “Por mais que o caminho de todos nós seja de dores e perdas, enxergar o lado bom das coisa e entender o que a vida quer de nós e o que está sobre o nosso controle, evita que nos tornemos vítimas”.

Será que uma mulher que vive seus sonhos e até estuda a temática, ainda tem grandes objetivos e realizações que deseja alcançar? A resposta é sim e sim em azul. Aos quarenta anos, ela está grávida de cinco meses de um menino que virá ao mundo em agosto. Mãe de primeira viagem, ela conta que a maternidade lhe trouxe um novo sonho. “Quero sempre estar aberta a tudo. Viver essa experiência me trouxe ambição existencial: tenho vontade de fazer mais e impactar mais gente”. Diz ela que completa:  “A gravidez mudou meu perfil de conservador para mais arriscado”.

Ainda na temática dos sonhos que sonhamos acordados, Soraia diz que quer impactar milhões de pessoas, principalmente com investimentos e projetos voltados para a área da cultura. Um passo para este impacto tem sido a Sonata Brasil que, após o início da pandemia de Covid-19, passou a impactar 50 mil pessoas ao ano com a oferta de formação no modelo EAD (ensino à distância) –a marca até então era de mil pessoas impactadas anualmente por meio de cursos presenciais.

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Livre, leve, solta e lucrando! Nossa conselheira diz que entre os seus princípios, a liberdade é um ponto crucial e que jamais pode ser deixado de lado. “Tudo que faço jamais poderá encolher minha liberdade de ir e vir e ser quem sou. O outro é o conhecimento, que também está relacionado à liberdade: o acesso à informação nos dá mais liberdade e amplia nossas possibilidades de escolha”. Soraia também pontua que a amorosidade e o acolhimento são fundamentais para construir relações e resolver conflitos. Ela pontua que “Tudo pode ser resolvido sem agressividade”.

Sempre com muita coerência quanto à sua atuação, Soraia diz que sua missão de vida está atrelada ao sonho de impactar pessoas. “eu quero ser um meio para que o outro possa encontrar a si mesmo. No final, essa é a coisa mais rica! Fazendo isso consigo ir ao encontro da minha fortaleza, da minha vontade. E, por consequência, consigo impactar em larga escala, no coletivo”.

Sobre a diferença do acesso de homens e mulheres áreas como empreendedorismo, finanças e negócios, a empresária e educadora comenta que a presença ativa da mulher é fundamental para a prosperidade econômica e dispara: “A transformação da forma como vivemos requer equilíbrio e entendimento da regra do ambiente, que se traduz em humanizar espaços e relações. Desconheço algo mais poderoso do que a força feminina, não só mulher, mas a terra, que gera vida, prosperidade e mudança”. Nesta mesma linha de raciocínio, Soraia conclui: “a inserção da mulher, certamente, resultaria em modelos econômicos mais prósperos, novas perspectivas, engajamento e decisões mais humanas que geram resultados”.

Como uma nobre integrante do time de conselheiras da Elas Que Lucrem (EQL) Soraia considera o projeto um grande impulsionador do seu próprio sonho e diz: “Quero falar para milhões e sinto que essa junção de forças nos faz ganhar tempo. A EQL é como se fosse um hub de união no qual todos estão muito alinhados com o propósito da transformação. Juntas encontramos um espaço para movimentar as estruturas com agilidade”.

Quando o assunto é a grande revolução que a EQL se propõe a fazer, nossa conselheira diz com toda a convicção de quem está com as mãos na massa e se sente uma grande mãe do negócio: “Até hoje, é o único projeto brasileiro com muito fundamento e profundidade. São anos de pesquisa e experiência de grandes mulheres preparadas para transformar. Podem copiar, mas vai ser impossível entregar o que entregamos. Estamos aqui pela causa”.

Quando a temática passa a ser as barreiras que enfrentamos para conseguir um espaço, Soraia pontua que o que nos falta é justamente o que a EQL fomenta: educação emocional e financeira. Ela diz que “muitas mulheres têm ótimas ideias e abrem negócios sem uma base sólida para gestão e acabam no amadorismo. O segundo ponto é a parte emocional, porque essa estrutura é essencial para o sucesso. Precisamos aprender a lidar com as nossas questões de vida antes de ter um negócio, mas nenhuma de nós recebeu esse ensinamento”.

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A gente gosta de saber o que nossas conselheiras consomem que as fazem pensar por horas ou carregar ensinamentos por toda a vida. Soraia, que ama tudo que está relacionado à arte e cultura, diz que leva consigo um trecho do poema “Cantares”, de Antonio Machado, que fala sobre desenhar seu próprio destino e se colocar como protagonista e escritor da própria história. O trecho destacado por ela diz assim: “Caminhante não há caminho, se faz caminho ao andar”. Lindo, né?

Agora vamos à parte que interessa, aos lucros e barulhos de moedas na bolsa! Sobre sua relação com as finanças, com o dinheiro, Soraia é certeira: “Eu sempre gostei do dinheiro e do que ele me permite. Não existe liberdade sem dinheiro. Sempre cuidei muito da parte financeira porque entendo que ela é uma ferramenta para a ambição existencial. Ela é um espetáculo de poder à parte e quero que toda mulher possa sentir essa liberdade relacionada à independência financeira”.

Como uma boa educadora, Soraia conclui nossa conversa frisando sobre a importância da cultura para a formação humana. “O acesso à cultura também é um tipo de riqueza. Esse assunto é um dos pilares do MBA que ofertamos pela EQL porque a cultura faz parte do desenvolvimento sustentável. Ela nos faz cultivar tudo que já foi construído pela humanidade e nutre nossa criatividade. Riqueza não é só conta corrente”.

Conselho da amiga conselheira: “Cola na EQL porque vamos ter muito conteúdo relevante. Se der, faça MBA. Investir em si mesma é o primeiro passo para grandes feitos, é sinônimo de amor e autocuidado”.

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