Veja por que essas 5 afroempreendedoras brasileiras chamaram a atenção do Google

Contempladas pelo Google for Startups, elas comandam negócios que vão de educação financeira à tecnologia
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Quatro, das 12 startups selecionadas, são comandadas por mulheres (Foto: Arte)

Dos 212 milhões de brasileiros, 56% se autodeclaram negros, segundo dados do IBGE. Destes, 29% dos que estão ativos no mercado de trabalho são empreendedores, conforme levantamento encomendado pelo Instituto Feira Preta. Apesar disso, 88% contam apenas com o próprio investimento para gerenciar o negócio, enquanto 30% já tiveram o crédito negado sem explicações. No setor de tecnologia e inovação, a situação é ainda pior. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), apenas 5,8% dos fundadores de startups são negros. 

Para tentar reverter essa realidade, algumas empresas e instituições têm promovido iniciativas específicas para o afroempreendimentos. É o caso do Black Founders Fund, projeto do Google for Startups que investe R$ 5 milhões em negócios fundados ou liderados por empresários negros no Brasil.

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Em 2021, 12 startups foram selecionadas para receber o aporte. Dessas, quatro contam com líderes mulheres: iBench, plataforma de venda de produtos laboratoriais fundada por Andreia Oliveira e Débora Moretti; Barkus, edutech de educação financeira criada por Bia Santos; Financier Educação, centro educacional do mercado financeiro comandado por Livia Félix; e o Movimento Black Money, hub de inovação idealizado por Nina Silva. “É um orgulho inenarrável que essa nova leva traga tamanha representatividade feminina no afroempreendedorismo”, diz o diretor da Google for Startups para América Latina André Barrence. 

Entre os critérios de escolha estão o potencial de crescimento da startup, a sua capacidade de impactar a sociedade, a forma como utiliza a tecnologia para viabilizar soluções, o alinhamento de valores entre os fundadores e sua equipe e, por fim, o interesse em financiar a próxima etapa de desenvolvimento do negócio. Com o novo anúncio, o Black Founders Fund chega a 29 empresas beneficiadas desde a criação do projeto, em setembro de 2020. E, segundo o Google, mais negócios receberão aportes até o fim do ano. 

Conheça as mulheres que lideram as startups beneficiadas pelo Black Founders Fund, do Google for Startups: 

Nina Silva, do Movimento Black Money

Nina está no mercado de tecnologia há 20 anos (Foto: Reprodução/LinkedIn)

Considerada uma das 100 pessoas afrodescendentes com menos de 40 anos mais influentes do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU), Ninha atua há quase 20 anos no mercado de tecnologia e conta com um currículo extenso de experiências no setor, incluindo passagens pela ThoughtWorls, L’Oreal e Hasbro. Inconformada com a relevância da cor da sua pele no meio empresarial, fundou em 2017 o Movimento Black Money (MBM), hub de inovação que fomenta o desenvolvimento de um ecossistema afroempreendedor. Atualmente, a startup conta com um braço educacional, o Afreektech, responsável por capacitar jovens negros empreendedores; um braço econômico, o D’Black Bank, que oferece serviços financeiros para a comunidade negra; e um braço comercial, o Mercado Black Money, marketplace voltado para comerciantes negros. Juntos, os projetos pretendem contribuir para a formação de uma comunidade negra brasileira mais próspera e menos desigual.

Bia Santos, da Barkus

Bia venceu o prêmio Mulheres que Transformam, da XP (Foto: Divulgação)

Bia Santos começou a empreender aos 20 anos de idade após um estágio na Escola de Educação Financeira do Rioprevidência. Impressionada com as oficinas educacionais, a jovem resolveu colocar em prática o próprio negócio. Assim, em 2016, nascia a Barkus, edutech que tem como objetivo democratizar o acesso à educação financeira para jovens e adultos. Formada em administração e pós-graduada em história, cultura africana e afro-brasileira, Bia foi nomeada para o International Visitor Leadership Program (IVLP), principal programa de intercâmbio profissional do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e também foi conselheira da cidade do Rio de Janeiro para as causas de equidade e inclusão, além de ter vencido o prêmio Mulheres que Transformam, da XP, na categoria Inovação em Finanças. 

Andreia Oliveira e Débora Moretti, da iBench

Andreia e Débora são cientistas biomédicas (Foto: Divulgação)

Biomédicas, cientistas e ex-alunas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Andreia Oliveira e Débora Moretti são as fundadoras da iBench, plataforma de compra e venda de produtos laboratoriais que reúne mais de 120 mil itens cadastrados. A ideia do empreendimento surgiu em 2018, a partir de uma experiência vivida na pele pela dupla. Como pesquisadoras, elas notaram a falta de estrutura logística nas universidades e laboratórios brasileiros: os profissionais do setor chegam a gastar 50 horas por mês lidando com assuntos burocráticos relacionados ao fornecimento de insumos. Inconformadas com essa realidade, Débora (CMO) e Andreia (CEO) apostaram no empreendedorismo como um provedor de soluções para o meio científico. Dois anos após a sua fundação, a iBench foi um dos destaques da primeira edição do Programa de Aceleração Mulheres Inovadoras da Finep. 

Livia Félix, da Financier Educação S.A.

Livia é a CEO da Financier Educação (Foto: Reprodução/LinkedIn)

A carioca é formada em relações internacionais pela Unesa e possui mais de uma década de experiência como gestora de importação e exportação. Em 2020, decidiu sair do mercado tradicional para ingressar como coordenadora pedagógica da Financier Educação S.A., edutech que tem como meta democratizar o conhecimento sobre o mercado financeiro. No mesmo ano, participou da criação da Financier Idiomas, braço da plataforma para o ensino de novas línguas, voltadas para o crescimento profissional. E, finalmente, em junho de 2021, tornou-se a CEO da startup após a saída do seu fundador, Gilvan Bueno. Até agora, a empresa já atendeu mais de 1.000 alunos e 100 turmas, oferecendo cursos do nível básico ao avançado sobre gestão de finanças e investimento. 

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