Camila Farani e Flávia Mello ensinam como elaborar o pitch perfeito

Investidoras revelam técnicas capazes de conquistar os donos do dinheiro
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Investidoras ensinam como elaborar o pitch perfeito
As investidoras Camila Farani e Flávia Mello (Foto: Arte/EQL)

Que empreender é uma jornada repleta de obstáculos, todo mundo já sabe. Mas se tem algo capaz de tirar o sono dos empreendedores em busca de investimentos para expandir seus negócios é o pitch. O termo, que nada mais é do que uma apresentação atraente da empresa diante de potenciais investidores, ganhou força à medida que o ecossistema de inovação cresceu no país nos últimos anos – o que também aumentou a concorrência. Mas não é preciso entrar em pânico: existem algumas regras que ajudam a atravessar esse momento e, de quebra, encantar os donos do dinheiro.   

Camila Farani, presidente da G2 Capital e investidora do “Shark Tank Brasil”, e Flávia Mello, investidora-anjo e cofundadora do Sororité, comunidade comprometida em financiar e orientar startups em estágio inicial fundadas por mulheres, concordam que um pitch eficiente começa na clareza da solução e do problema que o negócio resolve.  Além disso, segundo as especialistas, a apresentação deve levar em conta o perfil dos investidores que vão analisar a empresa e até as soft skills, como a paixão pela resolução de dores da sociedade.

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Narrativa envolvente e objetiva

“A capacidade de se comunicar bem e de explicar com clareza o negócio é fundamental na corrida por investimentos”, explica Camila Farani. Flávia Mello vai além: “É importante que as empreendedoras construam uma narrativa que traduza o plano, capaz de animar o investidor a pelo menos querer saber mais sobre o negócio. Isso vem muito com a construção de histórias inspiradoras”. 

Flávia também aponta que é necessário uma clareza sobre o problema que o negócio quer resolver. Para a investidora, essa etapa é importante uma vez que o tamanho do problema mostra para o investidor o potencial de crescimento daquela solução na qual ele pode investir.

Para ela, o pitch deve começar contextualizando a problemática que o negócio se propõe a resolver até despertar a seguinte pergunta na cabeça dos investidores: “Como essa empreendedora identificou um problema para o qual ninguém estava olhando ou que ninguém estava solucionando da maneira como ela quer solucionar?”.

Camila ressalta como é imprescindível deixar claro na apresentação como o problema será resolvido. “Um bom caminho é criar uma frase simples”, explica. E sugere: “Estamos resolvendo um problema, para um público específico, por meio de uma plataforma, aplicativo, solução ou ferramenta. Ou seja, estamos fazendo X para Y por meio de Z”.

Além do problema

Camila lembra que a empreendedora, ao tentar uma captação, estará concorrendo com centenas de outras empresas e que, naqueles poucos minutos de apresentação, os investidores precisam entender além das dores que o negócio endereça. “Aponte o diferencial, quem são seus concorrentes, quais são as tendências e as oportunidades, qual é o seu modelo de negócio, suas estratégias de ‘go-to- market’, como é formada a sua equipe e como o investimento será usado”, diz.

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Flávia ressalta que outro ponto importante é deixar claro quanto a fundadora quer captar e como o dinheiro será usado. “Além disso, é essencial apresentar a proposta de valor do negócio, ou seja,  as vantagens que serão oferecidas ao mercado e como a startup entregará isso ao público”. 

Perfil da fundadora

Para Camila, a empreendedora precisa estar consciente de que perguntas técnicas e específicas surgirão durante o pitch. “Será como um jogo de tênis e ela vai precisar rebater com maestria cada bolinha que vier, além de se desviar do nervosismo que o momento acarreta”, relata. 

Por isso, segundo ela, nem sempre “a dona” da ideia é a melhor pessoa para realizar o pitch. “Minha dica é identificar quem na equipe tem essas características e dar a oportunidade a ela de estudar e se preparar para surpreender a banca”, diz.

Flávia ressalta, ainda, a importância das soft skills: “Demonstrar paixão pela resolução do problema a que o negócio se propõe, habilidade com os números da operação, e principalmente clareza estratégica também são habilidades fundamentais”.

A fundadora do Sororité faz, ainda, um alerta: “O momento para captar também é importante, porque procurar um investimento requer tempo e muito esforço. É muito sedutor levantar um aporte, porque toda empresa precisa de dinheiro para começar um negócio do zero. Mas, se o momento não for oportuno ou se a startup não tiver ao menos uma clareza sobre o que fazer com os recursos, procurar investimento pode se tornar uma experiência muito traumática, capaz de fazer a fundadora desistir”, relata.

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Perfil do investidor

Para Camila, outro ponto fundamental é não encarar os investidores com ingenuidade. “Conheça o perfil dessas pessoas. Elas podem ter perguntas específicas para você”, aconselha. Flávia concorda sobre a importância de conhecer o investidor, até como uma estratégia de captação. “Se a sua solução é da área da saúde, procure investidores que já tenham investido nessa área. Afinal, investidores-anjo também entram em um negócio com sua expertise e mentoria, não apenas com o capital”, conta.

Para as mulheres que saem em busca de investimento e se deparam com homens, Flávia levanta ainda um outro aspecto: “Caso o produto ou serviço tenha alguma particularidade voltada para o público feminino, como uma solução voltada ao período menstrual, por exemplo, prepare-se para explicar o básico”, finaliza.

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