Adeus, sócios! 7 dicas para empreender sozinha

Falta de segurança e experiência são alguns dos fatores que levam as empreendedoras a procurarem parceiros de negócios
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Abrir mão de um sócio pode aumentar os desafios da jornada (Foto: FreePik)

Quem pensa em empreender acaba, muitas vezes, apelando para uma parceria na hora de tirar a ideia do papel. Segundo o indicador “Nascimento de Empresas”, da Serasa Experian, a criação de sociedades limitadas no Brasil chegou a aumentar 71,4% em setembro de 2021, mês em que o modelo alcançou o maior crescimento no ano. Embora o formato ofereça benefícios como a divisão de custos e responsabilidades, nem sempre são essas vantagens que levam os empreendedores a buscarem sócios.

No caso das mulheres, a procura por um parceiro de negócios pode estar relacionada à insegurança, conforme explica Daniela Graicar, fundadora do Movimento Aladas, plataforma feminina de capacitação para empreendedoras. Segundo a especialista, a formação de sociedades tende a ser vista como uma alternativa para quem busca apoio ou coragem para começar. É comum o medo de achar que não está pronta, que não é suficiente para tocar um negócio sozinha ou ainda que precisa das opiniões de um sócio”, destaca. No entanto, ela ressalta: essa não deve ser considerada a única opção, embora não exista nada de errado com ela. “Na verdade, as empreendedoras podem achar o que precisam em um conselheiro ou mentor, não necessariamente em um sócio”, completa. 

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No Brasil, segundo levantamento feito pelo Aladas, cerca de 24 milhões de mulheres têm o desejo de empreender, mas 43% delas não vão adiante por medo de falhar. Quando esse tipo de sentimento aparecer, Daniela recomenda que as candidatas a proprietárias de negócios busquem redes de empreendedoras ou grupos que estejam passando por uma situação semelhante, como forma de aumentar a confiança. “Quando você está sozinha, não se sinta fraca ou insuficiente. Muito pelo contrário: temos que nos sentir potentes e buscar autoconfiança via mentoria e conselhos no que diz respeito às aptidões sobre as quais não nos sentimos suficientes”, explica. 

Apesar do desafio emocional e prático do empreendedorismo individual, a modalidade também pode apresentar vantagens quando comparada ao modelo de sociedade, aponta Andrea Bisker, CEO da consultoria de inovação Spark:off e conselheira na 99jobs e na Aladas. Ao longo de sua trajetória profissional, a mentora conta que já experimentou os dois formatos, mas que das quatro empresas que fundou, em três ela estava sozinha. “Eu gosto de estar junto com outras pessoas nos negócios, mas a vantagem de empreender em modo solo é que você tem total liberdade para tomar qualquer decisão que queira, desde onde quer investir e quem deseja contratar até o modelo de negócio que quer seguir”, afirma. 

Outra qualidade do empreendedorismo solo, segundo Andrea, é o fim da desavença entre sócios – problema que está entre as principais causas de fechamento de empresas no país, perdendo apenas para equívocos financeiros e falta de capital, segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). “Com parceiros, se você não estabelece todas regras, a governança e os combinados, a chance de dar algum problema é muito grande”, diz. 

A pedido da Elas Que Lucrem, Daniela Graicar e Andrea Bisker elaboraram sete dicas para facilitar a jornada das mulheres que querem empreender sozinhas. Veja, a seguir, quais são elas:

Delegue as tarefas 

Empreender sozinha não é o mesmo que trabalhar sozinha. Portanto, nada de reclamar do excesso de tarefas quando se está cercada de funcionários e colegas que querem ajudar. “Delegar envolve etapas como explicar com clareza o que se quer e entender que as coisas não vão ficar exatamente como você as faria, mas que podem ficar, inclusive, melhores”, destaca Daniela Graicar. A especialista ainda ressalta que a dificuldade de dividir a responsabilidade pode atrapalhar não só a trajetória da empreendedora, como o próprio desenvolvimento da empresa. Afinal, esse tipo de gestão limita a quantidade de demandas que podem ser atendidas por vez, desacelerando o andamento dos processos internos. “Pense nisso e busque gente boa para ter no seu time ou para ajudar nas tarefas pessoais”, completa.  

Faça networking e busque uma rede de apoio

Mesmo para empreendedoras individuais, a jornada de crescimento não precisa ser um processo solitário. O networking, por exemplo, é uma das saídas para quem busca contatos que tenham experiência para somar ou as mesmas dores para compartilhar. “Quando você cria e nutre uma rede de pessoas nas quais confia e pode contar, sua jornada fica mais leve e próspera”, ressalta a fundadora do Movimento Aladas. Além disso, essa rede pode atuar como um conselho consultivo, oferecendo mentoria mesmo quando o negócio está no início. “Quando ainda estamos no começo, achamos que somos pequenas demais para ter conselheiros. Mas vale a pena ter duas ou três pessoas que vão atuar, segurar a sua mão e orientar no momento das decisões difíceis”, aponta Andrea. 

Permita-se não ser perfeita

Ser 100% dona do próprio negócio envolve compromissos de última hora, maratonas de reuniões e listas de tarefas inacabáveis. Por isso, nem sempre se trata de realizar tudo com perfeição, ressalta Daniela, mas de dar o seu melhor naquilo que for feito. “Uma mulher produtiva se permite esquecer um prazo, não estar com o look impecável todos os dia e sair com o cabelo molhado porque não podia se atrasar”, aponta. Essa habilidade de separar o que é urgente do que pode ser negociado é um fator importante para garantir a evolução do empreendimento e o equilíbrio da rotina.

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Saiba dizer não

Para manter o foco no seu objetivo, será necessário abrir mão de algumas coisas – sejam elas momentos de lazer ou parcerias profissionais que não façam sentido. Portanto, mais do que falta de tempo ou disponibilidade, as empreendedoras devem se acostumar a se desviar daquilo que as afasta dos seus sonhos. Para as especialistas, vale dar um toque para familiares, amigos e colegas sobre a relevância dessa jornada profissional, gerando um clima de apoio e dedicação. “Entrar totalmente no flow da empresa é muito importante para a decolagem de um negócio”, afirma Daniela. 

Aposte em facilitadores de gestão

Felizmente, não faltam opções tecnológicas para quem procura otimizar algumas tarefas do dia a dia. De aplicativos a plataformas online, o mercado está repleto de ferramentas que acabam saindo barato por poupar tempo e esforço do empreendedor, como explica Andrea. “Isso ajuda no processo, faz com que você tenha mais fluxo e que possa se dedicar àquilo que é realmente o core do seu negócio. Você não gasta tempo com aquilo que é importante, mas que, no fundo, não agrega à empresa”, destaca. Outra dica da especialista é que as empreendedoras procurem esse tipo de auxílio – incluindo consultorias – nas áreas nas quais não possuam experiência ou afinidade, substituindo, dessa forma, a necessidade de um sócio habilidoso. “Numa sociedade, há sempre uma combinação. Ou seja: se eu sou da área comercial, a outra pessoa é da área fiscal ou contábil”, diz. “Mas, hoje, já existem muitas soluções no mercado para resolver diversos tipos de demandas a preços acessíveis”, completa. 

Formalize os combinados

A dica vale para todos os tipos de empreendimentos e sociedades, mas é ainda mais importante para quem gere um negócio sozinho. Documentar acordos com clientes, fornecedores, parceiros e funcionários acaba sendo uma garantia e uma forma de aumentar a confiança nos planejamentos do negócio. “O combinado não sai caro e o bom senso é algo muito particular e individual. Formalize tudo e arquive de forma organizada”, explica Daniela. 

Nunca pare de aprender 

O provérbio popular diz que duas cabeças pensam melhor do que uma. Ou seja: para quem empreende sozinho, a necessidade de estudar e se manter atualizado é ainda maior. Segundo a CEO da Spark, para preencher a lacuna deixada pela bagagem de um sócio, as empreendedoras devem aplicar o conceito de “lifelong learning” (“aprendizado ao longo da vida”, em tradução livre). O conceito se refere à capacidade de continuar aprendendo independentemente do contexto de vida ou idade, seja por observação, relacionamentos ou cursos. “É importante estudar, acompanhar as notícias, entender o que mudou e como é possível manter o negócio atualizado. Ou seja, ficar sempre de olho no que tem de novo para não ficar para trás.”

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