Mulheres latino-americanas são empreendedoras resilientes e otimistas, revela estudo

Última edição do “Mastercard Index of Women Entrepreneurs (MIWE)” mostra que força de trabalho feminina foi a mais impactada durante a pandemia de Covid-19
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Número de mulheres que decidiram abrir um negócio aumentou na América Latina (Foto: Freepik)

As mulheres latino-americanas são especialmente resilientes e otimistas quando se trata de empreender. A conclusão é da última edição do “Mastercard Index of Women Entrepreneurs (MIWE)”, estudo encomendado pela empresa de pagamentos Mastercard para medir o progresso feito pelas lideranças femininas em 65 economias mundiais ao longo do último ano. 

De acordo com a pesquisa, mesmo com a diminuição geral de empreendimentos em 2021, o número de mulheres que decidiram abrir um negócio próprio aumentou significativamente na América Latina – especialmente na Colômbia e no Uruguai.  Nesses países, a porcentagem de empreendedoras superou, respectivamente, 0,9% e 3,5% a de homens. 

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Apesar disso, elas foram desproporcionalmente afetadas durante a pandemia de Covid-19. No trabalho, 62% das mulheres foram impactadas devido ao isolamento social, enquanto apenas 52% dos homens relataram consequências para a carreira. 

Em relação ao desemprego feminino, a América Latina também se destacou.  A região foi a  mais afetada do globo, com 22 países registrando queda de até 2% na participação de mulheres no mercado de trabalho. Segundo o levantamento, o Brasil está entre os países com pior desempenho na retenção de colaboradoras, ficando atrás apenas do Peru e da Colômbia. 

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Diante desse cenário, as brasileiras acabaram encontrando maneiras alternativas de garantir renda, conforme mostra a pesquisa. Entre as nações latinas, o Brasil foi o país que mais subiu posições no critério “condições para o empreendedorismo”, além de registrar avanços importantes no marcador “resultado do progresso de mulheres”. 

Companhia promove maratona digital para inspirar mulheres

Por meio dos indicadores obtidos pelo MIWE, a Mastercard constatou uma lacuna na presença de mulheres em STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Por isso, o grupo acaba de anunciar a segunda maratona regional Girls4Tech, programa que tem como objetivo inspirar meninas a desenvolverem suas habilidades na área por meio de uma série de eventos virtuais que serão realizados em 17 países da América Latina e Caribe.

Ao todo, a ação espera impactar 5 milhões de mulheres de oito a 16 anos em 44 países até 2025. “Empoderar as mulheres para que assumam seu lugar de direito é uma forma de empoderar a sociedade em geral, pois disso depende a recuperação sustentável e inclusiva da economia pós-Covid”, aponta  Estanislau Bassols, presidente da Mastercard Brasil. 

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