ACNUR, Pacto Global e ONU Mulheres lançam 7ª edição do “Empoderando Refugiadas”

Programa visa capacitar e empregar profissionais do gênero feminino em situação de refúgio no país
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Projeto pretende capacitar 80 mulheres em 2022 (Foto: Reprodução/ACNUR/Vittoria Moretti)

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o Pacto Global da ONU Brasil e a ONU Mulheres anunciaram esta semana o lançamento da 7ª edição do projeto “Empoderando Refugiadas”. A iniciativa tem como objetivo conectar mulheres em situação de refúgio ao mercado de trabalho brasileiro por meio de capacitação, sensibilização do setor privado e interiorização voluntária para outras cidades.

Nesta edição, o projeto pretende capacitar 80 mulheres entre maio e dezembro. Com o apoio de empresas como YouTube e Iguatemi, o programa será executado em parceria com a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil) e a Operação Acolhida, movimento do Exército Brasileiro para proteção de refugiados. 

“A iniciativa reúne todo o interesse das mulheres refugiadas em buscar novos conhecimentos para sua reinserção no mercado de trabalho brasileiro, contribuindo para o desenvolvimento das empresas e da sociedade que passam a acolhê-las”, afirma Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório da ACNUR em São Paulo.

No ano anterior, mais da metade das 70 refugiadas formadas em Boa Vista, Roraima, acabou sendo contratada por empresas dos mais variados setores. De olho na diversidade, o grupo incluía profissionais com deficiências, doenças crônicas e/ou necessidades especiais, além de outras interseccionalidades, como mulheres com mais de 50 anos e LGBTQIAP+. Em outros casos, as refugiadas eram as únicas provedoras de renda da família, o que aumentava ainda mais a necessidade de inserção no mercado de trabalho. 

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Além das atividades de capacitação destinadas às participantes, o programa também se empenha para que essas mulheres sejam recebidas de forma inclusiva no quadro de colaboradores das empresas. Por isso, oferece workshops, mentorias e acompanhamento das agências da ONU para que as companhias possam não somente contratar a refugiada,  mas acolhê-la, incluí-la e desenvolvê-la.

“Acolher e incluir social e economicamente mulheres refugiadas e migrantes é um processo de desenvolvimento que gera frutos por muito tempo e a toda a sociedade. Quando as mulheres estão economicamente empoderadas, quando elas alcançam a autonomia financeira, elas também se fortalecem contra a violência e o preconceito, além de fazerem girar a economia por meio de emprego e renda”, afirma Anastasia Divinskaya, representante da ONU Mulheres Brasil. 

Empresas e organizações interessadas em apoiar o programa podem entrar em contato com [email protected].

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