Empreendedorismo, maternidade e música: a trajetória de Karinah no samba

Nascida no sul do Brasil, artista buscou em Salvador a essência de sua música
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“Nos encontros familiares, eu era a que cantava, inclusive para as visitas” (Foto: @marcoshermes)

“Eu falo que sempre fui meio cacique desde criança. Sempre liderei tudo”, brinca a cantora de samba Karinah. Nascida no sul do Brasil, foi incentivada pela família a seguir na música. “Nos encontros familiares, eu era a que cantava, inclusive para as visitas”, relembra. 

De uma família de mulheres fortes, Karinah se viu, desde cedo, tomando as rédeas da própria vida. Aos 19 anos, já morava sozinha, tinha o próprio apartamento e um carro, fruto de muito trabalho. Três anos depois, abriu a primeira empresa. Mas sua história não acaba por aí. Na verdade, está apenas no início.

Os passos na música

Empreendedorismo, maternidade e música: a trajetória de Karinah no samba
Karinah Por Elas: “É um projeto baseado em sonhos, nas cantoras brasileiras que foram apagadas da história com o tempo” (Foto: @marcoshermes)

Inspirada pelos grandes nomes femininos da música brasileira, como Clara Nunes, Marisa Monte e Elis Regina, Karinah sempre quis seguir no samba. “Mas essa ideia era um problema, principalmente lá no início. Era um gênero que não tinha visibilidade, não havia o lado comercial para ser trabalhado e seria difícil conseguir patrocínios”, diz.

“Passei por uma série de dificuldades que me foram impostas no começo. Eu cedi, até porque não tinha muita experiência e precisava trabalhar”, lembra. Mas o sonho de continuar no samba nunca ficou de lado. Na realidade, a artista sempre tentava trazer elementos do gênero para o que cantava.

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Com mais experiência, foi para o Rio de Janeiro e, de lá, desembarcou em Salvador. “Eu tinha que conhecer a história do samba, até para cantar com propriedade e verdade.” Foi na capital baiana que Karinah se dedicou ao estudo do gênero musical e foi lá também que entendeu profundamente sobre o que queria cantar. “Conheci muito o lado religioso do ritmo também.” 

Quando voltou ao Rio de Janeiro, a artista relembra que foi muito abraçada pelos sambistas. Então, mergulhou de fato no gênero musical que tanto queria. “Meu propósito é fortalecer as mulheres no samba, já que existem poucas janelas e oportunidades nesse segmento.” 

O objetivo, apesar de parecer utópico, está sendo colocado em prática. Entre os projetos da cantora para fomentar o espaço feminino no samba está o “Karinah Por Elas”. “É um projeto baseado em sonhos, nas cantoras brasileiras que foram apagadas da história com o tempo. Além de homenagear essas mulheres, também passa o bastão para as artistas que estão chegando agora”, explica.

“Sempre procurei, com muito respeito, buscar a sabedoria e o acolhimento. Tudo que a gente faz na vida e que tem verdade, dá certo. Hoje, vejo que já tenho garra o suficiente para enfrentar qualquer desafio.”

Empreendedorismo e maternidade

Empreendedorismo, maternidade e música: a trajetória de Karinah no samba
“De alguma forma, a mulher sempre tem que se posicionar. É um processo, mas temos que nos fortalecer com isso tudo, e não recuar” (Foto: @marcoshermes)

Karinah conta que quando chegou ao universo artístico, para lançar de fato sua carreira nacional, foi muito criticada. “Diziam que artista não podia falar como empresária”, lembra. Para ela, é até natural um artista ter uma pessoa dedicada a cuidar dos negócios para que possa ficar mais livre para seu trabalho, mas ela nunca conseguiu separar as coisas. 

“Sempre achei que tinha que ficar atenta e acompanhar o lado jurídico e financeiro. Por isso, eu gosto muito de falar com a minha equipe interna, sempre trabalhando com planejamento”, conta. 

Foi dessa preocupação que nasceu a K2D Produções, empresa que criou no início dos anos 2000 para gerenciar a própria carreira artística. Mesmo que voltada para a cultura e para a arte, Karinah deixa claro que a companhia sempre esteve atrelada ao social, segmento que considera muito importante. “Todo mundo me fala que eu deveria vender ideias – e eu concordo, me considero particularmente boa nisso. Mas sempre tento potencializar o lado mais frágil, o social.”

Ainda assim, conta que não foi fácil se posicionar como líder e empresária. “Já tive ideias roubadas, já estive em reuniões onde fui interrompida várias vezes”, conta. Mesmo assim, ela acredita que é uma questão de amadurecimento e posicionamento. 

“De alguma forma, a mulher sempre tem que se posicionar. É um processo, mas temos que nos fortalecer com isso tudo, e não recuar. Hoje estou mais preparada, mas já enfrentei muitos problemas.”

Mas Karinah também divide os palcos e o empreendedorismo com a maternidade. Com quatro filhos, ela conta que teve que abdicar de muita coisa para cuidar das crianças, e que só conseguiu dar conta com o apoio da família. 

“Quando os gêmeos nasceram, decidi dedicar dois anos só para ficar com eles. Dei uma pausa nos projetos. Com os mais velhos foi a mesma coisa. Não concluí a faculdade de música para ficar com meu filho, e não me arrependo disso”, finaliza.

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