Mercado digital, influência e equilíbrio: os ensinamentos de Fátima Pissarra, a mente por trás da Mynd

Mãe de três e CEO da maior agência especializada em marketing de influência e entretenimento do Brasil, a empresária está comprometida com os desafios da atualidade
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Empresária é uma das pioneiras no mercado digital nacional (Foto: Marcos Duarte)

Jornalista, psicóloga, profissional de marketing, mãe e CEO. Com mais de 25 anos de carreira e com experiência em grandes empresas – entre elas, BCP, Claro, Terra, Nokia e Vevo – Fátima Pissarra está, hoje, à frente da Mynd, a maior agência especializada em marketing de influência e entretenimento do Brasil. Responsável pela carreira de grandes artistas e influenciadores, como Preta Gil, Claudia Leitte, Luísa Sonza, Pabllo Vittar, Pequena Lô, Gil do Vigor e outros 400 nomes, ela não chegou aqui à toa. 

“Eu estou no mercado digital desde quando ele começou, então sou praticamente uma das pessoas mais antigas na área. Já passei por todas as fases, plataformas e desenvolvimentos tecnológicos”, conta Fátima. Com tanto tempo no mercado, a empresária se dá ao direito de dizer que contribuiu, inclusive, para formar a linguagem digital que conhecemos hoje.

Mas foi quando começou a trabalhar com projetos de música, na Vevo, que Fátima conheceu Preta Gil, uma das pessoas que a ajudou a colocar a Mynd de pé. “Ela sempre trocava comigo muitas ideias sobre como melhorar o conteúdo, engajamento e, principalmente, a diversidade de comunicação”, relembra. 

Assim, a dupla teve a ideia de criar uma empresa completa, que entendesse de comunicação digital e do mercado de marketing e marcas, para que, juntas, pudessem construir uma comunicação mais assertiva. 

Foi desse mix de ideias das duas, ao lado de Carlos Scappini, que nasceu a Mynd, com o intuito de conectar marcas a artistas e influenciadores digitais, identificando oportunidades, planejando estratégias e executando projetos de entretenimento e marketing de influência na área digital.

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Uma década no empreendedorismo e o compromisso com a diversidade

Lidando com desafios diários, Fátima completa, em 2022, dez anos como empreendedora. Ainda que para alguns trabalhar com a internet seja algo fácil, a empresária já adianta que não é bem assim. Criar toda a estratégia de comunicação dos agenciados e identificar como trabalhar com cada um, até alinhar os interesses das marcas com o perfil de cada influenciador, não é tarefa simples. 

Mesmo assim, para Fátima, o maior desafio – e o maior objetivo – é a diversidade, entregando uma comunicação em que todos se sintam representados.  Para isso, a Mynd conta, hoje, com um time composto por 50% de seus colaboradores pretos, além de LGBTQIAP+ e regionais, que atuam para que a comunicação e os projetos nos quais atuam tenham a possibilidade de ser cada vez mais representativos. “Nós atuamos diariamente para que esse propósito se efetive e, assim, tenhamos um mundo com mais respeito e inclusão”, explica Fátima.

Por outro lado, a empresária ainda é uma peça rara no ramo. Segundo levantamento da “Propmark” em parceria com a startup More Girls, apenas 10% dos cargos de presidência no setor publicitário são ocupados por mulheres. Para Fátima, estar nessa posição é uma grande responsabilidade. 

“Assim como em outros meios de trabalho, elas vêm pouco a pouco conquistando mais espaço no ramo do marketing e da publicidade, mas infelizmente os cargos de liderança continuam sendo majoritariamente ocupados por homens. O que faço dia a dia é trabalhar para dar voz a essas mulheres, proporcionar oportunidade para que elas mostrem sua capacidade e seu talento”, explica. 

Desde que criou a Mynd, a CEO estabeleceu que teriam 50% dos funcionários pretos e diversos, o que deu certo. Hoje, a empresa contrata por skills, e não por experiência.  “E isso se estende para a inclusão das mulheres em cargos de liderança. Queremos pessoas que tenham força de vontade e façam as coisas acontecerem”.

Mas Fátima vai além. Para ela, ter mulheres em cargos de liderança é essencial para a luta por igualdade de gênero, apesar de não ser, ainda, uma tarefa fácil. “O mundo corporativo ainda é muito resistente nesse aspecto. Ainda temos um longo trabalho pela frente, mas acredito que estamos pouco a pouco construindo uma realidade mais justa”, explica.

Ainda assim, a empresária ressalta que o buraco é mais embaixo: “não somente as mulheres, nós também temos que entender que o mercado corporativo ainda não tem diversidade de raça e nem de gênero”. E desses grupos, Fátima relembra que poucos se veem representados nos altos cargos decisores.

Visão de Fátima: redes sociais, influência e os negócios

Tão inserida no meio, não à toa Fátima acredita que as redes sociais são fator essencial para quem deseja obter sucesso nos negócios, seja um influenciador ou uma pequena empresa. Segundo a CEO, isso ficou ainda mais palpável com a pandemia de covid-19, que fez a internet se tornar imprescindível para a sobrevivência dos negócios. 

Mas, para Fátima, não basta estar apenas inserido nesse meio, é necessário que haja muito planejamento, conteúdos bem-produzidos e uma estratégia bem elaborada e efetiva. Além disso, é necessário que as empresas e influenciadores utilizem o máximo que as redes sociais têm a oferecer. 

“Acredito que esse segmento está apenas no começo e que o trabalho com as mídias sociais é uma tendência da sociedade em que vivemos, que ajuda tanto os empreendedores que estão começando e não possuem tantos recursos para ter um ponto físico de vendas para divulgar seus produtos, quanto grandes empresas nas estratégias de consolidação de marca e expansão. E considero primordial estar atento às novas redes sociais que surgem”, indica Fátima. 

Com tanta expertise no assunto, a empresária lançou recentemente seu primeiro livro. “‘Profissão Influencer’ é para aqueles que têm interesse em obter sucesso dentro e fora da internet”, explica. 

Nesse sentido, Fátima entende que, para a boa gestão de um negócio, além de um bom planejamento estratégico, investir nas redes sociais é obrigatório. “Elas funcionam como uma extensão do empreendimento, alcançando públicos e praças que, antes, não seria possível. O mais importante é ter uma rotina de trabalho e tratar o negócio no digital como um negócio real, com processos de trabalho como em qualquer outro ramo”, aponta a empresária.

Mas nada disso adianta, segundo Fátima, se você não for apaixonada pelo o que faz – e não trabalhar duro para realizar seus planos. “Eu amo o meu trabalho e sempre fiz tudo com muita força de vontade. Sempre fui curiosa e gostei de aprender e fazer as coisas acontecerem. Então tive em mente que teria que trabalhar muito para alcançar as minhas metas. Essa é a principal dica que eu posso dar para as mulheres que estão iniciando no empreendedorismo”.

O equilíbrio pessoal e profissional

“A área de finanças sempre foi uma área que eu gostei muito de estudar. Eu adoro números, então sempre procuro conversar com profissionais do ramo para entender como funciona e como posso investir”, conta Fátima. 

Para ela, a mulher também precisa se sentir segura no âmbito financeiro. Mesmo sem crescer com o assunto de finanças e investimentos em sua volta,  a empresária tenta passar de forma diferente para os meus filhos e amigos. “É muito importante entender o mercado e tomar decisões seguras. Não é um bicho de sete cabeças”, opina.

E por falar em família, Fátima divide o dia a dia profissional com os três filhos, Carolina, Luiz e Beatriz. Apesar de entender que conciliar a maternidade com o trabalho é um grande desafio, ela faz dos três sua maior motivação. 

“Minha força e dedicação no trabalho vêm da minha família e estou sempre buscando ser a minha melhor versão para ser um exemplo para eles. Sempre que possível, tento integrá-los à minha rotina de compromissos, já que meu trabalho demanda 100% do meu tempo. Então os levo para shows, viagens e reuniões, e eles adoram”, conta.

É dessa dedicação a todos os âmbitos da vida que Fátima chegou onde está hoje. “Nunca planejei que a Mynd fosse a maior agência de marketing de influência do país, mas sempre trabalhei para transformar a vida dos nossos agenciados. Isso fez com que conseguíssemos desenvolver um trabalho que não existia até então nesse segmento, com resultados surpreendentes. Pretendemos continuar crescendo, sem perder os nossos valores e a nossa essência”, explica.

Por isso, sua empresa continuará batalhando para que o quadro de funcionários continue diverso na prática, com mulheres, pretos e LGBTQIAP+, para que, assim, seus projetos também reflitam essa conquista. “A Mynd é composta por pessoas reais, para pessoas reais, e é isso que faz toda a diferença”, finaliza ela.

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