Talibã ordena que colégios para meninas continuem fechados no Afeganistão

Escolas só serão reabertas quando um plano for elaborado de acordo com a lei islâmica
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Charlotte Greenfield/Reuters
As escolas para meninas continuarão fechadas até que um plano seja elaborado de acordo com a lei islâmica e a cultura afegã (Foto: Charlotte Greenfield/Reuters)

O Talibã voltou atrás durante a semana em seu anúncio de que escolas secundárias no Afeganistão continuariam abertas para as meninas, afirmando que elas permanecerão fechadas até que um plano seja elaborado de acordo com a lei islâmica para que elas possam ser reabertas.

Professores e estudantes de três escolas na região da capital Cabul disseram que as garotas haviam voltado às aulas com empolgação na manhã da última quarta-feira (23), mas receberam ordens para voltar para casa. Segundo eles, muitas alunas estavam aos prantos. 

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“Todas ficamos decepcionadas, e ficamos totalmente sem esperança quando a diretora nos disse, ela também estava chorando”, disse uma aluna, não identificada por questões de segurança. 

Da última vez que o Talibã governou o país, entre 1996 e 2001, a educação feminina e a maior parte dos empregos para mulheres foram proibidos.

A comunidade internacional tornou a educação para as mulheres uma demanda crucial para o futuro reconhecimento do governo Talibã, que tomou o país em agosto do ano passado com a retirada das forças estrangeiras do país.

O Ministério da Educação havia anunciado na semana passada que as escolas para todos os estudantes, incluindo meninas, seriam abertas no país após meses de restrições à educação para as garotas com idade para cursar o ensino médio.

Na  noite da última terça-feira (22), um porta-voz do Ministério da Educação soltou um vídeo parabenizando todos os alunos pela volta às aulas.

No entanto, na quarta-feira um aviso do ministério disse que as escolas para meninas continuariam fechadas até que um plano seja elaborado de acordo com a lei islâmica e a cultura afegã, segundo a agência de notícias governamental Bakhtar News. 

(Com Reuters)

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