Executivo da Apple deixa companhia após protestos por chamar mulheres de fracas

Ofensas feitas por Antonio García Martínez foram publicadas em seu livro "Chaos Monkeys" lançado em 2016
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O engenheiro de produto na área de plataformas de publicidade Antonio García Martínez deixou a Apple ontem (13), após dois mil funcionários da companhia pedirem que ele fosse investigado por escrever um livro com ofensas a mulheres.

A publicação em questão, intitulada “Chaos Monkeys” (“Macacos do Caos”, na tradução livre), foi lançada pelo engenheiro em 2016. Nela, Martínez afirma que a maioria das mulheres na área da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos, são “fracas, mimadas e ingênuas”.

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Na quarta-feira, funcionários da Apple redigiram uma carta com duas mil assinaturas, na qual diziam estar “profundamente consternados com o que esta contratação significa para o compromisso da Apple com seus objetivos de inclusão”. No documento, os colaboradores da gigante da tecnologia exigiam uma investigação e um plano de ação para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.

Na carta, obtida pelo portal The Verge, os funcionários disseram que “dada a história do Sr. García Martínez de publicar comentários abertamente racistas e sexistas sobre seus ex-colegas, estamos preocupados que sua presença na Apple contribua para um ambiente de trabalho inseguro para nossos colegas que correm o risco de assédio público e intimidação privada. Temos o direito de saber como a equipe de Pessoas pretende mitigar esse risco”.

Os funcionários envolvidos no manifesto também solicitaram que pessoas com os mesmos posicionamentos do engenheiro não se envolvam em contratações, entrevistas ou decisões sobre o desempenho de outros colaboradores enquanto trabalharem na Apple.

Entre uma lista de comentários sexistas feitos por Martínez em seu livro, os funcionários destacaram no documento aspas como “A maneira mais rápida de baratear qualquer coisa – seja uma mulher, um favor ou uma obra de arte – é colocar uma etiqueta de preço nisso”.

Após a repercussão do caso, um porta-voz da Apple disse à Bloomberg News que “Na Apple, sempre nos esforçamos para criar um local de trabalho inclusivo e acolhedor, onde todos sejam respeitados e aceitos. Comportamento que rebaixa ou discrimina as pessoas pelo que elas são não tem lugar aqui”.

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