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Dólar fecha em alta e engata terceira semana de ganhos

Moeda norte-americana à vista subiu 0,66% para R$ 5,3444
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O dólar fechou hoje (24) no maior patamar em um mês frente ao real, engatando a terceira semana de ganhos, conforme operadores ficaram na defensiva diante de incertezas no Brasil e do fortalecimento da divisa no exterior com a perspectiva de alta de juros nos EUA.

Os problemas com a incorporadora chinesa Evergrande também adicionaram vigor ao dólar nesta sexta, com investidores questionando se um eventual calote da empresa poderia ter desdobramentos severos na economia mundial.

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O dólar à vista subiu 0,66% hoje, para R$ 5,3444. É o maior valor desde o último dia 23 de agosto (R$ 5,3823).

A alta de hoje foi a terceira seguida e concluiu uma semana em que o dólar ganhou 1,08%.

Em setembro, a cotação avançou 3,33%, elevando os ganhos no ano para 2,95%.

Lá fora, o índice do dólar frente a uma cesta de pares subia 0,2% na sessão, mantendo-se perto de máximas em um mês e caminhando para contabilizar a terceira semana consecutiva de ganhos. Moedas de perfil semelhante ao real sofriam firmes quedas.

Reforçando o apelo do dólar, as taxas dos títulos do Tesouro norte-americano voltaram a subir com força nesta sexta, à medida que operadores embutiam nos preços chances de alta de juros nos EUA até o fim de 2022.

Juros mais altos tenderiam a deixar o dólar mais atrativo, forçando o preço da moeda para cima. Essa narrativa ganhou força depois de, na quarta-feira, o banco central norte-americano surpreendeu ao mostrar previsões de elevação das taxas já no ano que vem.

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O risco de virada na política monetária dos EUA é um dos motivos que fez o Citi rebaixar o status do real dentro de seu portfólio de bônus de mercados emergentes para “neutro”, ante “acima da média”.

Junto a isso, se nos EUA o BC parece mais “hawkish” (inclinado a aperto monetário), no Brasil o Citi avalia que o Banco Central revelou uma comunicação “marginalmente mais dovish'”, com menor propensão a altas mais agressivas dos juros.

As dúvidas do mercado sobre a política monetária do BC, que desarmou recentemente apostas em altas mais fortes da Selic, aumentaram hoje depois de o IBGE divulgar que o IPCA-15 foi o maior para o mês de setembro desde 1994. A curva de juros inclinou, com forte alta nos vencimentos longos, mais sensíveis à percepção de risco geral, incluindo fiscal.

“A potencial flexibilização do teto de gastos até o fim do ano pode exacerbar a fraqueza do real”, disseram os profissionais do Citi, que veem taxa de câmbio de R$ 5,33 por dólar no término de 2021.

Evidência de pessimismo com a taxa de câmbio, o Société Générale mantém posição comprada em dólar frente à moeda brasileira, com meta de R$ 5,70. Incluindo o “carry” (retorno de diferencial de juros), a operação mostra lucro de 3,8% até o momento.

(Com Reuters)

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