Ações de frigoríficos sobem na bolsa com possível fim do embargo pela China

Resultados da Marfrig no terceiro trimestre de 2021 acima do esperado também animam investidores
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Foto Luciene avatar v1
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As ações de frigoríficos têm alta expressiva nesta quarta-feira (27) na bolsa brasileira diante do otimismo com uma sinalização do fim do embargo da China contra a carne brasileira, além do resultado trimestral da Marfrig que superou expectativas.

As ações da Marfrig (MRFG3) subiam 2,72%, a R$ 25,28, no período da tarde após terem liderado os ganhos do Ibovespa pela manhã. Já as ações da JBS (JBSS3) avançavam 2,82%, a R$ 37,93, BRF (BRFS3) tinha alta de 2,95%, a R$ 21,60, e Minerva (BEEF3) apresentava valorização de 2,12%, a R$ 9,13.

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O Jornal Valor Econômico publicou em matéria hoje que a aduana do porto de Xangai está perto de autorizar a entrada na China da primeira carga de carne bovina brasileira desde o início do embargo ao produto em 4 de setembro. A informação é atribuída à consultoria Agrifatto.

Procurado pela EQL, o Ministério da Agricultura não confirmou o fim do embargo pela China à carne brasileira.

A restrição começou após o registro de dois casos de EEB, Encefalopatia Espongiforme Bovina, mais conhecida como a doença da vaca louca, um em Minas Gerais e outro em Mato Grosso. O Brasil suspendeu as exportações aos chineses de maneira voluntária, de acordo com o protocolo sanitário assinado entre os dois países.

Após duas semanas, as duas ocorrências foram consideradas atípicas, ou seja, não ofereciam risco, segundo análise da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). No entanto, a China seguiu com a restrição às importações de carne de origem brasileira.  

Especialistas passaram a atribuir a continuação do embargo a uma possível estratégia da China de forçar uma redução no preço da carne. A China é o maior mercado consumidor de carne brasileira e responde por 50% do total exportado pelo país. Para uma compensação da oferta interna, o país asiático recorreu à produção da Argentina.

Logo após a conclusão da OIE sobre os casos registrados no Brasil, a Rússia voltou atrás à restrição e, em setembro, determinou que a carne de frigoríficos de Mato Grosso e Minas Gerais só poderia ser de animais com menos de 30 meses de idade no momento do abate. Uma das exigências que já havia sido feita pela China antes do embargo.

Marfrig surpreende no terceiro trimestre

Para contornar a limitação imposta pelo embargo chinês, os frigoríficos brasileiros adotaram estratégias de diversificação de origem da carne exportada à China, uma vez que a maioria das companhias possui operações em diferentes países.

Por isso, o impacto nos resultados das empresas acabou sendo reduzido. Uma demonstração é o balanço do frigorífico Marfrig no terceiro trimestre de 2021. A companhia pouco menciona a restrição chinesa à carne brasileira. No resultado consolidado, registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, alta de 148,7% na comparação com o mesmo período de 2020.

A receita líquida da Marfrig foi de R$ 23,6 bilhões de julho a setembro, 40,4% maior do que no terceiro trimestre do ano passado. O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, foi de R$ 4,7 bilhões e alta de 115,6% na base anual.

A empresa, no entanto, ponderou no balanço que o volume de abate no trimestre foi de 5,2 milhões de cabeças, 11% menor que o mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura, devido à escassez de matéria-prima e auto suspensão temporária das exportações brasileiras para China.

Outra consideração feita pela Marfrig foi de que a demanda brasileira por proteína bovina foi a menor em quase 30 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que as exportações continuam sendo a principal fonte de rentabilidade das empresas do setor.

Luciene Miranda é repórter especial na Elas Que Lucrem

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