Descubra quanto as mulheres gastam com absorventes ao longo da vida

Após veto em projeto de lei que previa a distribuição gratuita do item para brasileiras em situação de vulnerabilidade, despesa continuará no orçamento feminino
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Karolina Grabowska/Pexels
29% das mulheres já ficaram sem dinheiro para comprar absorventes (Via: Karolina Grabowska/Pexels)

Já dizia Rita Lee: “Mulher é bicho esquisito. Todo mês sangra”. Mas para além de trecho de música, a menstruação é fonte de preocupação para milhões de brasileiras todos os meses. Uma pesquisa conduzida por uma marca de higiene íntima em maio de 2021, com 1.124 mulheres do país, constatou que 29% delas já haviam ficado sem dinheiro para comprar absorventes. Outras 28% afirmaram que faltaram à escola devido a falta do item. 

E o cenário não se resume a essas dificuldades. Cerca de 213 mil meninas em idade escolar não têm acesso a um banheiro em condições de uso durante a menstruação, segundo relatório do programa Livres para Menstruar. Destas, 65% são negras e mais de 50% vivem no Norte ou Nordeste do país. 

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Números como esses embalaram o projeto de lei (n. 4968/2019) que previa a distribuição gratuita de absorventes menstruais em escolas públicas, presídios e também para mulheres em condição de rua ou em vulnerabilidade social. Aprovado pelo Congresso brasileiro em setembro, o Programa de Fornecimento de Absorventes Higiênicos foi vetado hoje (7) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conforme publicação no “Diário Oficial da União”.

Criada pela deputada federal Marília Arraes (PT-PE) e pela relatora no Senado Zenaide Maia (PROS-RN), o programa teria um custo estimado de  R$ 119 milhões ao ano, beneficiando 5,6 milhões de pessoas que menstruam.

Outros países já adotam políticas de combate à chamada pobreza menstrual. No Reino Unido, por exemplo, absorventes foram distribuídos em todas as escolas primárias e secundárias gratuitamente no início do ano. Já a Escócia disponibilizou o item de maneira universal para qualquer mulher interessada. 

No Brasil, por sua vez, o veto deve custar caro, principalmente para as mulheres mais vulneráveis. Para ter acesso ao produto, as brasileiras precisam desembolsar entre R$ 92,88 e  R$ 247,68 por ano, dependendo de seu fluxo menstrual. Isso significa um gasto total entre R$ 3.250,80 e R$ 8.668,80 ao longo da vida. Para aquelas que ganham um salário mínimo mensal, isso significa até oito meses de trabalho para custear as despesas com a menstruação. 

Hoje, o mercado já oferece outras soluções, como os coletores e as calcinhas absorventes. No entanto, o preço desses produtos é ainda mais inacessível. Apesar de a durabilidade ser maior, é necessário que a mulher desembolse por volta de R$ 100 por item ou peça. Algumas marcas até disponibilizam calculadoras online para que as consumidoras façam as contas e pesem a escolha de acordo com o seu bolso.

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