Descubra quanto custa criar um filho

O valor é alto, mas a boa notícia é que ele pode ser encaixado no planejamento financeiro da família
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Reservas de emergência e previdências privadas podem ajudar no planejamento familiar (Foto: Cottonbro/Pexels)

Não é nenhuma novidade que aumentar a família gera um grande impacto financeiro nas contas do casal. Muitas vezes, os gastos começam antes da gravidez, com tratamentos de fertilidade e enxoval. Com o nascimento, esses custos só se multiplicam – é hora das fraldas, consultas médicas e escola. Mesmo assim, muitos pais e mães não têm a dimensão real de quanto é necessário para criar um filho, muito menos se planejam financeiramente para isso.

De acordo com o Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), ter um filho pode custar até R$ 2,08 milhões – cerca de R$ 7.536 ao mês. A pesquisa levou em consideração todos os gastos básicos de um indivíduo desde o nascimento até os 23 anos. A boa notícia é que esse número depende do padrão de vida do casal.  Logo, não é preciso jogar na loteria para criar um filho de acordo com a sua realidade.

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Para se ter uma ideia, o gasto pode variar até R$ 2,03 milhões quando comparadas as classe A (renda familiar acima de R$ 20.900) e D (até R$ 4.180). Já em famílias da classe média (B e C), os gastos com um filho até a juventude vão de R$ 948.100 a R$ 407.140, respectivamente.

A diferença é justificada quando se leva em consideração o acesso à saúde, alimentação, educação, moradia e lazer. Enquanto uma criança de 12 anos que vive em São Paulo paga, em média, R$ 1.022,29 na mensalidade da escola, segundo a última edição do Censo Escolar, as parcelas mais caras do município podem chegar a R$ 10.266,66, como é o caso do colégio Avenues. Já os estudantes da rede pública não precisam desembolsar nenhuma quantia para concluírem os estudos. 

EQL calcula: quanto custa um filho nos primeiros seis anos de vida

Para ajudar no planejamento financeiro – pelo menos dos primeiros anos -, a equipe da Elas Que Lucrem calculou os gastos dos primeiros 72 meses de vida da criança. Foram levados em consideração os valores médios de cada despesa citada, como higiene, alimentação, saúde, roupas e educação. De acordo com os cálculos, a conta chega a R$ 87.000.

Só no primeiro ano, por exemplo, o bebê consome cerca de R$ 10.207,80, ou R$ 853,68 por mês. Nessa fase, o maior gasto é atribuído ao plano de saúde (R$ 3.000 ao ano) e à alimentação (R$ 2.862), geralmente iniciada após os seis meses de idade. Em seguida vem as fraldas, item no qual os pais costumam desembolsar cerca de R$ 1.942,20. Por fim, gastos com vestuário (R$ 1.800) e higiene (R$ 600).

O padrão se altera à medida que a criança alcança os quatro anos. Com o início da vida escolar, a maior despesa passa a ser exatamente essa: cerca de R$ 36.000 durante 36 meses. Plano de saúde (R$ 9.000) e alimentação (R$ 7.200) aparecem logo depois, assim como vestuário (R$ 5.400) e higiene (R$ 1.800). 

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Como planejar o orçamento para aumentar a família

Uma vez que os gastos tenham sido calculados, é hora de partir para a ação. A head da área de private da Messem Investimentos e Certifield Financial Planner (CFP), Denise Machado, explica que é necessário traçar um planejamento financeiro para que essa despesa adicional seja melhor absorvida pela família, principalmente nos anos iniciais. “As pessoas se planejam para fazer festa de casamento e para realizar uma viagem de lua de mel. Por que não se planejar para os gastos com os filhos?”, pergunta. 

Uma maneira de iniciar esse processo é criando uma reserva de emergência. Para isso, é necessário guardar o equivalente à despesa mensal multiplicada por 12 – ou seja, um ano. A partir dos cálculos da EQL, esse valor é de cerca de R$ 15.109,30. Ao longo do tempo, vale checar se essa quantia ainda está de acordo com os gastos, de forma que a reserva acompanhe o aumento das despesas. No entanto, lembre-se que o filho deve ser considerado como um custo extra. Portanto, o planejamento financeiro deve englobar também os demais gastos da família. 

Além dessa reserva, o mercado oferece outras opções de investimento que podem ajudar no futuro, como as previdências privadas. Esse foi o caminho escolhido pela própria Denise, mãe de uma menina de oito anos. A especialista explica que optou pela estratégia pensando no longo prazo, principalmente na educação da criança. Para ela, esse dinheiro é a garantia de que a filha terá acesso a uma boa universidade ou a um intercâmbio no exterior. 

Depois de todos os cálculos, também é fundamental colocar na balança o valor emocional que a criança trará à família. Sob esse aspecto, planejar o orçamento não deve ser encarado como uma tarefa capaz de atrapalhar o amor e a alegria envolvidos no processo de criação. Pelo contrário: a liberdade financeira deve permitir uma ligação ainda maior com as crianças. “Com o dinheiro sob controle, você fica mais focada em curtir a maternidade”, conclui a especialista. 

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