Especial A Queda da Bolsa: Desvalorização é oportunidade de investimento?

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É natural que as pessoas que investem em ações sejam tomadas por certo receio ou cautela quando a bolsa cai. No entanto, esse movimento geral de desvalorização momentânea ou mesmo de alguns papéis específicos pode representar uma grande oportunidade.

No entanto, para detectar se o momento é realmente propício para a compra, é preciso entender por que aquela ação está caindo e se a empresa tem chance de recuperação.

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Mell Dilor, analista de educação financeira da Avenue, explica que o preço de uma ação cai quando existem mais pessoas querendo vender do que comprar pelo preço que os investidores consideram justo – ou seja, a velha lei da oferta e da procura.

Queda por expectativa

“Quando falamos de ações e bolsa de valores, é necessário entender que este mercado funciona com base em expectativas. Se os investidores estiverem pessimistas com algum acontecimento local ou mundial, a tendência é de queda. O movimento contrário também é verdadeiro”, explica a especialista.

A queda ocasionada pela expectativa, portanto, é quando as ações se desvalorizam exclusivamente por causa desse mau humor do mercado, que pode ser provocado por uma notícia negativa de uma determinada empresa, setor ou até da situação econômica de um país. “Tudo que acontece impacta o valor das empresas e de suas ações, e o mercado reage muito rapidamente.”

Nesses casos, segundo a especialista, para identificar uma boa oportunidade, a dica é analisar o histórico da empresa, seus dividendos e o fluxo de caixa. Isso aumenta as chances de apostar numa empresa saudável, que está enfrentando um terremoto momentâneo.

Queda por administração

Neste caso, a desvalorização dos papéis está diretamente ligada a problemas internos da empresa. Resultados financeiros negativos, polêmicas envolvendo a reputação e sinais de má gestão, entre outros inúmeros fatores, costumam interferir no preço – para baixo. 

Um dos casos mais famosos no Brasil é o da Oi. A companhia telefônica começou a ter problemas de endividamento e apresentar resultados financeiros ruins em 2013, o que derrubou o preço de seus papéis de R$ 450 para os atuais R$ 2.

Mais uma vez, conhecer a operação da empresa é um bom conselho. “Empresas são feitas por pessoas, por isso, analisar quem as administra é fundamental. Além disso, vale, mais uma vez, checar seus dados financeiros, como quita as dívidas e como gera dinheiro”, diz Mell.

Como diferenciar?

Dependendo do momento pelo qual a ação passa, pode ser difícil diferenciar se suas ações caíram em função das expectativas do mercado ou de má administração. A especialista alerta, porém, que há formas de fazer essa diferenciação.

“Para saber se determinado papel caiu em função das expectativas, observe como as demais ações estão se comportando”, ensina. “Se a queda foi geral, é bem provável que o motivo seja mesmo uma baixa nas expectativas do mercado”, diz Mell.

Já a desvalorização por problemas na administração pode ser percebida quando começam a surgir rumores ou polêmicas envolvendo o nome da companhia ou quando os resultados financeiros não são satisfatórios, como quando o balanço do trimestre mostra diminuição da receita ou do lucro, aumento do endividamento etc. Nesses casos, a ação começa a cair logo depois da divulgação dos números.

Segundo Mell, é importante construir uma boa estratégia de investimentos e confiar nela, apesar da volatilidade. Em momentos de crise, é necessário manter a calma, acreditar no seu plano de investimento e não colocar todos os ovos na mesma cesta, ou seja, apostar numa única companhia.

Você só perde quando vende

Uma crença comum é que os investidores perdem dinheiro quando uma ação cai. No entanto, a lógica é bem diferente.

“A verdade é que a investidora só perde dinheiro se vender a ação por um preço abaixo daquele pelo qual foi comprada”, diz Mell. E sempre há a chance de o ativo voltar a subir. 

Afinal, temos uma oportunidade?

Segundo Mell, a oportunidade vai depender da sua estratégia – principalmente se for de longo prazo. “Para quem não tem pressa, as quedas de ações ocasionadas pelas expectativas, quando as empresas são saudáveis, são como liquidações”, diz.

Carol Proença é estudante de economia e especialista de investimentos certificada 

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