Estudo revela que quase metade das empresas brasileiras deseja investir em CVC nos próximos dois anos

Segmentos mais buscados são os de fintechs, SaaS e healthtechs
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Ainda de acordo com o levantamento, 39,3% das empresas fizeram algum investimento em startups nos últimos 12 meses. (Foto: EnvatoElements)

Cerca de 47,1% das grandes companhias brasileiras gostariam de participar de um corporate venture capital (CVC), fundo criado para investir em startups e outros negócios, nos próximos dois anos. E 51,4% delas pretendem apostar em empresas de base tecnológica ainda em 2021, principalmente fintechs (45,8%), SaaS (30,6%) e healthtechs (25%). Os dados são da pesquisa “Como as Grandes Empresas Encaram o Setor de Corporate Venture Capital no Brasil”, realizada por meio de uma parceria entre o BR Angels Smart Network e a Innovation Latam. O estudo foi realizado em agosto deste ano, com a participação de 140 empresários de alto escalão de empresas nacionais.

Entre as empresas que buscam realizar aportes ainda em 2021, o grau de engajamento da liderança no que diz respeito ao corporate venture capital é alto, atingindo a marca de 62,5%. Já 20,8% dos líderes participam eventualmente das discussões sobre CVC e apenas 16,7% não se envolvem com o tema.

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O levantamento também mostrou que as maiores barreiras para as empresas realizarem investimentos ou fecharem parcerias com startups são a falta de capital disponível para esse tipo de operação (41,2%), a dificuldade em encontrar startups com o modelo de negócios ideal (17,6%), o nível de maturidade das startups do setor (10,3%) e o momento não oportuno da economia do país (7,4%).

Das companhias que já possuem um programa estruturado de CVC, a maioria – 44,7% – investiu até R$ 10 milhões em startups, enquanto 13,2% aportaram até R$ 50 milhões, 7,9% até R$ 20 milhões, 7,9% acima de R$ 50 milhões e 2,6% até R$ 30 milhões. Já outros 23,7% optaram por não revelar os valores investidos até o momento. As principais motivações apontadas para realizar os aportes foram a aceleração da transformação digital (57,9%), o fomento da cultura de inovação (55,3%) e a criação de programas de aceleração (28,9%).

Ainda de acordo com o levantamento, 39,3% das empresas fizeram algum investimento em startups nos últimos 12 meses. Entre elas, 76,4% investiram em até três negócios, 18,2% em até 10 startups e 5,5% em mais de uma dezena de empresas. O valor dos aportes foi de até R$ 5 milhões para 47,3% dos entrevistados, até R$ 15 milhões para 12,7%, até R$ 50 milhões para 10,9%, mais de R$ 50 milhões para 3,6% e até R$ 30 milhões para 1,8%, enquanto 23,6% preferiram não informar os valores. Os setores que mais receberam investimentos no decorrer do último ano foram o de fintechs (32,7%), SaaS (29,1%), logtechs (16,4%), healthtechs (14,5%) e edtechs (12,7%). 

No estudo, também é possível notar a relação da pandemia de Covid-19 com o aquecimento dos aportes nas startups, com 69,3% das empresas entrevistadas afirmando que o interesse em investir em novos negócios aumentou depois das restrições impostas no cenário da crise sanitária.

Ao avaliar como foram feitas as captações das startups, os dados mostram que se deram principalmente pela indicação do time interno (54,5%), associações e empresas do mercado (49,1%), hubs de inovação próprios (29,1%), formulários de inscrição no site (23,6%) e hubs de inovação de terceiros (20%).

“Os resultados mostram que as empresas estão cada vez mais interessadas em se conectar com as startups, pois o valor gerado para as organizações está mais tangível e fácil de mensurar. Certamente, teremos nos próximos anos uma escalada ainda maior dos programas e hubs de inovação, tanto de grandes empresas quanto de pequenas e médias”, declara o CEO Innovation Latam, João Pedro Brasileiro.

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