Pergunte à especialista: como a economia afeta os investimentos

Inflação, dólar, Selic, desemprego e vários outros indicadores têm impacto direto nas aplicações
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O noticiário econômico tem sido frenético nas últimas semanas. Inflação, desemprego, queda da bolsa, aumento do dólar e o preço da gasolina, entre uma série de outros índices, ocupam diariamente as manchetes dos principais jornais e sites do país. Para quem investe, acompanhar esse turbilhão de informações é essencial, afinal são indicadores que interferem diretamente nos rendimentos dos produtos financeiros e nos permitem, inclusive, fazer movimentos com tempo hábil e detectar novas oportunidades.

A seguir, a Elas Que Lucrem responde às cinco principais dúvidas sobre como a economia impacta os investimentos:

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O que causa a inflação?

A inflação é o aumento geral dos preços, ou seja, quando os produtos e serviços ficam mais caros. De forma simplificada, ela surge quando temos alta  demanda e pouca oferta, embora vários outros fatores possam contribuir para este cenário.

Neste momento, por exemplo, a disponibilidade foi duramente impactada pela pandemia de Covid-19 e os consequentes problemas logísticos e de queda de produção. 

Para controlar a inflação, o governo pode aumentar a taxa de juros (Selic), tornando os empréstimos e o parcelamento do cartão de crédito mais caros. Esse movimento acaba interferindo na disposição de consumo das pessoas, forçando uma queda nos preços.

E como a Selic impacta os investimentos?

A Selic é a taxa básica de juros. Dessa forma, ela impacta diretamente e indiretamente qualquer tipo de investimento.

O impacto mais direto é nos produtos de renda fixa, como os pós-fixados – como CDB’s, o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA -, e os pré-fixados – como o Tesouro Pré e os CDB’s com taxa fixa. A maioria dos investimentos pós-fixados é atrelada à Selic, ou seja, quando a taxa sobe, a rentabilidade desses investimentos aumenta junto. Neste mesmo cenário, os investimentos pré-fixados tendem a se desvalorizar caso sejam resgatados antes do vencimento.

Além disso, a melhor performance dos investimentos de renda fixa pós-fixados tende a provocar um esvaziamento da bolsa de valores, provocando uma queda no valor de algumas ações.

Como o dólar alto impacta o meu dia a dia?

O dólar alto interfere diretamente nos preços dos produtos importados, que ficam mais caros. Isso não quer dizer, no entanto, que essa valorização da moeda norte-americana poupe os produtos brasileiros. Pelo contrário, é mais um indicador que interfere na inflação.

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É necessário lembrar que as empresas que operam por aqui precisam, em boa parte dos casos, comprar máquinas e matérias-primas de outros países. Se o dólar sobe, o custo de produção dessas companhias aumenta. Essa variação é repassada ao valor final do produto, contribuindo para a inflação.

Além disso, o dólar alto faz com que a exportação se torne ainda mais vantajosa. Essa movimentação, consequentemente, diminui a oferta de produtos no mercado interno, provocando a alta de preços (lei da oferta e da procura, conforme citado acima).

O desemprego pode afetar o desempenho das minhas ações?

Essa resposta depende da empresa escolhida. O setor varejista, por exemplo, é impactado pela falta de compras por parte da população, mas os setores essenciais para a população, como o setor de energia elétrica, não são tão impactados. Quando o país vive um cenário de desemprego, a renda da população cai, o que interfere imediatamente no consumo. Ao vender menos, as companhias faturam menos e apresentam balanços mais tímidos. Essa queda na performance dos negócios pode impactar diretamente o valor de seus papéis na bolsa.

Quer participar do próximo “Pergunte à especialista”? Mande sua dúvida para o perfil @elasquelucrem no Instagram ou para o e-mail [email protected].

Carol Proença é estudante de economia e especialista de investimentos certificada

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