Elas que Lucrem na Bolsa: Por dentro da Oi

Ações da companhia transitaram entre grandes altas e grandes quedas na B3
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Sempre que pensamos em investir nas ações de uma empresa, é necessário analisar sua trajetória. Algumas delas são consideradas polêmicas e possuem um histórico conturbado na bolsa. Uma delas é a Oi.

No caso de empresas com esse histórico, é necessário fazer uma análise mais aprofundada sobre suas finanças e as perspectivas de crescimento antes de decidir investir.

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Uma das empresas mais polêmicas da Bolsa

Fundada em 2002, a Oi é fruto da privatização da antiga Telebrás e acabou se tornando uma das principais empresas de telecomunicações do país. Em 2010, a empresa se fundiu com a operadora portuguesa Telecom e passou a realizar operações em Portugal, mas manteve sua sede no Brasil.

A transação foi conturbada e durou apenas até 2015, com episódios de calotes e rombos financeiros. No ano seguinte, a operadora registrou prejuízo de R$ 5,3 bilhões e entrou com pedido de recuperação judicial, aprovado apenas em 2018 como o maior da história brasileira. No total, a empresa apresentava uma dívida que totalizava em R$ 65,4 bilhões.

Segundo a equipe de análise do banco de investimentos do Bradesco, “a empresa teve que negociar diversas vezes sua dívida e, hoje, o preço das ações é extremamente menor do que o valor da dívida. A ação fica muito volátil por esse motivo e gera incertezas sobre o futuro”.

No entanto, poucos anos após o pedido de recuperação judicial, alguns investidores começaram a enxergar a Oi de maneira mais otimista. Para eles, ainda existe esperança de uma forte recuperação da companhia, que vem adotando medidas para melhorar sua situação financeira.

Por outro lado, algumas pessoas ainda têm uma visão cética a respeito da administração da companhia e acreditam que a situação é de difícil retomada.

Atualmente, a Oi vem ganhando destaque por ter colocado à venda parte de seus negócios para um consórcio formado pelas suas principais concorrentes: Vivo, Tim e Claro.

Setor de atuação

Uma das grandes vantagens do setor de telecomunicações é oferecer um serviço considerado essencial para a sociedade. No mundo digital e globalizado de hoje, é praticamente impossível operar sem acesso ao celular e à internet.

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Segundo os analistas, o segmento é altamente competitivo, com baixo crescimento e alta disputa pelos consumidores. Apesar de o 5G indicar um cenário positivo, isso ainda deve demorar. 

Além disso, diante do cenário inflacionário atual, os serviços e produtos do setor estão com os preços altos, o que pode acabar atrapalhando as operadoras, uma vez que as pessoas estão se movimentando para trocar seus planos por outros mais baratos.

Saúde financeira

A Oi continua em processo de recuperação e suas finanças ainda não são sólidas. No entanto, a empresa vem tomando medidas para tentar melhorar a situação, como a venda de ativos, a reestruturação de operações e o investimento em infraestrutura de fibra óptica. 

“Assim que se desfizer dos ativos móveis que possui atualmente, a empresa poderá focar no segmento de fibra contando com o BTG como investidor. Nessa área, ainda deve existir crescimento por alguns anos à medida que aumenta a penetração da cobertura de banda larga no Brasil”, completa o time de análise do Bradesco.

De junho de 2020 a junho de 2021, a Oi registrou prejuízo de R$ 2,7 bilhões, mas conseguiu se recuperar um pouco no último trimestre, quando apresentou lucro de R$ 1,1 bilhão. Por outro lado, o endividamento continua em níveis alarmantes, chegando ao valor bruto de R$ 26 bilhões.

Carol Proença é estudante de economia e especialista de investimentos certificada 

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