O que é preciso saber para minimizar o risco ao investir em ações

Analisar alguns fatores pode ajudar na hora de escolher uma ou outra companhia para apostar
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Embora a caderneta de poupança ainda seja o investimento preferido dos brasileiros – 29% deles destinaram suas reservas a esse tipo de aplicação em 2020, segundo o levantamento Raio-X do Investidor Brasileiro realizado pela Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) -, a procura por ações vem aumentado. Em outubro, a B3, a bolsa de valores brasileira, registrou novo recorde: já são 4 milhões de contas de pessoas físicas em renda variável. 

Antes de apostar no mercado de capitais, no entanto, é preciso estar ciente de que este é um tipo de investimento muito volátil, ou seja, o preço das ações pode subir ou descer repentinamente dependendo de uma série de fatores, que vão das conjunturas nacionais e internacionais ao desempenho das companhias.

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Para diminuir os riscos, alguns cuidados podem ser tomados, como uma boa análise da empresa da qual se pretende tornar acionista. Companhias com histórico financeiro saudável tendem a enfrentar os momentos de crise com maior resiliência e entregar melhores rendimentos. Stefany Oliveira, analista de investimentos da Toro, vai além. “Perspectivas futuras favoráveis das empresas normalmente produzem reflexos na performance das ações”, diz.

Confira, a seguir, alguns fatores que merecem ser analisados antes de escolher as empresas nas quais deseja apostar:

Cenário econômico

O valor das ações normalmente é impactado por aquilo que os investidores acreditam que pode interferir na performance das companhias e pelas expectativas em relação à economia. Quando existe um cenário pessimista para determinado país, o mercado de capitais certamente vai responder à altura.

“Muitas ações listadas na bolsa de valores são de empresas que têm forte correlação com a atividade econômica. Sendo assim, em momentos de desaceleração, os papéis dessas empresas acabam sofrendo”, diz a analista.

Além disso, alguns indicadores econômicos podem afetar um setor ou uma empresa específica. Uma taxa Selic mais alta, por exemplo, favorece os bancos, pois eles passam a cobrar juros maiores pelos empréstimos que concedem. Por outro lado, a taxa mais alta impacta diretamente os varejistas, pois as pessoas tendem a consumir menos.

Setor

O setor de atuação da empresa é outro ponto que deve ser levado em consideração. Entender como ele se comporta em diferentes momentos econômicos é importante, assim como fazer uma análise de como a empresa na qual se pretende investir está inserida nele. 

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Para fazer uma análise setorial é preciso consultar dados como vendas, nível de produção e receitas – do passado e do presente. Assim, fica claro se aquele setor está melhor ou pior ao longo do tempo.

Outra sugestão é comparar a empresa na qual se deseja investir com suas concorrentes. Participação de mercado, crescimento nos últimos anos e expectativas dos principais players devem ser colocados lado a lado. 

Saúde financeira 

Empresas saudáveis financeiramente têm maior tendência à prosperidade. As condições das finanças de um negócio são sinal de boa administração.

“Ter um panorama da situação financeira da empresa vai permitir à investidora uma avaliação mais clara e genuína sobre os negócios. Além disso, entender os números minimiza os riscos de uma aposta errada”, diz a analista.

Por lei, a cada trimestre as empresas negociadas na bolsa são obrigadas a divulgar seus resultados financeiros publicamente. Eles são divididos em três principais categorias: balanço patrimonial, DRE e fluxo de caixa.

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O balanço patrimonial mostra como a empresa está usando seus recursos. Ele apresenta os ativos (bens e direitos), os passivos (exigibilidades e obrigações) e o patrimônio líquido, que é resultado da diferença entre o total de ativos e o total de passivos. Em outras palavras, o ativo é tudo aquilo que é gasto para incrementar o faturamento da empresa, como salários, aluguel do espaço e despesas de produção. Já os passivos são gastos que não geram retorno para a empresa, como os juros dos empréstimos e os impostos.

Já o DRE – Demonstração do Resultado do Exercício – mostra como está o desempenho financeiro da empresa, ou seja, o quanto ela gasta, quanto tem de receita e se gerou lucro ou prejuízo no período (três meses). Por fim, o fluxo de caixa mostra o quanto a empresa tem de dinheiro disponível e como ele foi utilizado no período.

Stefany alerta para alguns pontos que necessitam de atenção ao analisar o balanço de uma empresa. O primeiro deles é compreender a linha de gestão do negócio, até para compreender quais indicadores são mais relevantes. Uma empresa pode, por exemplo, apresentar um lucro menor na comparação com o trimestre anterior, mas isso pode ter acontecido porque ela está usando seus recursos para abrir novas filiais, ou seja, trata-se de investimento na expansão. Por outro lado, também existem casos em que as companhias reportam aumentos expressivos de receita com base na venda de unidades – e não porque venderam mais.

Por fim, nunca é demais reforçar que, ao analisar as finanças de uma empresa, tem que se levar em consideração o histórico – e não apenas o período anual. Os balanços são como pedaços da trajetória da companhia, por isso precisam ser interpretados em conjunto. 

Carol Proença é estudante de economia e especialista de investimentos certificada

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