Em tempos de grana curta, veja dicas de como organizar suas finanças e entrar em 2022 no azul

Conhecer os débitos, fazer um planejamento, aproveitar um bônus recebido ou o próprio 13º salário para tentar amortizar as dívidas são algumas das principais recomendações
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Nas finanças pessoais, o planejamento é essencial para trazer tranquilidade (Foto: Pixabay)

Quem nunca terminou o ano prometendo que, no próximo, vai fazer tudo diferente, se controlar e evitar a bola de neve de dívidas? Apesar de promessas desse tipo serem muito comuns, especialmente com a proximidade de um novo ano, elas podem se transformar em uma perigosa armadilha, já que acabamos empurrando pra frente uma decisão que poderia ser tomada agora. 

Nas finanças pessoais, o planejamento é essencial para trazer tranquilidade. Mas, é claro que depois de quase dois anos sentindo os efeitos econômicos da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19, essa tarefa pode ser mais difícil. 

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Mayra Lima, assessora de investimentos e mentora da Guide Investimentos, diz que começar 2022 no azul depende diretamente do que foi feito ao longo de  2021. Mas reforça que, apesar disso, sempre é tempo para iniciar uma nova rotina de organização. “É importante saber o que você está devendo, portanto, pegue um papel e coloque tudo na ponta do lápis, independentemente de estarmos no final do ano. Isso vai ajudar a começar um planejamento”, explica. 

A especialista alerta que a maior dificuldade de se organizar nesse período é causada pelas festividades, já que muitas pessoas se empolgam e acabam gastando mais do que deveriam. “Tendo cuidado nesta reta final, já é um ótimo começo para iniciar o ano com uma saúde financeira melhor.”

Seja no papel ou no celular, o importante é anotar todas as despesas, fixas ou temporárias, e todas as receitas, como salário e rendas extras. “Saber, de forma real, quanto você ganha, quanto gasta e entender a sua vida financeira vai ajudar muito para não continuar endividada no próximo ano. É interessante entender para onde o dinheiro foi – ele não desaparece, apenas troca de mãos. Quanto ganhei? Quanto gastei? Eu investi ou acumulei dívidas? Responder a essas perguntas significa fazer um diagnóstico. É o primeiro passo.”

A especialista diz que, muitas vezes, a negação e o fato de não querer olhar a conta bancária ou esconder os boletos para continuar ignorando a dimensão das dívidas é um problema grande. “Você precisa encarar os débitos para poder se planejar. O que é essencial precisa ficar, não podemos cortar tudo, mas precisamos olhar isso de forma mais estratégica, entender para quem estamos devendo e quanto de juros estamos pagando.”

Silvana Luzarreta, partner da Nau Capital e ex-CEO do Bradesco, destaca que é importante trocar uma dívida cara por uma mais barata. “Tem muitas empresas de crédito consignado que oferecem juros abaixo do que o mercado costuma cobrar. E se a pessoa está pendurada no cheque especial, que tem uma taxa absurda, é essencial trocar essa dívida por um crédito parcelado em 24 ou 36 meses.”

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Ela destaca que as pessoas podem – e devem – aproveitar um bônus recebido ou o próprio 13º salário para tentar amortizar os débitos. Com o que sobrar, pense em formar uma reserva de emergência ou até mesmo em investir. 

“No caso de a opção ser por um empréstimo, a dica é assumir um valor de parcela que você possa pagar por mês. Não adianta quitar a dívida com o crédito recebido e arrumar outra bola de neve”, diz.

A especialista, que tem quase 40 anos de experiência no setor bancário, alerta que o planejamento ganhou ainda mais importância, já que os brasileiros nunca estiveram tão endividados. “Com a pandemia, muita gente perdeu o emprego. E para quitar essas dívidas, talvez seja o momento de buscar empreender em pequenos negócios para fazer uma renda extra.”

Em tempos de grana curta, ela lembra que devemos pensar bem antes de presentear alguém. “Você pode preparar pequenas lembranças que possam impactar sem grandes investimentos ou propor um amigo secreto entre a família e amigos para não ter que comprar inúmeros presentes e acabar no vermelho novamente.”

Larissa Brioso, educadora financeira da plataforma de finanças pessoais Mobills, pontua que além de conhecer os gastos e dividir entre essenciais, desejos e supérfluos, utilizar um gerenciador financeiro pode ser uma boa ideia. “Um aplicativo de controle das finanças é um aliado poderoso. Com a ajuda de um bom software é possível registrar ganhos e gastos, definir planejamentos, objetivos, gerenciar cartões de crédito, analisar gastos e muito mais.”

Ela acrescenta que criar listas é uma boa maneira de economizar. Afinal, sabendo o que deseja, fica mais fácil buscar os melhores preços e, assim, não fugir do orçamento. A dica é também usar a internet a seu favor. Crie alertas, monitore preços, compare ofertas e condições de pagamento em diferentes lojas. “Mas cuidado com o cartão de crédito, que apesar de ser um ótimo meio de pagamento, possui uma das mais altas taxas de juros do mercado. Tenha atenção para pagar sua fatura em dia e não entrar no rotativo, evitando assim o endividamento.”

Por fim, para não chegar ao fim de 2022 cheia de dívidas, poupe mensalmente uma quantia. “Se não tem o hábito de poupar, comece com pouco, mesmo que seja 1% da sua renda líquida mensal. Assim, conseguirá construir uma reserva para imprevistos e conquistar seus objetivos financeiros de maneira organizada.”

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