Bolsa de valores e suas operações: entenda o que é e como funciona

Principais atribuições da instituição envolvem a garantia de um ambiente seguro para as transações e o processo de compra e venda de ativos
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Bolsa de valores
Na bolsa brasileira, a B3, são negociados ações, derivativos, fundos imobiliários e de índices (Foto: Elas que Lucrem)

Em 1531, portanto há quase 500 anos, entrava em funcionamento a primeira bolsa de valores oficial do mundo. Localizado na Antuérpia, Bélgica, o espaço era destinado às negociações comerciais da época. Atualmente, a bolsa atua como um ambiente para a transação (compra e venda) de ativos financeiros, como as ações, por exemplo.

Para além dessas operações, a bolsa é o espaço onde as empresas encontram investidores para financiar a expansão dos negócios. É por meio da negociação das ações que muitas empresas conseguem capital (dinheiro) para realizar investimentos e crescer. 

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No Brasil, esses negócios acontecem na B3, a bolsa oficial do país, sediada em São Paulo. É por meio dela que são realizadas as compras e vendas desses ativos financeiros, além da compensação, registro e atualização dos papéis. 

Amanda Notini, sócia e assessora de investimentos na One Investimentos, explica que as atribuições da bolsa também envolvem oferecer operações seguras, eficientes e práticas aos investidores. Para isso, a instituição desenvolveu regras que regulamentam a participação de empresas e pessoas interessadas em adquirir os ativos nas transações feitas no balcão. 

Pregão e Circuit Breaker

As bolsas têm um período específico para as negociações. A B3, por exemplo, funciona das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira. Esse intervalo de tempo é chamado de pregão e, como a economista Fernanda Deligenti esclarece, é o horário disponível para que pessoas físicas e jurídicas realizem operações de compra e venda. 

O horário das negociações na B3 pode sofrer variações em algumas épocas do ano. Isso acontece para que as operações no Brasil acompanhem as mudanças de fusos horários em regiões onde estão localizadas outras bolsas de valores importantes, como em Wall Street, nos Estados Unidos.

É por isso que em uma determinada época do ano o fechamento do pregão no Brasil é encerrado às 18h.

Outro termo ligado às operações na bolsa de valores é o circuit breaker, que indica uma paralisação nas transações quando há oscilações muito bruscas nos preços dos ativos. “Quando o Ibovespa – principal índice que mede o desempenho da bolsa – cai mais do que 10%, o pregão é suspenso. Esse processo é um mecanismo de segurança utilizado pela bolsa para controlar as quedas acentuadas”, explica Fernanda. 

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Em março de 2020, quando a pandemia foi anunciada, a bolsa brasileira sofreu uma série de circuit breakers. No total, entre os dias 9 e 18 daquele mês, aconteceram seis paralisações. As suspensões foram utilizadas para evitar que os investidores tomassem decisões precipitadas em meio ao pânico causado pelo início da pandemia. 

Ativos negociados na bolsa de valores

Na bolsa, empresas de diferentes setores da economia negociam as suas ações. É possível investir em companhias de tecnologia, biocombustíveis, bens industriais, varejo, saúde e muitas outras. A ação representa uma fração do capital dessas empresas. É por isso que, ao investir em ações, você torna-se sócia dessas organizações.

Mas, além das ações, há uma série de outras operações e ativos negociados na bolsa. Veja, a seguir, os principais deles:

Derivativos: funcionam com contratos baseados no preço de um ativo, seja ele físico, como café e ouro, ou financeiro, como moeda e ações. Por exemplo: se o derivativo é de um produto agrícola, como o feijão, o investidor assinará um contrato que estipula um valor fixo para aquele produto, antes mesmo de ele estar pronto para ser vendido. Quando for o momento de realizar a venda, o preço daquele produto no mercado poderá ter aumentado ou diminuído.

Em caso de valorização, quem garantiu o preço fixo poderá vendê-lo pelo valor de mercado e lucrar. Já se o produto se desvalorizar, quem fez o contrato com um preço fixo está protegido desta queda. Esse tipo de operação corresponde aos chamados “contratos futuros”. 

Fundos Imobiliários: na bolsa, são negociadas ainda as cotas dos fundos imobiliários, que são uma espécie de “condomínio” de ativos, no qual os investidores aplicam dinheiro para financiar empreendimentos do setor imobiliário. 

Fundos de Índices (ETFs): a sigla ETF corresponde ao termo fundo de índice, em tradução para o português. Cada ETF segue a carteira de um determinado índice. Um ETF que segue a carteira teórica do Ibovespa, por exemplo, vai, na prática, copiar todas as ações que estão no Ibovespa.

Logo, o desempenho desse ETF e do Ibovespa vai ser o mesmo. Esse é um jeito de “investir em um índice” e, automaticamente, obter a rentabilidade média do mercado.

VEJA MAIS: Renda variável: Entenda como funciona e quais as principais opções dessa modalidade de investimento

Como investir na bolsa de valores?

Para negociar na bolsa, é necessário abrir conta em uma corretora de valores, uma vez que o processo de compra e venda dos ativos só pode ser realizado por meio delas. Essas empresas atuam na intermediação do processo entre os investidores e a bolsa, além de, muitas vezes, oferecerem recomendações de carteiras de investimento e consultoria. 

Após a abertura da conta, o investidor deve transferir dinheiro do banco para a corretora e adquirir os produtos desejados no home broker, que é a plataforma oficial de negociação da bolsa brasileira.  

Vale ressaltar que algumas corretoras cobram taxas de corretagem para intermediar a compra e venda dos ativos. Por isso, verifique sempre as taxas praticadas antes de começar e dê preferência para as corretoras com os melhores valores. 

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