Caderneta de poupança: entenda como funciona o investimento preferido dos brasileiros

Produto se mantém no topo dos ativos financeiros mais procurados pelos investidores do país
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on linkedin
Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on email
JOB_03_REDES_SOCIAIS_EQL_AVATARES_QUADRADOS_PERFIL_v1-02
JOB_03_REDES_SOCIAIS_EQL_AVATARES_QUADRADOS_PERFIL_v1-02

Criada há mais de um século pela Caixa Econômica Federal, a caderneta de poupança é o investimento favorito dos brasileiros, segundo um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em 2020. Conforme o estudo, 29% dos investidores do país, ou seja, cerca de 30 milhões de pessoas, ainda aplicam seus recursos nesse tipo de ativo.

A popularidade tem motivo: além de ser um tipo de investimento bastante acessível, oferece segurança e liquidez diária – possibilidade de retirar o dinheiro aplicado a qualquer momento. Por isso, muitos brasileiros utilizam a poupança para guardar a reserva de emergência ou poupar dinheiro para algum objetivo futuro.

Conheça a plataforma de educação financeira e emocional EQL Educar. Assine já!

Apesar da notoriedade, a maior parte dos especialistas desaconselha as aplicações na poupança. O motivo é que, comparada a outras opções de renda fixa – que oferecem segurança e não possuem grandes variações -, esta é uma modalidade pouco vantajosa, por oferecer um rendimento inferior aos dos outros produtos financeiros com características parecidas. 

No entanto, ainda que seja pouco recomendada, a educadora financeira Lai Santiago ressalta que o investimento não deve ser condenado, já que cumpre o objetivo principal de vários investidores: guardar o dinheiro poupado. “Alguém que consegue fazer aplicações consistentes no longo prazo, mesmo que na poupança, vai ter resultados superiores do que aqueles que não têm o hábito de poupar, mas investem em ações, por exemplo”, esclarece. 

Como funciona o rendimento da poupança?

O rendimento ocorre uma vez por mês, na data de aniversário da aplicação, explica Lai. Então, se o valor for depositado, por exemplo, no dia 8, os juros serão recebidos no mesmo dia, mas no mês seguinte. No entanto, há uma exceção: a regra muda quando os dias são 29, 30 e 31, que passam a oferecer os rendimentos no próximo dia 1o

Já o percentual dos rendimentos pode seguir duas regras: a da poupança antiga e a da nova. Lai esclarece que, desde 4 de maio de 2012, as aplicações rendem conforme a Selic, a taxa básica de juros do Brasil. Veja, a seguir, quais são as condições:

Taxa Selic até 8,5%: nesse caso, o rendimento da poupança é de 70% da Selic mais o valor da Taxa Referencial (TR), calculada pelo Banco Central todos os dias;

Taxa Selic maior do que 8,5%: quando a taxa ultrapassa esse percentual, o rendimento é de 0,5% ao mês mais o valor da Taxa Referencial (TR). 

Para a poupança antiga, as regras são diferentes. Nela, o rendimento dos depósitos é sempre de 0,5% mais o valor da Taxa Referencial (TR). 

LEIA MAIS

Vale a pena investir na poupança?

Antes de definir se a poupança vale a pena ou não, é essencial avaliar quais os objetivos e o nível de conhecimento do investidor. Lai destaca que, apesar do rendimento baixo e pouco vantajoso, o produto financeiro pode ser interessante para quem fará a primeira aplicação e pretende, principalmente, guardar dinheiro de maneira segura e ter a possibilidade de resgatá-lo a qualquer momento.

A especialista destaca, ainda, que se o objetivo for manter a reserva de emergência, o principal fator a ser considerado não é o rendimento, mas a liquidez diária. Por isso, nesse caso, a poupança pode ser uma boa opção. Já para aqueles que pretendem guardar uma quantia para emergência e, ao mesmo tempo, receber mais dinheiro com a aplicação, o indicado é buscar por outros investimentos de renda fixa com características parecidas, mas que rendam mais. 

Além disso, Lai explica que a poupança tem algumas vantagens, como a facilidade para aplicar, já que está disponível em todos os bancos e possui rendimento padronizado em todas as instituições, a não incidência de cobrança do imposto de renda e, ainda, a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), modalidade na qual o investidor tem a garantia de receber até R$ 250 mil de volta se houver calote ou falência do banco. 

Investimentos alternativos à poupança

Após realizar a análise dos objetivos com a aplicação, se for o caso, o investidor pode optar por investimentos mais rentáveis do que a poupança, e, ainda assim, manter o dinheiro seguro. Veja, a seguir, algumas opções mais vantajosas:

Tesouro Direto: são títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, com liquidez diária e que pagam juros. Eles podem ser comprados na plataforma do Tesouro Direto e apresentam rendimentos pré-fixados, pós-fixados e híbridos, em que parte do dinheiro aplicado rende conforme um indicador e outra de acordo com a taxa combinada na aquisição. Além disso, podem se basear no IPCA ou na taxa Selic, e oferecem juros baseados na variação de um dos indicadores. 

Apesar de não terem cobertura do FGC, os títulos do Tesouro Direto são considerados seguros por serem de renda fixa e, ainda, emitidos por um órgão público. Por isso, são uma opção atrativa para aqueles que desejam manter a reserva de emergência ou poupar para algum objetivo de longo prazo.

Um ponto negativo é a tributação. Os rendimentos desses títulos são taxados pelo imposto de renda e variam conforme o tempo da aplicação. 

Certificado de Depósito Bancário (CDBs): são títulos oferecidos por bancos e usados para financiar seus gastos operacionais de crédito. Eles rendem conforme algum indicador de renda fixa, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), por exemplo, ou por uma taxa definida na aquisição dos papéis, e também são cobertos pelo FGC.  No entanto, há imposto de renda sobre os rendimentos e a liquidez não é diária, ou seja, os valores não podem ser sacados assim que o investidor solicitar. 

Fundos DI: são como “condomínios” de papéis financeiros de renda fixa, como títulos do Tesouro Direto e letras de crédito, e podem ser adquiridos por meio de cotas – parcelas de todos os ativos que compõem o fundo. São administrados por um gestor e remuneram a partir dos juros gerados pelos papéis. 

No entanto, ao contrário da poupança, os rendimentos dos fundos DI são tributados pelo imposto de renda, não possuem cobertura do FGC e estão sujeitos a outras cobranças, como a taxa de administração, por exemplo. 

LCI e LCA: são emitidas por instituições financeiras privadas e chamados de Letras de Crédito. No caso da LCI, são destinadas ao setor imobiliário, enquanto a LCA é específica para o agronegócio. Elas apresentam duas grandes vantagens: a isenção do imposto de renda para pessoas físicas e cobertura do FGC. 
O rendimento, nesse caso, pode ocorrer por meio de uma taxa pré-fixada, ou seja, acordada no momento da aquisição, ou pós-fixada, baseada em um indicador, como CDI, por exemplo. Elas também não possuem liquidez diária, então não podem ser resgatadas imediatamente após a solicitação do investidor.

Fique por dentro de todas as novidades da EQL

Assine a EQL News e tenha acesso à newsletter da mulher independente emocional e financeiramente

Baixe gratuitamente a Planilha de Gastos Conscientes

Siga Elas Que Lucrem nas redes sociais:

Siga Elas Que Lucrem: