Ações: entenda o que são e como funcionam os investimentos nesse ativo

Especialistas recomendam o produto para investidores de perfis moderados e agressivos
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Ações
Ativos tem diferentes classes e são negociados na bolsa (Foto: Elas que Lucrem)

Quando se fala de investimentos, mesmo entre aqueles que ainda não conhecem muito sobre o mercado financeiro, um dos primeiros ativos lembrados são as ações. Elas fazem parte das aplicações de renda variável – que oferecem maior variação de preços – e são os principais produtos negociados na bolsa de valores. 

Na prática, o que elas representam é uma fração de uma empresa que possui capital aberto, ou seja, que permite a entrada de acionistas por meio da aquisição dos papéis emitidos por ela, como ações ou notas promissórias, por exemplo. Sendo assim, ao comprar esse ativo, o investidor se torna sócio. 

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As vantagens oferecidas ao novo sócio são as diferentes possibilidades de ganhar dinheiro, que pode vir dos juros sobre capital próprio ou dividendos, que é quando há distribuição dos lucros da empresa; de bonificação, quando mais ações são oferecidas aos investidores; e também por meio da venda dos papéis por um valor maior quando estiverem valorizados. 

Já para a empresa, abrir o capital é uma maneira de financiar a expansão do negócio. A abertura é realizada por meio do IPO, sigla em inglês para “oferta pública inicial”, primeiro no mercado primário – quando as ações são oferecidas para grandes investidores, fundos, bancos e outras instituições. Depois, os papéis passam a ser negociados no mercado secundário, que é o momento em que pessoas físicas e demais investidores podem adquiri-los na bolsa de valores.

Tipos de ações

Antes do IPO, as companhias decidem quais tipo de ações irão disponibilizar para negociação. Cada uma possui funções e características diferentes, e podem ser identificadas por meio do ticker – um número indicado ao final do nome dos papéis. As ações da Petrobras, por exemplo, são encontradas na bolsa de valores como “PETR3” e “PETR4”. Veja, a seguir, quais são os principais tipos de ações existentes e as diferenças entre eles:

Ações ordinárias (ON)

Representadas pela sigla ON, as ações ordinárias possuem o ticker “3” e permitem que o acionista participe de algumas decisões da empresa, por meio do voto em assembleias, explica Stefany Oliveira, analista de investimentos na Toro. No entanto, essa vantagem é reservada para investidores que possuem uma determinada quantidade de papéis estipulada pela companhia. 

Ações preferenciais (PN) 

Definidas pela sigla (PN), as ações preferenciais podem reconhecidas pelo ticker “4” e, como o nome já denuncia, dão “preferência” para os acionistas que a possuem quando se trata do recebimento de dividendos e compensações em caso de falência, por exemplo. 

Stefany ressalta que, apesar dessa preferência, os investidores que detêm ações ordinárias não perdem o direito de receber a divisão dos lucros e participar das compensações, a diferença é que eles vêm depois dos detentores das ações preferenciais. 

OLHA SÓ: Renda variável: Entenda como funciona e quais as principais opções dessa modalidade de investimento

Small Caps

São as ações de empresas de menor porte e valor de mercado. Por isso, costumam ser mais baratas e oferecem maior possibilidade de rentabilidade, já que têm chances de se valorizar mais do que ações de médias e grandes companhias. 

Mid Caps

São as ações que representam empresas de médio porte, e que também estão em nível intermediário de negociação. Ou seja, não são mais buscadas do que os papéis de companhias grandes, nem menos do que as small caps. 

Elas são, muitas vezes, consideradas como boas opções pelos investidores por serem menos arriscadas do que as small caps, e, ainda assim, oferecerem maiores chances de rentabilidade do que as blue chips. 

Blue Chips

São as ações mais negociadas na bolsa, e, normalmente, representam empresas de grande porte e valor de mercado. Companhias como Petrobras e Ambev são alguns exemplos.

Ações com ticker 5, 6, 7 e 8

São ações preferenciais que pertencem a diferentes classes, sendo elas: A (PNA), B (PNB), C (PNC) e D (PND). Essas classificações variam conforme as determinações das empresas que emitem cada papel, por isso, para saber quais as características de cada uma delas, é necessário verificar o regulamento da companhia para o ativo. 

Ações com ticker 11

Indicam, normalmente, as Units – um conjunto de ações que inclui ordinárias e preferenciais, como os ETFs, por exemplo – e os BDRs – certificado de depósito de ações de empresas estrangeiras que são negociadas na bolsa brasileira. O código representa, ainda, fundos de índices e outros tipos de fundos disponíveis na B3. 

VEJA MAIS: EQL EXPLICA: Day trade

Perfil e objetivos do investidor de ações 

Assim como outros investimentos em renda variável, as ações oferecem riscos devido à volatilidade do mercado, ou seja, as variações sofridas em seus preços. Por isso, antes de adquirir esses ativos, é necessário avaliar se o perfil do investidor condiz com o tipo de aplicação. 

Stefany ressalta que os interessados em investir em ações devem estar cientes dos riscos. “As ações sofrem oscilações ao longo dos dias, então o investidor que escolhe essa modalidade precisa ter consciência da relação risco e retorno.”

Devido aos riscos, um dos aspectos a serem considerados pelos investidores deve ser a capacidade de superar as possíveis perdas com a aplicação. Para Viviane Vieira, operadora de renda variável da B.Side Investimentos, os perfis mais indicados para esse tipo de ativo são os moderados e agressivos. “Como o mercado é volátil, está mudando o tempo todo, o investidor em ações deve ser alguém que aguente essas mudanças”, afirma. 

Além disso, ela esclarece que esse perfil de investidor deve aplicar visando o longo prazo, porque, dessa maneira, terá tempo hábil para esperar que elas sejam valorizadas novamente ou para que haja uma melhor oportunidade de venda dos papéis. 

Vantagens e desvantagens

Outro ponto a ser considerado pelo investidor são os prós e contras do investimento em ações. Para Viviane, a maior desvantagem desse ativo, que é a grande variação de preços, é também o que possibilita as principais vantagens. Ela explica que, quanto maior o risco da aplicação, maior também poderá ser o retorno, uma vez que a variação pode ser positiva ou negativa. 

“Em renda variável, o investidor expõe o capital à volatilidade do mercado e sofre com uma série de fatores externos. Mas, no longo prazo, esses investimentos podem trazer um retorno muito maior do que outros, como títulos de renda fixa e fundos imobiliários, por exemplo”, ressalta. 

A especialista pontua que além dos ganhos maiores do que em outros investimentos, as ações também contribuem para a diversificação da carteira, que é um fator importante para proteger o investidor de grandes perdas do valor aplicado. Por outro lado, a variação do ativo, chamada de volatilidade, pode resultar em prejuízos, mesmo aos investidores mais experientes. 

LEIA MAIS: IPO: entenda a sigla e saiba como as ações das empresas passam a ser negociadas na bolsa

Viviane destaca, ainda, que a variação é influenciada por uma série de fatores, como a situação econômica do país, os balanços das empresas, as notícias do mercado e uma série de outros aspectos. Por isso, é necessário que o investidor tenha tempo para lidar com essas mudanças e não venda as ações assim que elas se  desvalorizarem. É preciso ter em mente que o cenário sempre pode mudar.   

Como investir?

Depois de analisar se o perfil está alinhado às características do ativo, os investidores devem buscar conhecer as companhias emissoras dos papéis pretendidos. Viviane esclarece que avaliar os números, balanços e projetos da empresa é essencial para realizar um bom investimento, já que esses pontos contribuem para a valorização ou desvalorização da ação. 

Após esse processo, é necessário abrir conta em uma corretora ou outra instituição financeira que realiza a intermediação entre o investidor e a bolsa de valores. Caso o cadastro já exista, basta transferir a quantia desejada para fazer as aplicações e buscar os ativos na plataforma da companhia intermediadora. 

Os últimos passos são buscar os ativos a serem adquiridos na prateleira de produtos da instituição financeira, realizar a compra e, depois, acompanhar o desempenho de cada um deles na bolsa, além de se manter atento às notícias do mercado e das empresas proprietárias das ações compradas. 

Taxas e impostos 

Antes de investir nas ações, é importante pesquisar sobre as taxas e impostos envolvidos nessa operação. Um dos encargos do investimento é o imposto de renda, que tem incidência de 15% sobre o lucro obtido, exceto em aplicações inferiores a R$ 20 mil, explica Stefany. 

Vale ressaltar que a tarifa pode variar em operações como day trade, que incluem transações diárias de compra e venda de ações. Nesse caso, o imposto é de 20% sobre o lucro, independentemente do valor movimentado, diz a analista de investimentos da Toro. 

Além desses impostos, ainda existem as taxas cobradas pelas instituições financeiras intermediadoras e pela bolsa de valores. Veja, a seguir, quais são elas: 

Taxa de emolumentos: cobrada pela B3 pelo registro das transações, a tarifa varia conforme o volume investido e começa em 0,003020% para operações comuns de pessoas físicas. 

OLHA SÓ: EQL EXPLICA: a bolsa de valores e suas operações

Taxa de corretagem: é a tarifa cobrada pelas instituições intermediadoras pelos serviços prestados e é diferente em cada instituição, podendo até ser zerada em algumas delas. 

Taxa de custódia: cobrada pela B3 pela guarda dos ativos, a tarifa varia conforme o valor investido e isenta aplicações abaixo de R$ 20 mil. Em algumas instituições, pode não haver cobrança da taxa de custódia, independentemente da quantia aplicada. 

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