Home broker: entenda como funcionam as plataformas de negociação de ativos da bolsa de valores nas instituições financeiras

Sistema permite que investidores adquiram e vendam produtos de maneira simplificada e autônoma
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Para a economista Simone Pasianotto, as principais vantagens da plataforma são o acesso simplificado, a comodidade, a diversificação e a operação de forma autônoma (Foto: Elas que Lucrem)

Investir na bolsa de valores é uma operação que não pode ser feita diretamente pelo investidor: é preciso contar com um agente intermediário, responsável pela conexão com o ambiente de negociação – no caso do Brasil, a B3. Instituições como as corretoras e os bancos fazem esse papel de intermediários por meio de suas próprias plataformas de compra e venda de ativos – os chamados home brokers. 

Por meio delas, os investidores podem realizar as negociações dos ativos da bolsa de valores, como ações e ETFs, por exemplo, de maneira simples, pelo computador ou dispositivos móveis com acesso à internet.

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Além de funcionar como um espaço de negociação, o home broker ainda permite que os investidores acompanhem o desempenho dos ativos em tempo real, tenham acesso ao status das solicitações de compra e venda, vejam quais produtos financeiros estão na carteira de investimentos e qual o saldo disponível na conta. 

Apesar de possuir funcionalidades comuns nos sistemas de diferentes instituições, as plataformas podem apresentar diferenças quanto a algumas ferramentas. Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos, explica que é possível haver disparidades no modo como os relatórios de desempenho dos ativos são demonstrados, na disposição de gráficos e até nos produtos oferecidos pela corretora ou banco. 

Para a especialista, os principais pontos positivos do home broker são o acesso simplificado, comodidade, diversificação – variedade de produtos disponíveis para compra – e a operação na bolsa de valores de maneira autônoma, já que, mesmo havendo uma instituição intermediadora das negociações, os  investidores não precisam entrar em contato com um assessor para realizar as aplicações.

Outro ponto importante sobre o home broker é a segurança. Em geral, essas plataformas asseguram o cumprimento das solicitações de compra e venda dos investidores, além de garantirem a existência dos produtos oferecidos. Os únicos riscos envolvidos na utilização da plataforma são, na verdade, aqueles ligados à valorização ou desvalorização dos ativos adquiridos. No entanto, essa ameaça não está relacionada ao sistema em si, mas sim à volatilidade do investimento.

Quanto aos custos, Simone esclarece que a maioria das instituições oferece o home broker de maneira gratuita, sendo que as únicas cobranças envolvidas no processo de negociação são as referentes à aquisição dos produtos e aos impostos e taxas cobrados pelo registro dos ativos na bolsa de valores ou pelos serviços dos bancos e corretoras. 

Diferença entre o home broker e a mesa de operações 

Além do home broker, também há outra maneira de realizar negociações na bolsa de valores: a mesa de operações. A principal diferença é que, nesse processo, há a presença dos chamados “operadores” – funcionários dos bancos ou corretoras que realizam as aquisições ou vendas de ativos segundo as ordens do investidor. 

Essa opção pode ser positiva para os investidores que ainda não se sentem seguros para realizar as negociações por conta própria, seja por falta de conhecimento ou de prática. No entanto, a alternativa também pode ser escolhida por aqueles que desejam ter a ajuda de um assessor de investimentos por não possuírem tempo para analisar os ativos, por exemplo. 

De maneira objetiva, a mesa de operações oferece o apoio de um profissional para realizar as aplicações, mas envolve custos maiores justamente por causa da oferta desse serviço. Já o home broker garante autonomia para os investidores, é gratuito, mas pode ser mais complexo para aqueles que estão começando a operar na bolsa de valores. 

Por isso, antes de optar por um ou outro, é essencial que o investidor analise quais as suas necessidades e prioridades, considerando o tempo disponível para realizar as negociações, o nível de conhecimento e o orçamento que será destinado aos investimentos. 

Como operar no home broker?

O primeiro passo antes de iniciar qualquer tipo de investimento é descobrir qual o perfil do investidor: conservador, moderado ou arrojado. Para isso, é possível realizar testes disponibilizados pelas corretoras e bancos no momento do cadastro para abertura de conta nessas instituições. 

É necessário, ainda, analisar qual o nível do conhecimento em investimentos, já que as negociações podem ser mal-sucedidas se efetuadas por pessoas que não sabem como avaliar, da maneira correta, os ativos a serem adquiridos, ou que não têm prática o suficiente para dar início às operações. 

Assim que o perfil for definido e o investidor souber quais possibilidades o nível de conhecimento permite, já é possível iniciar os investimentos. Veja, a seguir, quais etapas devem ser seguidas:

  1. Selecione os ativos

Em primeiro lugar, é necessário escolher quais ativos serão adquiridos. Para isso, alguns fatores devem ser considerados, como o objetivo da aplicação, o valor disponível, o perfil do investidor, os riscos do produto financeiro, a rentabilidade e a volatilidade, além de outros pontos relacionados às características do investimento. 

  1. Abra uma conta em um banco ou corretora

Depois de selecionar os ativos, é fundamental analisar se eles estão disponíveis na instituição em que o investidor pretende abrir conta ou que já possui cadastro. Além disso, também é interessante checar quais as tarifas cobradas pelas operações na instituição, como taxa de custódia e corretagem, por exemplo. 

Após avaliar esses fatores e decidir qual a instituição mais adequada para o investidor, é hora de abrir a conta. Atualmente, esse processo pode ser realizado de maneira simples pela internet, por meio do site ou aplicativo do banco ou da corretora. Se o cadastro já existir, basta seguir para o próximo passo. 

  1. Analise o home broker

Assim que já tiver finalizado o cadastro na instituição financeira escolhida e ativado o home broker, é importante visitar a plataforma. Além de contribuir para a familiarização com o ambiente digital disponibilizado pela companhia, esse processo também possibilita a avaliação de fatores como a agilidade do sistema, as ferramentas oferecidas, a disposição dos recursos na interface e a facilidade para realizar as negociações. 

Com a análise, o investidor pode decidir se vai continuar utilizando o home broker da instituição em que possui conta aberta ou se irá substituí-lo pelo sistema de outro banco ou corretora. 

  1. Faça a aquisição dos ativos

Para começar as operações, o investidor deve transferir a quantia que deseja aplicar para a conta da instituição intermediadora. Depois, basta acessar o home broker, buscar pelo código do ativo desejado, indicar a quantidade de produtos a serem adquiridos e realizar a ordem de compra. 

Por fim, o investidor deve acompanhar o status da solicitação de compra e verificar o desempenho dos ativos que compõem a carteira.

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