Prêmio do “BBB”: entenda se é possível viver de renda com R$ 1,5 milhão

A Elas Que Lucrem simulou quanto o valor da premiação renderia em diferentes tipos de aplicações
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Para viver de renda com o prêmio do “BBB” depende, principalmente, do estilo de vida que se pretende ter (Foto: Vlada Karpovich/Pexels)

Na noite da última terça-feira (26), Arthur Aguiar foi consagrado campeão da edição 2022 do “Big Brother Brasil” e embolsou R$ 1,5 milhão – valor que cairia bem no bolso de qualquer pessoa. 

Se você já pensou em se inscrever no reality show para ter acesso a essa quantia ou até cogitou tentar ganhá-lo de outra maneira – como apostando na loteria ou juntando dinheiro mês a mês com os seus rendimentos -, provavelmente acabou se perguntando se, na atual situação econômica do Brasil, com inflação e juros nas alturas, é possível viver de renda.

A resposta a essa pergunta depende, principalmente, do estilo de vida que se pretende ter. No entanto, com base em cálculos realizados pela Elas Que Lucrem com o auxílio da ferramenta Mobills e da XP Investimentos, é possível afirmar que, com investimentos simples e seguros, como a própria poupança, o rendimento mensal seria de, pelo menos, R$ 9.000.

A XP ressalta, entretanto, que para viver apenas dos rendimentos de investimentos é essencial ter planejamento, diversificação e alinhamento de expectativas, além de sempre levar em conta que os ativos precisam, pelo menos, manter o seu poder de compra contra o avanço da inflação.

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“O cálculo necessário para chegar ao valor aproximado do patrimônio que você deseja para começar a viver de renda precisa levar em consideração a inflação do período, de forma a garantir que sua rentabilidade real seja positiva”, diz Clara Sodré, analista de alocação em fundos da XP, em relatório divulgado pela corretora.

Quanto rende R$ 1,5 milhão na poupança?

No Brasil, o principal investimento feito pela população ainda é a poupança, por ser considerado um dos mais seguros. Segundo a XP, porém, ao alocar um valor milionário neste produto, por mais que a rentabilidade não seja das melhores, o retorno será expressivo.

A poupança tem uma regra que trava a sua rentabilidade com base na variação da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Se a Selic ultrapassar o patamar de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é travado em 0,5% ao mês, mais a taxa referencial – que, na última quarta-feira (27), era de 0,1538%, de acordo com o site do Banco Central (BC).

Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou, mais uma vez, a Selic, que chegou a 11,75% ao ano. As perspectivas são de que a taxa continue em alta. Assim, quem decide manter ou colocar uma quantia na poupança vai lidar, por algum tempo, com essa regra, que faz com que o rendimento não chegue nem perto da inflação atual, que, em março, chegou a 11,3% no acumulado em 12 meses.

O atual cenário macroeconômico brasileiro, que traz perspectivas de uma taxa de juros acima dos 8,5% ao ano por um bom tempo ainda, aliado à regra da poupança, faz com que o dono do R$ 1,5 milhão tenha um retorno mensal médio de R$ 9.000 se investir seu dinheiro neste produto – e não mexer no montante principal, ou seja, retirar apenas o rendimento -, com base nos cálculos da XP.

Quanto rende R$ 1,5 milhão em outros investimentos?

Em outros títulos da renda fixa, o montante destinado ao vencedor do “BBB” renderia muito mais do que se fosse deixado na poupança.

Uma alternativa seriam os títulos do Tesouro Direto, que são os ativos de dívida do Governo Federal. Entretanto, essa modalidade só permite investimentos de até R$ 1 milhão por pessoa. Por isso, a EQL simulou quanto renderia o prêmio se fosse investido em outros títulos da renda fixa: os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).

Para essa simulação, usamos um título com rentabilidade de 100% do CDI, taxa bastante praticada entre as instituições financeiras. 

Além disso, simulamos também qual seria o rendimento do prêmio se aplicado integralmente em um CDB atrelado ao IPCA, principal indicador de inflação do Brasil, e em um CDB prefixado. Para essas simulações, usamos como base as taxas oferecidas pelo Tesouro Direto.

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