Dólar sobe 2,6% na semana e deixa real com pior desempenho entre pares

Moeda norte-americana obteve alta pelo segundo pregão consecutivo, finalizando sessão com ganho de 1,13%
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O dólar teve alta pelo segundo pregão consecutivo ante o real hoje (6) e fechou no maior patamar em sete semanas, com o mercado doméstico refletindo mais um dia de sentimento frágil nas praças internacionais, enquanto investidores aqui questionam o espaço para mais valorização cambial.

O dólar engatou a terceira semana de ganhos, mais longa série do tipo desde outubro do ano passado. O real teve nesta semana o pior desempenho entre alguns de seus principais pares emergentes. E especuladores que operam na Bolsa de Chicago realizaram nos sete dias findos em 3 de maio a maior venda líquida de contratos de real desde meados de março, demonstrando menor otimismo com a moeda brasileira.

O dólar à vista subiu 1,13% nesta sexta-feira, a R$ 5,0733 na venda, maior valor para um fechamento desde 16 de março (R$ 5,0917).

A cotação oscilou de R$ 5,008 (-0,17%) a R$ 5,1154  (+1,97%) – este o maior preço também desde 16 de março.

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A mínima foi batida logo depois de os EUA divulgarem dados de seu mercado de trabalho, que no geral vieram fortes e referendaram visões de que o banco central norte-americano (o Fed) deverá continuar a subir os juros –com risco de acelerar ainda mais o passo.

Com isso em mente, operadores retornaram às compras, o que impulsionou a cotação às máximas do dia. O dólar perdeu um pouco de fôlego no decorrer do pregão, à medida que as bolsas de valores em Nova York deixaram os menores níveis da sessão, mas ainda assim a moeda permaneceu forte ante o real, enquanto lá fora seguiu em torno de picos em 20 anos.

A perspectiva de uma política monetária mais restritiva nos EUA e uma série de más notícias da China –principal parceiro comercial do Brasil — derrubaram o real em 8,96% desde 20 de abril, quando a taxa de câmbio esteve pela última vez em torno de R$ 4,60  por dólar, piso recente.

Com o dólar em alta de 9,84% no período, estrategistas do Bank of America buscam pontos de entrada mais interessantes para novas posições “compradas” em real –ou seja, que ganham com a valorização da moeda doméstica. “Achamos que a liquidação aproximou a moeda de um ponto atraente para novas posições compradas, no entanto, preferimos ser cautelosos e aguardar uma melhor entrada”, disseram em relatório.

Em revisão de cenário para Brasil, o Itaú Unibanco manteve projeção de taxa de câmbio “ligeiramente mais depreciada” do que os patamares atuais: 5,25 por dólar ao fim de 2022 e 5,50 por dólar no término de 2023.

De um lado, argumentam economistas do banco, os preços médios de commodities mais altos, o crescimento forte no primeiro semestre do ano, a melhora dos números fiscais e a taxa Selic elevada ao longo do ano são fatores importantes que podem continuar atuando na direção de atrair fluxos de capitais para o Brasil no curto prazo.

“Por outro lado, atuam na direção de uma moeda mais depreciada as incertezas sobre o crescimento global, o aumento da taxa básica de juros americana e as dúvidas relacionadas à evolução das contas públicas e sustentabilidade fiscal brasileira nos próximos anos”, finalizaram.

No acumulado desta semana, o dólar aumentou 2,63% – o que deixou o real na lanterna entre peso mexicano, peso colombiano, peso chileno, sol peruano, rand sul-africano e lira turca. Em 2022, o dólar reduziu as perdas para 8,97% ante o real.

(Com Reuters)

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