Dólar tem novo dia de volatilidade com vaivém externo por incertezas sobre inflação

Moeda norte-americana finalizou sessão com queda de 0,06%, chegando a R$ 5,14
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O mercado de câmbio teve mais um dia de instabilidade no Brasil hoje (12), com o dólar oscilando entre ganhos e perdas, mas no fim da sessão a moeda acabou variando quase zero, conforme investidores evitaram ficar expostos diante do amplo conjunto de incertezas.

A cotação chegou a saltar para R$ 5,211, alta de 1,27% que atraiu vendedores. Além disso, ao longo do pregão o dólar até superou sua média móvel de 100 dias, quebrando mais uma resistência técnica, mas o movimento não se sustentou, o que reforçou ordens de venda no mercado que ajudaram a tirar a divisa das máximas.

Ao fim dos negócios no mercado à vista, o dólar ficou quase estável, com variação negativa de 0,06%, a R$ 5,1424. De toda forma, bem acima da mínima do dia, de R$ 5,106 (-0,77%).

O real até teve um desempenho melhor no fechamento do que alguns de seus pares. Analistas dizem que o nível psicológico de R$ 5,20 pode funcionar por ora como uma barreira, mas na B3 contratos de opções de compra de dólar mostram uma resistência ainda mais forte na casa de R$ 5,30 – que, se rompida, poderia deflagrar ordens automáticas de compras e puxar a moeda ainda mais para cima.

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Os rumos da economia global em meio ao ciclo agressivo de aperto monetário nos EUA seguiram monopolizando as atenções de investidores. Riscos de estagflação global –crescimento econômico fraco com alta inflação– empurraram o dólar a uma nova máxima em 20 anos contra uma cesta de divisas. Em Nova York, as bolsas de valores oscilaram bastante antes de fecharem em torno da estabilidade.

“Existe a discussão de que, enquanto o BC aqui deve parar de subir os juros em breve, nos EUA o Fed vai seguir aumentando –e isso seria em tese ruim para a nossa moeda”, disse Luca Mercadante, economista da Rio Bravo, citando o potencial menor diferencial de juros a favor do real.

“O que de fato dá para dizer é que continuaremos com volatilidade… Chegando próximo das eleições a gente (o mercado) ganha outros problemas, isso vai começar a ter importância maior mais para a frente”, disse.

(Com Reuters)

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