Está devendo? Entenda como trocar uma dívida cara por uma mais barata

Endividamento das famílias brasileiras bate recorde em abril e passa dos 77%. Entenda como quitar dívidas e conquistar a saude financeira.
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Cartão de crédito e cheque especial são os maiores inimigos dos endividados. (Foto: Rattanakun/Canva)

O Brasil bateu recorde de endividamento em abril. De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,7% das famílias brasileiras declararam estar endividadas, contra 77,5% em março e 76,6% em fevereiro. A inadimplência também atingiu nova máxima histórica. O índice de famílias com dívidas ou contas em atraso passou de 27,8% em março para 28,6% em abril. Além disso, 10,9% declararam não ter condições de pagar as dívidas e contas em atraso. 

O cenário, apesar de desanimador, não é irreversível. Existem alternativas para sair do endividamento, recuperar a saúde financeira e, aos poucos, conquistar uma vida estável do ponto de vista econômico.

Thaís Ferri, especialista da Miura Investimentos, diz que o primeiro passo para sair do endividamento é o autoconhecimento. “A primeira coisa a se fazer para organizar a sua vida e o seu dinheiro é conhecer mais sobre si mesma. Analise as informações mais relevantes para você financeiramente, como a renda mensal, os gastos e os investimentos. Faça uma planilha”, ensina.

Segundo ela, os primeiros cortes precisam ser feitos nos gastos variáveis, ou seja, aqueles que não estão relacionados à moradia, alimentação e contas de consumo, como água, luz e internet. 

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Cortei os luxos, e agora? 

Após reconhecer seus gastos, organizar despesas e entradas mensais, chegou o momento de tentar renegociar sua dívida ou trocá-la por uma mais barata. Ao levarmos em conta que as taxas de juros do cartão de crédito e do cheque especial estão, em média, em 12,5% e 6,25% ao ano, respectivamente, vale a pena avaliar a possibilidade de fazer um empréstimo no valor total da dívida – desde que os juros sejam bem menores. Segundo a especialista, o ideal é tentar algo ao redor de 3% ao mês.

“Os piores juros são aqueles que cobram mais do que isso. Vale até optar pelo consignado ou crédito com garantia, desde  que as taxas sejam atraentes”, explica.

Outra opção, para aqueles que possuem carro ou outro veículo, é vendê-lo para quitar a dívida e, assim, evitar os juros mensais dos empréstimos e financiamentos. Por outro lado, a falta do carro particular pode acarretar custos extras com aplicativos de carona como Uber e 99Táxi. No entanto, esta é uma simulação que pode ser feita antes, de acordo com o perfil do motorista e a necessidade mensal do automóvel. Clique aqui para ver se este é o seu caso.

A Elas Que Lucrem fez uma simulação das opções de empréstimos para uma dívida de R$ 25 mil no cartão de crédito, um cenário que representa mais de R$ 3.000 mensais só de juros:

Como reconstruir a vida financeira 

Após um período de aperto financeiro, é necessário avaliar quais atitudes são necessárias para que a situação não se repita. Uma das maneiras para evitar endividamentos é a reserva de emergência, que funciona como um refúgio para momentos de crise ou situações inesperadas, como demissão do emprego ou doença. 

“O ideal é que o valor seja de seis meses de despesas para uma boa cobertura contra imprevistos. É importante lembrar que o tamanho adequado de uma reserva de emergência depende da estrutura familiar, do orçamento e do padrão de vida. Profissionais autônomos, que não contam com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), devem ter uma reserva maior, de 12 meses, por exemplo”, explica Thaís. 

A reserva de emergência é um passo importante e deve ser feita ainda que de maneira lenta. Destinar 5% do salário mensal a esse objetivo pode evitar o endividamento em momentos de crise. “Assim que receber o salário, já transfira o dinheiro. Pague primeiro o seu eu do futuro, para depois seguir pagando as demais contas”, finaliza a especialista.

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