Indústria do Brasil perde força em março, mas ainda termina primeiro trimestre com ganhos

Resultado aponta novos sinais de dificuldades de retomada em meio ao aperto das condições financeiras e monetárias
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A produção industrial do Brasil avançou pelo segundo mês seguido em março, mas terminou o primeiro trimestre com perda de força e sem recuperar as perdas do início do ano, dando novos sinais de dificuldades de retomada em meio ao aperto das condições financeiras e monetárias, além do aumento de custos.

A produção teve em março alta de 0,3% em relação ao mês anterior, informou hoje (03) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), depois de ganho de 0,7% em fevereiro.

Os ganhos seguidos, no entanto, não recuperam a perda de 2% registrada em janeiro, e a indústria ficou em março 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, segundo o IBGE.

Mas ainda assim, o setor encerra o primeiro trimestre com ganho de 0,3% sobre os três últimos meses de 2021, na primeira alta trimestral depois de um ano inteiro de perdas.

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“São perdas muitos grandes do setor industrial ao longo dos últimos anos. Ainda há muito espaço a recuperar”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial registrou queda de 2,1%.

As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,2% na variação mensal e de recuo de 3,0% na base anual.

O ambiente de inflação e juros altos traz dificuldades para a indústria brasileira, que a partir do final de fevereiro ainda passou a enfrentar os desafios apresentados pela invasão da Ucrânia pela Rússia, que afetou os preços de energia e petróleo, elevando os custos.

Analistas avaliam que o setor não deve apresentar uma recuperação consistente nos próximos meses, com o conflito na Ucrânia postergando a esperada normalização das cadeias de oferta.

“Questões complicadoras na oferta, que é algo mais global, afetado pelo mercado internacional, e na demanda doméstica” são exemplos de fatores que ainda dificultam a retomada da indústria, de acordo com Macedo.

“Além disso, a inflação vem diminuindo a renda disponível e os juros sobem e encarecem o crédito. Também o mercado de trabalho, que apresenta alguma melhora, ainda mostra índices como uma massa de rendimentos que não avança”, completou.

Buscando dar impulso à indústria, no fim de fevereiro o governo reduziu as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 25% para todos os produtos com exceção de tabaco. No final do mês passado, ampliou o corte para 35%, em medida que preservará parcialmente os incentivos à Zona Franca de Manaus.

Em março, a maior influência positiva partiu da alta de 6,9% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, no segundo mês de expansão, embora não recupere o recuo de janeiro.

Também contribuíram de forma positiva outros produtos químicos (7,8%), bebidas (6,4%) e máquinas e equipamentos (4,9%), entre outros.

Já entre os desempenhos negativos, o destaque foi a contração de 1,7% na fabricação de produtos alimentícios, interrompendo quatro meses consecutivos de alta.

Entre as grandes categorias econômicas, tiveram alta bens de capital (8%), bens de consumo duráveis (2,5%) e bens intermediários (0,6%), enquanto bens de consumo semi e não-duráveis apresentaram queda de 3,3%.

(Com Reuters)

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