Inversão de papéis: 54,5% de mulheres entre 18 e 24 anos dividem seu crédito com familiares

Pesquisa da fintech Will Bank mostra mudança na dinâmica do orçamento doméstico
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Ação não deve interferir nas finanças pessoais, aponta especialista (Foto: FreePik)

Com o aumento do endividamento da população, associado a alta da inflação e o desemprego, já é possível notar algumas alterações no que diz respeito aos hábitos financeiros dos lares brasileiros. Em relação a isso, uma pesquisa promovida pela fintech Will Bank mostrou que mais da metade das mulheres (54,5%) entre 18 e 24 anos já são as principais detentoras de crédito em suas casas.

Em uma espécie de inversão de papéis, essas jovens assumiram a tendência de usar o cartão e a concessão de empréstimos bancários em benefícios dos familiares mais próximos. De acordo com o levantamento, esse tipo de atitude está principalmente ligada à necessidade de ampliar o poder financeiro dos parentes. 

“Hoje, com a alta da inflação e a taxa de desemprego em níveis alarmantes, a compra doméstica, que engloba água, luz e o próprio pagamento de dívidas, não está cabendo no orçamento familiar. As pessoas passaram a escolher que contas vão pagar”, destaca a educadora financeira Bruna Allemann, da fintech Acordo Certo. “Com o compartilhamento de crédito, a conta fica mais leve para o bolso dos membros da família”, completa. 

Nessa perspectiva, os membros mais novos do lar acabam saindo em vantagem em relação à facilidade de obterem crédito de instituições financeiras. É o caso de Hemily Mendes, de 22 anos, que atua em uma empresa de plásticos. “Minha mãe me teve com 15 anos, então morei com meus avós a vida toda. Lembro que ela sempre trabalhou muito e conseguiu carteira assinada fazem apenas dois. Hoje, a ajudo emprestando o cartão para compras que ela precisa para a casa”, explica. 

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Hemily ainda lembra que aprendeu desde cedo a buscar sua independência financeira e emocional. “Hoje disponibilizar o meu limite para a minha mãe, é uma forma de retribuir o esforço que ela fez e faz por mim até hoje”.

Já para a auxiliar financeira Flávia Azevedo, de 26 anos, o compartilhamento de crédito é motivado principalmente pela praticidade. “Meus pais sempre tiveram um limite de crédito relativamente alto, mas como meu limite é superior, eles preferem utilizar o meu cartão por ser mais fácil. Além disso,  como eles são mais velhos e não entendem tanto de tecnologia, então sempre ajudo na hora das compras, principalmente na internet”, relata.

Para as duas mulheres, o ato de emprestar o crédito para os pais é também uma forma de retribuir o cuidado que receberam quando mais novos.  No entanto, elas afirmam que mantêm o controle dos gastos para evitar inconvenientes futuros. Medida mais do que essencial para manter a harmonia familiar e orçamental, como destaca Bruna Alleman. 

“É importante pontuar que ceder o limite de crédito para alguém é uma decisão que merece reflexão. Uma pessoa está criando uma dívida em seu nome, reflita se o risco vale a pena e se você tem condições de arcar com a dívida”, afirma a educadora financeira. 

Portanto, antes de ceder o limite, a especialista recomenda que os detentores do crédito avaliem qual valor poderá ser cedido por mês, além do melhor dia para o pagamento. “Deixe tudo muito organizado para não se prejudicar no futuro. O ideal é emprestar um valor que não faça falta para o seu orçamento”, conclui. 

Para a Will Bank, os dados sobre a relação do crédito entre pais e filhos mostram as diversas possibilidades de lidar com o dinheiro – principalmente em períodos financeiramente conturbados. “Notamos o quão importante é perceber as variadas formas de lidar com o crédito, formas essas que tocam relações sociais e econômicas, e que normalmente não têm visibilidade no mercado financeiro”, explica Janaina Sant’ Ana de Andrade, coordenadora da pesquisa. 

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