Primeiro museu sul-americano dedicado ao mercado de capitais será inaugurado em São Paulo

Exposição inaugural oferece ao público a oportunidade de conhecer a trajetória centenária da Bolsa de Valores
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A exposição contará com uma diversificada  programação educativa (Foto: Fernando Siqueira/Divulgação/MUB3)

A partir do dia 12 de agosto, o público poderá conhecer o Museu da Bolsa do Brasil (MUB3) no centro histórico e turístico da cidade de São Paulo. Localizado em um prédio em estilo neoclássico dos anos 1940, na rua Quinze de  Novembro, o espaço propõe uma reflexão  sobre o passado, o presente e o futuro do mercado de capitais brasileiro e sua  influência econômica, cultural e social no país. 

De acordo com a instituição, espera-se que o museu amplie o acesso e o entendimento do papel das  bolsas na economia e na vida dos brasileiros. Entre os seus objetivos, também está a contribuição para a educação financeira do país, incluindo o incentivo aos investimentos. 

Para isso, a exposição contará com uma diversificada  programação educativa, assim como detalhes da colaboração da Bolsa para a formação do Brasil. O espaço contará com itens da coleção do antigo Espaço Raymundo Magliano Filho, incluindo artigos preservados por instituições que hoje integram a B3. 

O MUB3 foi criado pelo Grupo Sintonize, empresa especializada em viabilizar projetos  culturais por meio de leis de incentivo fiscais, e contou com diversos parceiros no seu  desenvolvimento, como a a Incentiv.me, responsável pelo planejamento estratégico e o  programa de sustentabilidade financeira, a Expomus, que desenvolveu o plano museológico,  a Case Lúdico, criadora da expografia, e a FutureBrand, que produziu o projeto de marca. O  historiador e pesquisador Fábio Correa assina a pesquisa histórica, e os textos são de  coautoria dele e da jornalista Juliana Faddul.  

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“O convite para criar um museu que conta a história da bolsa do Brasil junto à  B3 foi aceito com muito entusiasmo, não apenas porque estamos fazendo  história juntos, criando o primeiro museu sul-americano dedicado ao  mercado de capitais, mas também porque, como uma instituição cultural  permanente, o MUB3 democratiza e desmistifica o conhecimento sobre o  mercado financeiro, agregando valor para a sociedade brasileira em uma  das frentes em que somos mais carentes – a educação financeira”, afirma  Thais Nicolau, executiva do Grupo Sintonize.

Nessa fase inicial, o projeto foi viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura  e o patrocínio da B3, que colaborou no desenho da gestão futura do museu, com a  criação de uma personalidade jurídica focada na educação e na cultura.  

“A B3 tem a honra de ser patrocinadora deste projeto, que entrega para o  centro histórico da maior cidade do país um espaço cultural que retrata a  importância do mercado de capitais para o desenvolvimento econômico e  social do Brasil”, afirma Gilson Finkelsztain, CEO da B3.

Contraste entre o futuro e o passado

Ao estabelecer um contraste entre sua tecnologia e as linhas arquitetônicas neoclássicas do histórico prédio onde está localizado, o MUB3  convida os visitantes para uma viagem que vai de meados do século 19, época das  primeiras transações de apólices e títulos, passando pela fundação das bolsas do Rio de  Janeiro e de São Paulo e por seus principais momentos, assim como por sua evolução  e sua visão de futuro.  

O público é recepcionado por uma hostess virtual, que dá as boas-vindas e o direciona  para a jornada de conhecimento que se inicia no ambiente de uma praça pública em  1890, local onde as pessoas costumavam se reunir para vender ou comprar ativos em  importantes centros econômicos, como São Paulo e Rio de Janeiro. 

Na sequência, uma nova ambientação destaca as características de um escritório  mercantil da época, contextualizando o período de fundação da Bolsa de Valores do  Rio de Janeiro, da Bolsa Livre e da Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, além de  apresentar a figura do corretor oficial e o surgimento do mercado agro e de títulos.  

A seguir, o público começa a entender a dinâmica e a evolução das negociações ao se  deparar com uma maquete tátil de um pregão de 1930 e com uma cadeira de corretor  oficial da década de 1940. O visitante também vai descobrir, por meio de documentos,  informações históricas e diálogos, que podem ser ouvidos em aparelhos telefônicos de  época, como o mercado de capitais brasileiro se transformou nas décadas de 1930 a  1960. 

As próximas instalações abordam a história da Bolsa, sua influência no cotidiano da  população, seu processo de integração e as inovações tecnológicas desde o começo  das atividades, quando as cotações eram registradas numa grande lousa (conhecida  como era da pedra), até os dias de hoje. Entre os destaques estão uma réplica do painel  de negociações dos anos 1970, imagens dos últimos pregões presenciais realizados e o  emblemático telefone sem fio usado pelos corretores até o final dos anos 2000. 

Continuando o trajeto, pode-se conhecer alguns produtos da Bolsa, o detalhamento  do sistema financeiro nacional e a atuação de instituições como o Banco  Central, a Comissão de Valores Mobiliários e as corretoras, entre outras, nas relações  com os investidores. 

A exposição percorre depois um pouco da história das empresas que abriram capital na  Bolsa desde a década de 1930 e do Ibovespa B3, o índice que é o termômetro do  mercado de ações. Uma réplica tátil de uma das máquinas de calcular da década de  1960, que foi utilizada para o cálculo do primeiro índice, está disponível para os visitantes  manusearem. 

As sedes da Bolsa e sua relação com o centro histórico de São Paulo, com maquetes da  década de 1990, quando era denominada Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), e do  ano 2000, representando os pregões da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), assim  como vídeos que resgatam as histórias de algumas das pessoas que formaram o  mercado de capitais brasileiro, compõem os ambientes seguintes. 

O próximo módulo aprofunda o entendimento sobre a complexidade do que é a Bolsa  de Valores hoje, com destaque para os IPOs (processos de oferta inicial de ações de uma  empresa ao abrir seu capital a novos acionistas) e leilões, entre outros fatos marcantes  que reforçam o conceito de que “tudo passa pela Bolsa”. As atividades socioeducativas  implementadas pela instituição também fazem parte desse módulo e reforçam a sua  genuína vocação e seu comprometimento com a difusão cultural junto à sociedade. 

Chegando ao final do trajeto, o visitante tem a oportunidade de participar do tradicional  toque de campainha da Bolsa, em uma réplica do púlpito que é palco das cerimônias de  listagem e comemorações da B3. Um grande painel apresenta os nomes de centenas de  dirigentes que participaram da história da Bolsa por sua atuação nas várias empresas que  hoje formam a B3. 

Serviço

Localização: Rua Quinze de Novembro, 275, mezanino – Centro Histórico – São Paulo, SP. Horário: de segunda a sexta e nos 2ºs e 4ºs sábados do mês, das 9h às 17h. Entrada gratuita. 

Público-alvo: população em geral e comunidade escolar: estudantes e professores,  universitários, pesquisadores.  

Acessibilidade: audioguia, videolibras, obras e maquetes táteis, legendas em fonte  ampliada e braile, rampas e banheiros acessíveis. 

Site institucional com agendamento online: www.mub3.org.br 

Programação educativa e jornadas para diversos tipos de público. 

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