Governo destina mais R$ 5,5 bilhões para vacinas contra Covid-19

Presidente tenta acelerar a compra de imunizantes em meio à pressão de governadores, prefeitos, da população e da CPI da Covid no Senado
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O presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória, ontem (10), para destinar mais R$ 5,5 bilhões para produção, fornecimento e distribuição de doses de vacinas contra Covid-19, informou o governo federal em comunicado.

O governo já havia editado no ano passado outra medida provisória que previa a destinação de R$ 20 bilhões para a compra de vacinas contra a Covid-19. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, a maior parte do valor já foi usada e o saldo era insuficiente para novos compromissos financeiros com a imunização.

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No comunicado, o governo informa que os R$ 5,5 bilhões destinados ao Ministério da Saúde vão custear “a produção, o fornecimento e a distribuição de mais 50 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 no segundo semestre de 2021, por meio de insumo farmacêutico ativo fornecido pela empresa AstraZeneca”, e acrescenta que “o crédito será destinado ainda à aquisição de mais 100 milhões de doses de vacina e outras despesas associadas à imunização”.

Com uma campanha de vacinação que avança lentamente, o governo federal tenta acelerar a compra de vacinas em meio à pressão de governadores, prefeitos, da população e da CPI da Covid no Senado.

Segundo a Secretaria-Geral, já foram destinados R$ 16,1 bilhões do crédito de R$ 19,9 bilhões autorizado por uma medida provisória no ano passado para a aquisição de doses para imunização de parte da população brasileira, assim. Outra parte do valor foi empregada nas despesas com insumos, logística, publicidade e outras necessidades para implementar a vacinação.

“O saldo remanescente, entretanto, é insuficiente para atender as despesas de que trata a Medida Provisória ora editada”, disse a Secretaria-Geral.

“Diante desse contexto excepcional decorrente da pandemia da Covid-19, que traz impactos demasiado negativos à saúde pública, à economia e ao desenvolvimento de outras políticas públicas, torna-se imperiosa a abertura do crédito extraordinário em questão, sem prejuízo do regular funcionamento do Sistema Único de Saúde”, acrescentou.

(com Reuters)

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