Artigos médicos assinados por mulheres são menos citados

Levantamento foi feito por pesquisadores da Universidade da Pennsylvania ao analisar 5.554 artigos publicados nos cinco maiores periódicos científicos do mundo
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Uma pesquisa comprovou que artigos médicos assinados por cientistas mulheres são menos citados do que os escritos por homens. O levantamento foi feito por pesquisadores da Universidade da Pennsylvania, nos Estados Unidos, ao analisar 5.554 artigos publicados nos cinco maiores periódicos científicos do mundo entre 2015 e 2018.

Na último dia 2 de julho, o grupo divulgou os resultados na revista Jama Open Network e o levantamento descobriu que 35,6% dos textos tinha uma mulher como autora principal, e 28,5%, como autora sênior. 

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No quatro anos analisados, os artigos assinados por mulheres como autoras principais foram citados uma média de 36 vezes. Em comparação, os feitos por homens foram citados 54 vezes, em média.

Quando são analisados as porcentagens em textos com autoras sênior, elas foram citadas uma média de 37 vezes, enquanto os autores sênior homens receberam média de 51 citações.

Artigos com mulheres como autoras principal e sênior tiveram o menor número de citações, com 33 em média, contra 59 dos documentos assinados por homens.

“O número de vezes que um artigo revisado pelos pares é citado por outros pesquisadores é usado normalmente como uma métrica para reconhecimento acadêmico e influência, assim como em avaliações profissionais e promoções”, afirmou Paula Chatterjee, uma das pesquisadoras responsáveis pelo levantamento, em entrevista ao site EurekAlert.

As cientistas alertam que os resultados mostram mais uma barreira enfrentada pelas mulheres na ciência. “Devemos trabalhar para que mulheres que já estão na medicina acadêmica sejam avaliadas com igualdade e promovidas por suas contribuições e sucesso. De jornais publicando o trabalho a instituições acadêmicas promovendo artigos assim que publicados, todos devem investir em diminuir a desigualdade entre os gêneros”, acrescentou Rachel Werner, autora sênior da pesquisa.

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