Quem é Roberta Metsola, a conservadora que pode ser a próxima presidente do Parlamento Europeu

Após a morte de David Sassoli e a desistência do bloco dos social-democratas de lançar um novo candidato, a eurodeputada de Malta ganhou força na eleição do próximo dia 18 de janeiro
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A conservadora é a representante do maior bloco, o majoritário Partido Popular Europeu (PPE) (Foto: Divulgação)

Com a morte do presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, na última terça-feira (11), a vice Roberta Metsola, representante da ala progressista dos conservadores europeus, pode se tornar a terceira mulher a ocupar o prestigiado cargo. 

Isso porque o bloco dos social-democratas, segunda maior força do Parlamento Europeu, anunciou em dezembro que não apresentaria um novo candidato, o que abriu o caminho para Roberta, atual primeira vice-presidente da instituição. A eleição do sucessor ou sucessora de David Sassoli será realizada no dia 18 de janeiro.

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Aos 42 anos, Roberta também pode ser a mais jovem de todos os presidentes que o Parlamento Europeu já teve, além de ser a primeira representante de Malta, um dos menores países da União Europeia, a ganhar um ponto de apoio em sua liderança institucional. Ela é a representante do maior bloco, o majoritário Partido Popular Europeu (PPE).

Até hoje apenas duas mulheres ocuparam o cargo. Simone Veil foi a primeira. Sobrevivente do Holocausto, ela também foi ministra da Saúde da França e a responsável pela legalização do aborto no país. Entre os anos de 1979 e 1982, Simone ocupou o cargo de presidente do Parlamento Europeu. Vinte anos depois de sua eleição, Nicole Fontaine, outra mulher francesa, voltou a presidir o Parlamento. Ela esteve no cargo entre 1999 e 2002.

Quem é Roberta Metsola?

(Foto: Divulgação)

Roberta Tedesco Triccas nasceu em 18 de janeiro de 1979, na cidade litorânea de Gzira, em Malta. Filha de Rita e Geoffrey, ela é a mais velha de três irmãos. A eurodeputada de direita atribui o seu interesse por política ao referendo sobre a adesão de Malta à União Europeia, em 2003. 

Um ano antes, em 2002, ela foi nomeada secretária-geral da organização Estudantes Democratas Europeus, função que ocupou enquanto era aluna de doutorado em direito na Universidade de Malta. 

Roberta se formou em 2003, mesmo ano em que Malta decidiu ingressar na União Europeia. “Sempre defendi a política de moderação sobre o extremismo, a política baseada na verdade, justiça e correção, nos fatos e não na identidade”, diz. 

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Aos 25 anos, enquanto ainda estudava, disputou as primeiras eleições para o Parlamento Europeu, mas não foi eleita. Aos 26 anos, casou-se com o finlandês Ukko Metsola, de quem herdou o sobrenome e com quem tem quatro meninos: Luca, Alec, Marc e Kristian. 

“Sou mãe de quatro meninos. O mais velho já é adolescente, o mais novo tem quatro anos. Apesar de todos os avanços nos cuidados infantis e no trabalho flexível, a verdade é que meu marido e eu não conseguiríamos criar uma família e ter uma carreira sem a ajuda que temos. Estou determinada a fazer o que puder no tempo que tenho na política para facilitar a vida de outros pais”, afirmou.

Roberta ao lado do marido e dos filhos (Foto: Divulgação)

Depois das derrotas em 2004 e 2009, Roberta finalmente conseguiu ocupar o cargo que sonhava. Em 2013, ela foi eleita eurodeputada, sendo reeleita em 2014 e 2019. 

A advogada é especializada em política e já trabalhou para a representação permanente de Malta na União Europeia. Também já atuou no Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança. 

Apesar de defender os direitos da população LGBTQIAP+ e dos imigrantes, a conservadora não agrada o bloco de centro-esquerda por se opor ao aborto.

Desde a entrada na União Europeia, Malta quebrou alguns tabus sociais. O divórcio e o casamento gay já são legais no país. Mas o mesmo não acontece com o aborto. Como é tradição com a delegação maltesa, Roberta votou contra todas as resoluções sobre o assunto.

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O posicionamento desagrada alguns políticos, especialmente os franceses, que lembram da primeira presidente do Parlamento Europeu, Simone Veil, ativista da legalização do aborto no país. A equipe da candidata justifica seu voto como sendo apenas uma “peculiaridade maltesa” e não uma opinião pessoal. 

Um outro momento da carreira da política que chama atenção é quando ela se recusou a apertar a mão do primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, que renunciou ao cargo pouco depois, em 2019. Ele era alvo constante de críticas sobre o tratamento que seu governo dava à investigação do assassinato da jornalista investigativa Daphne Caruana Galizia. Na época, Roberta questionava o governo e esteve totalmente envolvida na definição de um marco legal para proteger a imprensa.

A maltesa foi escolhida para a disputa da presidência do Parlamento Europeu em uma eleição interna do PPE. Na disputa com a holandesa Esther de Lange e com o austríaco Othmar Karas, Roberta venceu com 64,4% dos votos.

Na corrida presidencial pelo Parlamento Europeu, é provável que ela enfrente a espanhola Sira Rego, candidata do grupo da Esquerda,  o polaco Kosma Złotowski, dos Conservadores e Reformistas, e a sueca Alice Bah Kuhnke, do bloco dos Verdes.

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