Dólar espelha exterior e desce a mínima em quase um mês

A moeda dos norte-americana recuava ante 29 de uma lista de 33 pares
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O dólar emendou a segunda queda seguida ante o real e fechou no menor patamar em quase quatro semanas hoje (29), replicando movimento global da moeda norte-americana, ainda sob a batuta da sinalização de manutenção de estímulos dada pelo banco central dos EUA na véspera.

O dólar à vista caiu 0,60%, a R$ 5,0795 na venda, mínima desde 2 de julho (R$ 5,0523).

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A cotação oscilou de R$ 5,117 (+0,13%) a R$ 5,0412 (-1,35%).

No exterior, o índice do dólar caía 0,4%, para mínimas em um mês. A moeda dos EUA recuava ante 29 de uma lista de 33 pares.

Alguns indicadores técnicos sugerem espaço para mais quedas do dólar. A moeda voltou a ficar nesta quinta-feira abaixo de sua média móvel simples de 50 dias e chegou a ir além de 61,8% da retração de Fibonacci, cruzando um limiar técnico que indica devolução de 61,8% da alta entre o piso e o topo mais recentes.

Além disso, o índice de força relativa de 14 dias, uma medida de velocidade e mudanças de preços de um ativo em relação a seu histórico, ainda está em cerca de 43, a alguma distância do patamar de 30, abaixo do qual um ativo (no caso, o dólar) por vezes é considerado excessivamente fraco, o que aumentaria chances de uma correção para cima.

Segundo Felipe Steiman, gerente comercial da B&T Câmbio, a perspectiva de um dólar mais fraco é justificada pelos eventos recentes –a ausência de pressa do Fed em reduzir o suporte monetário e dados mais fracos nos EUA.

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“Os dados mais fracos de hoje complementaram a reunião do Fomc (Fed) e fizeram o dólar manter a tendência de baixa”, disse Steiman. “O mercado entendeu que o recado do Fed é de que os estímulos vão ser mantidos”, acrescentou, lembrando que a combinação entre dinheiro barato e mais juros no Brasil deve atrair capital para o país, aumentando a oferta de dólares e potencialmente derrubando a moeda.

Passado o Fed, o mercado volta as atenções para a decisão de política monetária pelo Banco Central do Brasil na próxima quarta-feira. Operadores estão divididos entre apostas de alta de 0,75% e de 1%, e recentemente alguns departamentos econômicos de bancos migraram para estimativa de 1%.

Felipe Nascimento, economista-chefe da Invest Smart, vê um intervalo de R$ 4,80 a R$ 5,45 para o dólar nos próximos meses, a depender da continuidade da política acomodatícia nos EUA, de juros mais altos por aqui, da trajetória fiscal doméstica e do clima político.

(com Reuters)

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