Ibovespa fecha em queda com balanços sob holofotes

Pauta macro também ocupou as atenções, com aceleração na criação de vagas de trabalho no país
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Apesar do clima favorável no exterior, o Ibovespa fechou em queda hoje (29), abaixo dos 126 mil pontos, em sessão dominada pela temporada de resultados de empresas, entre elas Vale, GPA, Multiplan e Ambev.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,48%, a 125.675,33 pontos, após subir mais de 1% na véspera. O volume financeiro no pregão somou R$ 27,8 bilhões.

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Números abaixo do esperado de algumas companhias, mesmo com desempenho forte, e resultados fracos ou margens pressionadas no caso de outras acabaram prevalecendo sobre sinais positivos de algumas para a segunda metade do ano.

Para o diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, o comportamento do Ibovespa nesta sessão refletiu a recepção de investidores ao balanços, que acabou ofuscando o cenário mais positivo no mercado externo.

Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,42%, apoiado em robustos balanços e previsões de empresas do país, enquanto dados mostraram que a economia dos Estados Unidos está acima do nível pré-pandemia.

No Brasil, a pauta macro também ocupou as atenções, com aceleração na criação de vagas formais de trabalho em junho, mas déficit primário acima do esperado para o governo central.

Destaques

  • GPA ON desabou 7,40%, após quase zerar o lucro no segundo trimestre, citando efeitos de restrições ao funcionamento de lojas com o repique da Covid-19. O grupo considerou o período “atípico” e espera uma recuperação gradual ao longo do terceiro trimestre.
  • WEG ON fechou em baixa de 2,88%, em sessão de ajustes, após disparar mais de 8% na véspera na esteira do resultado do segundo trimestre.
  • GOL PN cedeu 2,28% após resultado do segundo trimestre prejuízo líquido recorrente de R$ 1,2 bilhão e ajuste em previsões para a segunda metade do ano. A aérea agora espera alta de cerca de 85% na receita ante o segundo semestre de 2020, versus previsão anterior de 100%.

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  • VALE ON recuou 1,47%, apesar do lucro de US$ 7,6 bilhões no segundo trimestre, com forte alta do preço do minério de ferro em meio a uma demanda firme da China. O número ficou um pouco abaixo do esperado. A mineradora disse que elevará produção de minério no segundo semestre
  • AMBEV ON perdeu 1,15%, mesmo após salto no lucro com volumes consolidados recordes para um segundo trimestre e crédito fiscal, com o foco voltando-se para o declínio em margens.
  • MULTIPLAN ON avançou 5,36%, em movimento acompanhado por outras empresas de shopping centers, após divulgar na noite da véspera alta de 32% do lucro no segundo trimestre, beneficiando-se da retomada gradual das atividades de lojistas.
  • CSN ON subiu 5,62%, revertendo as perdas dos últimos dois pregões, com a rival USIMINAS PNA também entre os destaques positivos, com alta de 3,22%. Usiminas reporta balanço na sexta-feira, antes da abertura do mercado. CSN divulgou na terça-feira. GERDAU PN valorizou-se 2,18%.

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  • PETROBRAS PN fechou com acréscimo de 0,36%, favorecida pela elevação dos preços do petróleo no mercado externo. Na véspera, a Compass, empresa de gás e energia do grupo Cosan, fechou a aquisição da fatia da Petrobras na Gaspetro.
  • BR DISTRIBUIDORA ON avançou 1,8%. A empresa anunciou programa de recompra de ações e reeleição de diretores da distribuidora de combustíveis.
  • MOVIDA ON disparou 8,55%, renovando máximas históricas, no melhor desempenho do Small Caps, após reportar receita líquida e Ebitda recordes no segundo trimestre, com expansão de margens. Também citou indicadores apontando para uma forte alta temporada no terceiro trimestre.
  • BRISANET ON subiu 0,07%, a R$ 13,93, após a provedora de serviços de internet precificar IPO a R$ 13,92 por papel, no piso da faixa estimada, que ia até R$ 17,26 cada. Na mínima da sessão, caiu a R$ 12,56. Na máxima, chegou a R$ 14,11.

(com Reuters)

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