Bolsa brasileira ainda sob o estresse de Brasília

Negócios no país devem seguir descolados do exterior diante de ruído causado pela votação do PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados
Foto Luciene avatar v1

As bolsas asiáticas fecharam em queda, mas os índices de ações europeus seguem no positivo nesta sexta-feira (5). Antes da abertura do mercado à vista, os índices futuros nos Estados Unidos estão no positivo.

Aqui no Brasil, a bolsa deve seguir descolada do exterior diante da turbulência política após a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados em 1º turno e a contestação do PDT sobre o resultado junto ao Supremo Tribunal Federal. O argumento foi a quebra de regras da casa para se conseguir quórum para a aprovação, como o voto à distância.

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Nesta manhã, o mercado também acorda com a denúncia de capa do Estadão de um pagamento de R$ 1,2 bilhão para parlamentares com verba do orçamento secreto do governo antes da votação. De acordo com a reportagem, houve deputado recebendo até R$ 15 milhões pelo voto favorável à PEC que ampliou o teto de gastos o governo para 2022 em R$ 91,6 bilhões.

Na agenda de hoje, dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos devem nortear os negócios junto com os balanços corporativos.

Por aqui, Bradesco (BBDC4) reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no terceiro trimestre com alta de 34,5% em comparação com o mesmo período de 2020.

Engie (EGIE3) anunciou lucro líquido de R$ 639 milhões de julho a setembro com avanço de 30,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Burger King (BKBR3) reduziu prejuízo para R$ 37,9 milhões no terceiro trimestre de 2021. Um ano antes, a rede de lanchonetes havia reportado prejuízo de R$ 105,9 milhões. A queda nas perdas foi de 64,2%.

Embraer (EMBR3) reduziu prejuízo líquido ajustado para R$ 179,7 milhões no terceiro trimestre. Há um ano, as perdas tinham sido de R$ 797,5 milhões. A redução foi de 77,4%.

A Petrobras (PETR3, PETR4) anunciou a volta ao IBGC, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. A estatal foi membro de 2002 a 2015, mas saiu após os casos de corrupção revelados pela Operação Lava-Jato. Após medidas internas de combate às irregularidades e de boas práticas de governança, a estatal anuncia o retorno ao instituto.

Luciene Miranda é repórter especial na Elas Que Lucrem

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