Open insurance: entenda o que é e quais benefícios o sistema traz para a vida dos brasileiros

Iniciativa pretende ampliar e personalizar a oferta de serviços e produtos do setor de seguros
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Especialista acredita que sistema contribuirá para a chamada “cidadania financeira” (Foto: Elas que lucrem)

Ligado ao open finance, conceito de compartilhamento de informações financeiras dos consumidores pelas mais diversas instituições financeiras, o open insurance é parte da tendência de integração de dados dos clientes em uma só plataforma. Como resultado, entidades dos mais distintos segmentos podem oferecer produtos cada vez mais adequados aos perfis dos consumidores.

Diferentemente do open banking, que restringe-se às informações bancárias, o open finance engloba os setores de seguros, investimentos, câmbio e previdência. Nessa esfera, surgiu o open insurance, focado em dados dos mercados de seguros, previdência e capitalização. 

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Assim como nos outros sistemas que compõem a economia digitalizada, essas informações também ficam reunidas em uma plataforma integrada, disponível para consulta das empresas interessadas. Os dados, no entanto, só passam a fazer parte da plataforma se os clientes autorizarem previamente. 

Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o open insurance trará “produtos cada vez mais customizados, eficientes e adequados ao consumidor, com potencial para alavancar o desenvolvimento do setor”.

A economista Cristiane Mancini afirma que a transição da economia para o ambiente digital é um processo natural e que a transparência oferecida pelo open insurance era necessária. “O mercado de seguros é um mercado bastante incompreendido pela maior parte dos brasileiros – a maioria dos produtos é desconhecida e alguns deles sequer dão certo no país. Dessa forma, o objetivo do open insurance é a modernização, simplificação, maior acesso à informação e concordância à Lei Geral de Proteção de Dados”, ressalta. 

Para ela, o mercado terá uma série de ganhos com a regulamentação. A especialista elenca alguns deles, como o estímulo à concorrência, entrada de médias e pequenas empresas no mercado, promoção da inovação, utilização de padrões avançados de tecnologia, soluções via aplicativos e possibilidade de customização.

Além disso, Cristiane destaca que a novidade promoverá o empoderamento dos consumidores, já que eles terão a oportunidade de decidir se desejam ou não compartilhar seus dados, o que significa mais segurança e privacidade. Outra vantagem para os clientes, na visão da economista, é a experiência digital facilitada. “O cliente terá a integração com o open banking e, assim, poderá utilizar as mesmas informações, facilitando e agilizando alguns processos.”

Por fim, ela explica que o principal objetivo do sistema é incluir novos consumidores nesse ecossistema, em um movimento conhecido como cidadania financeira, a partir do momento em que os produtos se adequarem melhor às necessidades dos consumidores e tiverem preços mais acessíveis. “A proposta é que seja uma jornada mais simples, mais transparente e, inclusive, com informações de falhas de sistemas”, diz. 

Implantação 

No Brasil, o sistema de implantação terá três fases, a primeira dela  iniciada no último dia 15 de dezembro. Nesta primeira etapa, ainda não há o compartilhamento de dados dos clientes, apenas informações sobre os produtos e canais de atendimento. A segunda, que tem previsão para setembro de 2022, inclui a entrada de dados pessoais, cadastro de clientes, cruzamento de consumidores e produtos e registro de dispositivos eletrônicos. Já a terceira fase, programada para dezembro, será para a efetivação dos serviços. 

Cristiane ressalta que, apesar de prometer uma maior democratização do acesso a produtos de seguros e previdência e incentivar a digitalização do setor, a iniciativa pode demorar a atingir esses objetivos. Para ela, uma vez que o país apresenta diferentes realidades quando se trata de inclusão digital e conectividade com a internet, torna-se complexo prever quando o open insurance chegará a toda a população. 

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