Salário mínimo ideal deveria ser de R$ 5.997,14

Estimativa do Dieese inclui as necessidades de alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência para uma família de quatro pessoas
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O cálculo do Dieese leva em conta o preço da cesta básica mais cara do país, que em janeiro foi em São Paulo, ao custo de R$ 713,86 (Foto: Pexels)

Nesta manhã (7), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou o aumento do valor da cesta básica em 16 capitais brasileiras. Com a alta, a entidade também atualizou sua estimativa do salário mínimo ideal: de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, o mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador com uma família de quatro pessoas – com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência – deveria ser de R$ 5.997,14.

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O cálculo do Dieese leva em conta o preço da cesta básica mais cara do país, que em janeiro foi em São Paulo, ao custo de R$ 713,86. O valor corresponde a 4,95 vezes o piso nacional de R$ 1.212. Em dezembro, quando o piso nacional do salário mínimo ainda estava em R$ 1.100, o Dieese calculou que o mínimo ideal deveria ter sido de R$ 5.800,98.

Também fez parte do levantamento o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica. Em janeiro de 2022, a jornada foi 112 horas e 20 minutos. No mês anterior, o tempo necessário era de 119 horas e 53 minutos. Café, açúcar e óleo de soja foram os maiores destaques em termos de aumento de preço durante o mês de janeiro.

O valor do café subiu em todas as capitais analisadas, enquanto o açúcar e o óleo protagonizaram aumento em 15 delas. A surpresa ficou por conta da redução do preço do arroz e do feijão – o primeiro recuou em 16 das capitais pesquisadas, enquanto o custo do segundo ficou mais barato em 12 capitais.

Embora São Paulo tenha a cesta mais cara – seguido de Florianópolis (R$ 695,59), Rio de Janeiro (R$ 692,83), Vitória (R$ 677,54) e Porto Alegre (R$ 673) -, capitais como Brasília (6,36%), Aracaju (6,23%), João Pessoa (5,45%), Fortaleza (4,89%) e Goiânia (4,63%) tiveram as altas mais expressivas na variação mensal.

Entre as cidades do Norte e Nordeste, que têm uma composição de cesta diferente, o custo mais barato foi observado em Aracaju, cujo valor ficou em R$ 507,82; João Pessoa, R$ 538,65; e Salvador, R$ 540,01.

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