Aplicativo expõe gap salarial entre homens e mulheres que atuam em empresas do Reino Unido

Gender Pay Gap está retuitando mensagens de companhias que postaram homenagens às colaboradoras, mas pagam menos a elas
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Mart Production/Pexels
Aplicativo foi desenvolvido para revelar as diferenças de remuneração entre homens e mulheres no Reino Unido (Foto: Mart Production/Pexels)

Com o intuito de reivindicar salários igualitários, o aplicativo Gender Pay Gap foi desenvolvido para revelar as diferenças de remuneração entre homens e mulheres nas diversas empresas do Reino Unido ou com sede na região. No Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (8), a conta do Twitter da ferramenta avisava: “Empregadores: se vocês tuitarem sobre a data, vamos retuitar com a diferença salarial entre homens e mulheres na sua empresa”. 

E, como promessa é dívida, desde então a rede social do aplicativo vem expondo companhias que publicaram mensagens em homenagem às mulheres mas que não oferecem a mesma remuneração para ambos os gêneros.

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Para entender melhor o cenário na região – que compreende Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte -, a Elas Que Lucrem entrou no aplicativo e consultou a posição de nove importantes companhias fundadas originalmente lá: Unilever, Diageo, GlaxoSmithKline, Universidade de Cambridge, BP, Barclays, HSBC, British Airways e o time de futebol Manchester City. 

Na maioria dos casos, as mulheres recebem, em média, menos do que os homens. As exceções ficam por conta da Unilever e da Diageo, onde o salário médio por hora das mulheres é 6,9% e 5,2%, respectivamente, maior do que o dos homens.

Em alguns casos, a diferença salarial é exorbitante. No Manchester City Football Club, por exemplo, o salário médio por hora recebido pelas mulheres é 86,6% menor do que o dos homens. Já na companhia aérea British Airways, o índice não é tão alto, mas salta aos olhos: elas ganham 53,6% menos, em média, por hora trabalhada do que eles.

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Por outro lado, em cinco das nove empresas levantadas – Diageo, Universidade de Cambridge, Barclays, British Airways e Manchester City – a porcentagem de mulheres que receberam bônus é maior do que a de homens. Apenas na farmacêutica GlaxoSmithKlin essa porcentagem é igual: 100% das mulheres e dos homens receberam a renda extra.

Veja, na tabela a seguir, os dados compilados pelo Gender Pay Gap:

* A média considera os salários somados divididos pelo total de colaboradores (tanto no caso dos homens, quanto das mulheres)

** Porcentagens negativas indicam que o salário médio por hora das mulheres é maior que o dos homens

Os dados mais recentes compilados pelo Gender Pay Gap – e representados na tabela – são de 2020/2021.

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