Dólar salta 1,3% e vai a R$ 5,12 com exterior negativo e risco fiscal doméstico

A moeda norte-americana teve a maior alta diária desde 24 de fevereiro, quando subiu 2,03%
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Uma “tempestade perfeita” empurrou o dólar para cima hoje (14), com a moeda norte-americana saltando mais de 1% e chegando a superar R$ 5,14 na máxima, conforme operadores correram para a segurança do ativo em meio a um exterior arisco e a renovados riscos fiscais no Brasil.

O dólar à vista fechou em alta de 1,31%, a R$ 5,1201 na venda. Na máxima, saltou 1,72%, para R$ 5,141, depois de na mínima cair 0,31%, para R$ 5,0381.

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O dólar teve a maior alta diária desde 24 de fevereiro, quando subiu 2,03%.

Depois de por vários dias brilhar no topo dos melhores desempenhos globais, o real neste começo de semana ocupou a lanterna entre 33 pares do dólar na sessão.

O dólar no Brasil já vinha em fortalecimento desde o meio da tarde, com investidores pausando vendas depois das quedas recentes. A piora de sinal no exterior – à medida que títulos de renda fixa despencavam com temor de um banco central norte-americano mais duro ao provavelmente subir os juros nesta semana – deu mais fôlego aos comprados.

A queda das commodities – cuja alta vinha ajudando a blindar os ativos brasileiros da turbulência externa – e percepção de maior risco na China com o tombo de ações no país e novos lockdowns por causa da escalada de casos de Covid-19 se somaram à lista de fatores negativos.

O humor azedou de vez depois de notícias de que o Ministério da Economia estuda possível elevação dos valores pagos pelo Auxílio Brasil em caso de persistência do impacto da guerra na Ucrânia sobre a economia, medida que na visão de agentes de mercado comprometeria as contas públicas.

O mercado de juros, um dos mais sensíveis às perspectivas para a política fiscal, estressou a dois dias de uma decisão do Copom que já era alvo de intenso debate no mercado sobre a sinalização a ser dada. “Os DIs médios e longos explodiram e subiram mais de 30 pontos-base. O mercado já precifica Selic de final de ciclo a 14%”, disse Roberto Motta, responsável pela mesa de futuros da Genial Investimentos.

Dados compilados por uma agência dos EUA mostraram que o real perdeu o posto de moeda preferida entre especuladores, que agora concentram apostas no peso mexicano. A moeda brasileira chegou ao fim da tarde em queda de 0,8% frente à mexicana.

(Com Reuters)

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