Cenoura x mandioca: alimentos disputam lugar no ranking dos maiores aumentos do último ano

Preços disparam com as chuvas fortes; saiba como substituí-los
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preço da cenoura

Se você é um usuário ativo das redes sociais, provavelmente deve ter visto, nas últimas semanas, memes sobre o preço da cenoura ou da mandioca. Agora, se você faz compras na feira e no supermercado, provavelmente levou um susto com o valor desses dois produtos bastante comuns na alimentação do brasileiro.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o alimento que mais sofreu com a inflação em fevereiro de 2022 foi a cenoura, que ficou 55,41% no mês. Já a mandioca disparou 46,23% em um intervalo de 12 meses. 

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Atualmente, é possível encontrar lugares vendendo a cenoura por valores que já se aproximam dos R$ 15 o quilo. Já o preço da mandioca está chegando aos maiores patamares registrados no Brasil. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que, entre os dias 7 e 11 de março, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 750,58, o que equivale a cerca de R$ 1,31 por grama de amido, marcando o recorde da série histórica da entidade.

Por que o preço da cenoura e da mandioca subiram?

Segundo especialistas, o principal fator responsável por essa forte inflação dos alimentos são as condições climáticas adversas pelas quais o Brasil vem passando desde 2021.

No caso do aumento do preço da cenoura, as chuvas intensas entre janeiro e fevereiro atingiram os principais estados produtores do legume: Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Além das fortes chuvas dificultarem as colheitas, houve uma quantidade muito grande de produtos descartados porque a umidade excessiva do solo estragou os alimentos.

Com as mandiocas, que possuem um tempo de cultivo um pouco maior, outros fenômenos climáticos também contribuíram para a valorização. Os períodos de secas e geadas nas regiões produtoras levaram a uma queda de 3,7% na produtividade da safra 2021/2022, mostrou o IBGE.

Como substituir esses alimentos?

A nutricionista Raquel Domingues, que é pós-graduanda em obesidade e síndrome metabólica, explica que, embora tanto a cenoura quanto a mandioca sejam tubérculos (ou seja, provenientes das raízes), cada um tem um papel nutricional. Enquanto a cenoura é classificada como legume, a mandioca é considerada fonte de carboidrato pela sua grande concentração de amido.

Sendo assim, para substituir estes alimentos, é necessário estar atento às propriedades nutricionais dos potenciais sucessores. Raquel comenta que beterraba, rabanete e inhame são boas opções na hora de substituir a cenoura no dia a dia. Já para fazer a troca da mandioca, a mandioquinha e os diversos tipos de batatas funcionam bem.

“Uma boa dica também é o chuchu, que utilizado em algumas receitas passa despercebido. Mas todos os alimentos mencionados anteriormente são ricos em vitaminas, principalmente do complexo B e sais minerais como, por exemplo, potássio e fósforo”, explica a nutricionista.

Alimentos que ficaram mais caros em um ano

AlimentoVariação do preço em 12 meses
Cenoura83,42%
Café moído61,19%
Mamão57,24%
Melancia50,11%
Mandioca46,23%
Açúcar refinado43,77%
Pepino39,09%
Repolho37,76%
Pimentão36,33%
Açúcar cristal36,30%
Abobrinha34,45%
Fubá de milho31,76%
Açúcar demerara31,41%
Tomate31,33%
Alface30,62%
Fonte: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Sobre os alimentos que mais impactaram o bolso do consumidor no último ano, Rachel comenta que a maioria deles é essencial na alimentação, principalmente as frutas, verduras e legumes, pois são fontes de fibras, vitaminas e minerais e contribuem para a prevenção de diversas doenças, além de controlarem a fome por prolongarem a sensação de saciedade.

Dessa forma, a nutricionista afirma que um bom conselho é optar por alimentos que fazem parte da safra da atual estação do ano, o outono. Entre as opções, ela destaca: abóbora, berinjela, chuchu, milho, quiabo, jiló, tomate, inhame, rúcula, agrião, escarola, acelga, abacaxi, pêra, kiwi, uva e limão.

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