Selo ESG|EQL

Environmental, Social and Governance – O termo em inglês ESG é abreviação para meio ambiente, sociabilidade e governança. Em português a sigla é representada por ESG. Essas três letras praticamente substituíram a palavra sustentabilidade no universo corporativo.

Cada letra indica um dos pilares do ESG e a direção de como deve ser
a conduta que a empresa deve seguir de boas práticas.

“E” do ESG (Ambiental)

Inclui as práticas da empresa em relação a conservação do meio ambiente e sua atuação sobre temas como: aquecimento global, emissão de carbono, poluição da água e do ar, proteção de biodiversidade, desmatamento, gestão de resíduos e eficiência energética.

“S” do ESG (Social)

Referente a relação da empresa com as pessoas que fazem parte do seu universo. Envolve preocupações com questões como: oportunidades que gerem diversidade e inclusão na equipe, inclusão, relacionamento com a comunidade e fornecedores, apoio a resolução de conflitos, respeito aos direitos humanos e as leis trabalhistas.

“G” do ESG (Governança)

Referente às medidas relacionadas à administração da empresa. Envolve a criação de código de conduta, composição dos conselhos, estrutura do comitê de auditoria, canal de manifestações e denúncias.

O termo surgiu de uma provocação do então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a 50 CEOs de grandes instituições financeiras, sobre como integrar fatores sociais, ambientais e de governança no mercado de capitais. Políticas de ESG não são apenas uma evolução da sustentabilidade empresarial, mas sim, da sustentabilidade como um todo, segundo Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global. Na era da hipertransparência e hiperconectividade, é preciso ficar atento às demandas da sociedade e adotar as melhores práticas de sustentabilidade, já que propósito e lucro são indissociáveis. Atuar de acordo com boas práticas de ESG indica solidez da empresa, custos mais baixos, melhor reputação, distribuição de riquezas e maior resiliência em meio às incertezas, além de criar valor para todas as partes interessadas como colaboradores, fornecedores e sociedade em geral.

 

A empresa que desenvolve ações baseadas nas boas práticas de ESG pode enfatizar mais um pilar que outro, pois cada ação da instituição vai depender de um contexto e das particularidades da empresa. No caso da EQL, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU em 2015 (ODS), os fatores prioritários para o trabalho que desenvolvemos diariamente e que são referências para as ações junto a parceiros e clientes são: educação de qualidade, igualdade de gênero, trabalho decente, crescimento econômico e redução das desigualdades.

A ONU sugere que o empresário reflita sobre duas perguntas:

  1. Minha empresa está em conformidade com os Dez Princípios do Pacto Global?
  2. Minha empresa tem projetos que contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU?

O primeiro passo é elaborar um diagnóstico para entender quais são os impactos negativos e positivos das atividades empresa nas áreas ambientais, sociais e de governança que afetam a comunidade inserida .

O segundo passo é fazer o possível para minimizar os efeitos negativos e potencializar os positivos, assim como promover ações para mitigar os prejuízos já provocados desde o início das atividades da empresa.

O terceiro passo é levantar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – um caminho a seguir para adequar atividades de acordo com as boas práticas ESG. As políticas de engajamento e comprometimento empresarial
trazem de forma clara os desafios sociais, ambientais e de governança que afetam todos os países do mundo e como enfrentá-los. Segundo a ANBIMA Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), em seu GUIA ASG (2020): “é possível integrar questões ESG sem gerar custos, basta começar com temas simples, informações públicas e de fácil acesso. As estratégias de investimento utilizadas mostram que ainda não existe um padrão; as informações listadas servem como uma direção, mas cabe ao gestor/investidor adequá-las à sua necessidade. Quando as questões ESG se tornarem naturais no processo de decisão, pode-se aumentar, gradativamente, a complexidade das análises e estratégias”.

Depois de implementar as boas práticas de ESG na empresa, o próximo passo é receber o selo ESG o que trará credibilidade e confiança do mercado.

O Selo EQL foi criado com base nos sete Princípios de Empoderamento das Mulheres, apresentados pela ONU Mulheres e o Pacto Global da ONU, que tem como lema central “Ninguém deixado para trás”. A carta de adesão voluntária será concedida às instituições públicas e privadas, que realizam e principalmente que se comprometem com ações efetivas em favor do desenvolvimento humano e financeiro de seus colaboradores e parceiros. A empresa certificada poderá apresentar aos seus clientes e colaboradores o seu protagonismo e empenho em ações de boas práticas como educação e formação para o desenvolvimento pessoal e profissional das mulheres, igualdade de oportunidades e apoio ao empreendedorismo de mulheres. Demonstrando para a sociedade na qual está inserido seu comprometimento com o desenvolvimento inclusivo, tendo as mulheres as beneficiárias e parceiras no desenvolvimento da empresa e da economia do país.

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