2021: o ano das brasileiras no esporte

Para celebrar o Dia do Atleta, relembramos as principais conquistas das nossas atletas ao longo dos últimos 12 meses
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2021: o ano das brasileiras no esporte
(Foto: Arte/EQL)

Há quem duvide do poder de uma torcida, mas se tem uma coisa que une o brasileiro é o esporte. E não estamos falando apenas de estádios lotados, mas sim de uma torcida, muitas vezes solitária, em frente à televisão ou à tela do celular, em alguma ou várias madrugadas de agosto, enquanto lá no Japão fazia sol. Quem diria que em 2021 nos tornaríamos especialistas em skate, torcedores fanáticos de maratona aquática, comentaristas de surfe, boxe e até vela. E tudo isso para apoiar as mulheres, que por muitos anos foram proibidas de atuar no futebol, nas Olimpíadas e no esporte em geral. 

E 2021 foi o ano das atletas brasileiras. Foram tantas conquistas que é até difícil colocar em um texto só. Foi um ano de recordes nos mares, nas pistas de skate, nos campos de futebol. Este ano foi generoso com as mulheres no esporte, e elas foram generosas com o público, nos oferecendo medalhas, troféus, campeonatos, lágrimas, sorrisos e até “Bailes de Favela”. Na Olimpíada deste ano, o Brasil desembarcou em Tóquio com a maior delegação feminina de sua história. Não à toa, chegou em terras tropicais com o recorde de medalhas olímpicas no pescoço. 

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Foi ano de Olimpíada e Paralimpíada. Ano de conquistas inéditas e até de esportes inéditos. Ano de descobertas, de mulheres no topo do pódio. Por isso, hoje (21), no Dia do Atleta, relembramos e celebramos as conquistas femininas no esporte ao longo dos últimos 12 meses. Mais do que uma retrospectiva, considere estas linhas como uma espécie de inspiração para que, em 2022, possamos celebrar novas conquistas.

Veja, a seguir, as atletas que brilharam em 2021 e seus principais feitos:

Rebeca Andrade

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Rebeca Andrade com sua medalha de prata olímpica (Foto: Ricardo Bufolin/COB)

A ginasta levou o Baile do Helipa (realizado na favela de Heliópolis, em São Paulo) para Tóquio e fez história ao se tornar a primeira brasileira campeã olímpica de ginástica e a primeira atleta do Brasil a ganhar duas medalhas numa mesma edição da Olimpíada. Rebeca Andrade se tornou uma gigante em 2021. Com um salto dourado, a ginasta fez o hino nacional brasileiro tocar na capital japonesa, e com o domínio de todos os aparelhos da ginástica artística colocou a medalha de prata no pescoço. Mas não foi apenas nos Jogos Olímpicos que Rebeca brilhou neste ano. No Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, a jovem de apenas 22 anos ficou com o ouro na categoria individual geral e por equipes. Na Copa do Mundo disputada em Doha, capital do Catar, foi a melhor nas barras e levou o bronze na trave. No Campeonato Brasileiro repetiu o resultado do Pan-Americano e no Campeonato Mundial levou ouro no salto, prata nas barras e ficou na sexta posição na trave. 

Rayssa Leal

2021: o ano das brasileiras no esporte
Rayssa Leal e sua prata olímpica (Foto: Wander Roberto/COB)

A medalhista mais jovem da história olímpica do Brasil foi também uma das atletas mais comentadas no Twitter, subiu ao pódio nos Jogos Olímpicos e levou muitos troféus mundiais para casa. Aos 13 anos, Rayssa conquistou e encantou. Em 2021, a skatista maranhense colocou na sua estante uma medalha de prata e quatro troféus. Em Tóquio, a “Fadinha”, como é conhecida, ficou com o segundo lugar da competição, mas se tornou uma das primeiras medalhistas da modalidade estreante nas Olimpíadas. No Circuito Mundial de skate, conhecido como Street League Skateboarding (SLS), Rayssa venceu as duas etapas de Salt Lake City e Lake Havasu e ficou com o segundo lugar mais alto do pódio no Super Crown, última etapa da liga que coroa os campeões mundiais do skate street. Já no STU Open, que este ano foi no Rio de Janeiro, Rayssa foi campeã mais uma vez. 

Pâmela Rosa

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Pâmela Rosa com troféu do SLS (Foto: Divulgação/SLS)

Ela bateu na trave do pódio nas duas etapas do SLS. Em Salt Lake City e em Lake Havasu, a paulista Pâmela Rosa ficou em quarto lugar. Mas na etapa de Jacksonville, a skatista defendeu sua coroa de campeã de 2019 e venceu o Super Crown, ficando com o bicampeonato da principal liga de skate street do mundo. Pâmela, apesar de ter ficado fora do pódio olímpico, foi medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos Júnior disputados em Cali, na Colômbia, também este ano.

Ana Marcela Cunha

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Ana Marcela Cunha competindo maratona aquática (Foto: Jonne Roriz/COB)

Sete vezes melhor do mundo. A baiana Ana Marcela Cunha foi a dona de tudo em 2021: conquistou das águas de Tóquio aos mares israelenses. Na Olimpíada, ficou com o ouro após uma apresentação amarga nos Jogos do Rio. No Circuito Mundial, dividiu o lugar mais alto do pódio com a francesa Océane Cassignol. A brasileira venceu duas das três etapas das quais participou no mundial, enquanto a atleta da França nadou em todas as quatro, disputadas no Catar, Montenegro, Israel e Emirados Árabes. Ainda assim, a baiana pontuou o suficiente para ser consagrada, ao lado de Océane, a melhor maratonista aquática do mundo. Não é à toa que Ana Marcela Cunha receberá, pela sétima vez em sua carreira, a honraria promovida pela Federação Internacional de Natação.

Martine Grael e Kahena Kunze

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Martine Grael e Kahena Kunze com ouro olímpico (Foto: Jonne Roriz/COB)

Elas formam uma dupla e tanto. As velejadoras brasileiras conquistaram o bicampeonato olímpico em Tóquio neste ano na modalidade 49er FX, entrando para um seleto grupo de bicampeões em Jogos Olímpicos. As duas são as 14ª e 15ª atletas a conquistarem o feito. Mas, além de entrar para o clubinho dos “bi”, a dupla conquistou, em novembro de 2021, a medalha de bronze no Mundial 49erFX, disputado em Mussanah, em Omã, no Oriente Médio.

Maria Carolina Gomes Santiago

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Maria Carolina Santiago nas águas de Tóquio (Foto: Divulgação/CPB)

A nadadora paralímpica colecionou medalhas em 2021. Nos Jogos Paralímpicos de Verão, disputados em Tóquio no final de agosto, Maria Carolina Gomes Santiago levou para casa três ouros, uma prata e um bronze. A paratleta, que nasceu com Morning Glory, síndrome que atinge o sistema nervoso e deixa a visão com apenas 30% de capacidade, disputou os 50 metros livre na categoria S13, os 100 metros livre na classe S12, os 100 metros peito na categoria SB12 e os 4x100m 49 pts misto, representando a classe S12. 

Stephanie Balduccini

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Nadadora Stephanie Balduccini (Foto: Jonne Roriz/COB)

A maior medalhista dos Jogos Pan-Americanos Júnior é brasileira. A nadadora paulistana Stephanie Balduccini foi à Cali com poucas expectativas de medalhas e voltou com sete ouros no peito. Aos 17 anos, a atleta venceu as provas de 50 metros e 100 metros livre,  4x100m e 4x200m livre feminino, 4x100m medley feminino, 4x100m livre misto e 4x100m medley misto.

Tatiana Weston-Webb

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Tatiana Weston-Webb disputado o WSL Finals em 2021 (Foto: Reprodução/WSL)

Também nas águas, a surfista Tatiana Weston-Webb conquistou o vice-campeonato do Circuito Mundial de Surfe, disputado na praia de Lower Trestles, em San Clemente, Califórnia, Estados Unidos. A porto-alegrense igualou o feito da cearense Silvana Lima, que foi vice-campeã mundial em 2008 e 2009. Esses são os três melhores resultados brasileiros no surfe feminino.

Luisa Stefani e Laura Pigossi

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Luisa Stefani e Laura Pigossi durante partida nas Olimpíadas (Foto: Reprodução/Twitter)

Foi uma vaga “surpresa” para a Olimpíada que mudou a trajetória das atletas e do tênis brasileiro. Menos de uma semana antes do início dos Jogos de Tóquio, Luisa Stefani e Laura Pigossi nem sonhavam em disputar uma medalha olímpica. Após uma realocação feita pela federação internacional da modalidade, a dupla foi escolhida na chave feminina para disputar o tênis em duplas pelo Brasil. As duas haviam jogado poucas partidas juntas, o que não foi um impedimento para fazerem história: Luisa e Laura conquistaram a medalha de bronze olímpica no tênis e se tornaram as primeiras tenistas brasileiras a subirem ao pódio dos Jogos Olímpicos. 

Além disso, as duas colecionaram conquistas individuais ao longo do ano. Mesmo lesionada, Luisa se tornou, em 2021, a primeira mulher brasileira, na Era Aberta, a entrar no Top 10 do ranking da WTA (Women’s Tennis Association). Já Laura começou o ano na 395ª posição do mundo em simples e agora ocupa o número 193 do ranking mundial. 

Mayra Aguiar

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Mayra Aguiar após conquistar bronze olímpico (Foto: Lara Monsores/CBJ)

Se tem judô, Mayra Aguiar está lá. Desde a Olimpíada de 2012, em Londres, a judoca porto-alegrense não dispensa um pódio. Em Tóquio, no maior templo do judô mundial, não foi diferente. Repetindo o resultado das duas últimas edições da competição, Mayra ficou com o bronze no judô na modalidade meio-pesado ao vencer a sul-coreana Yoon Hyun-ji.

Beatriz Ferreira

2021: o ano das brasileiras no esporte
Beatriz Ferreira no pódio olímpico após conquistar medalha de prata (Foto: Jonne Roriz/COB)

Nascida em Salvador, capital da Bahia, Beatriz Ferreira é filha do boxeador bicampeão brasileiro e tricampeão baiano nos pesos galo e supergalo Raimundo Oliveira Ferreira, conhecido como Sergipe. Seguindo os passos do pai, a boxeadora de 29 anos colocou no pescoço a medalha de prata na categoria peso leve nos Jogos Olímpicos de Tóquio. 

Mariana D’Andrea

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Mariana D’Andrea com ouro olímpico (Foto: Divulgação/CPB)

A paulista natural de Itu, no interior do estado, conquistou a primeira medalha brasileira de ouro no halterofilismo na história dos Jogos Paralímpicos. Aos 23 anos, a paratleta também foi ouro na etapa de Tbilisi da Copa do Mundo 2021.

Laura Amaro 

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Laura Amaro com medalha de prata (Foto: Divulgação/CBLP)

Aos 21 anos, Laura Amaro não apenas colocou a prata no peito, como foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em um Mundial de Levantamento de Peso na categoria adulto. A atleta, que foi treinada pela Marinha Brasileira, levantou 108 quilos no arranco na categoria até 76 quilos, o que garantiu sua subida ao pódio.

Amanda Schott

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Amanda Schott com a bandeira do Brasil (Foto: Divulgação/CBLP)

Na categoria de 87 quilos, o Brasil também esteve bem representado no Mundial de Levantamento de Peso realizado em Tashkent, no Uzbequistão. Amanda Schott conseguiu o pódio e a medalha de bronze para o Brasil ao levantar 106 quilos no arranco.

Elizabeth Gomes

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Elizabeth Gomes arremessando disco (Foto: Divulgação/CPB)

A paratleta mais velha da delegação brasileira em Tóquio fez história. Elizabeth Gomes bateu o próprio recorde mundial duas vezes durante a competição e superou o recorde paralímpico com – muita – folga. Com um lançamento de disco que alcançou 17,62 metros, Beth Gomes assegurou a medalha de ouro na classe F53. A paratleta tem esclerose múltipla, doença autoimune que afeta o cérebro e a medula e que reaparece em forma de surto. Em 2018, após um desses episódios, Beth foi reclassificada para a categoria F52, para atletas com deficiência mais aguda. O que quer dizer que, em 2021, competiu com atletas com deficiências mais brandas e, mesmo assim, foi ouro com direito a recorde mundial e paralímpico.

Seleção Feminina de Vôlei

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Seleção Feminina de Vôlei com a medalha de prata olímpica (Foto: Gaspar Nóbrega/COB)

Para alguns, o ano do vôlei brasileiro não foi dos melhores, principalmente na Olimpíada, mas a seleção feminina fez uma campanha encantadora. O grupo chegou a Tóquio longe do favoritismo e um tanto desacreditado, mas a força de vontade levou a seleção à final contra as norte-americanas, que ficaram com o ouro. Com a medalha de prata conquistada na capital japonesa, as brasileiras desembarcaram em Barrancabermeja, na Colômbia, para disputar o Sul-Americano, competição na qual o Brasil era o favorito. E não deu outra: o time levou pra casa a medalha de ouro e fechou o ano com o dourado pelo qual tanto lutou na Olimpíada. 

Carol Solberg e Bárbara Seixas

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Bárbara Seixas e Carol Solberg (Foto: Wander Roberto/CBV)

A dupla de vôlei de praia Carol Solberg e Bárbara Seixas conquistou em 2021 o Circuito Brasileiro. Elas venceram a etapa de Itapema e ficaram com o bronze na quinta etapa, em Cuiabá, o que somou pontos suficientes para levar o prêmio do circuito nacional. As duplas Rebecca e Talita, Thamela e Elize e Ágatha e Duda (que participaram da Olimpíada de Tóquio) também venceram etapas do campeonato.

Seleção Feminina de Futebol

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Seleção Feminina de Futebol cantando o Hino Nacional (Foto: Divulgação/CBF)

Começamos pelo evento mais dolorido do ano: a meia-campista Formiga se despediu da Seleção Brasileira. A gigante do futebol feminino, que é quase sinônimo da modalidade no Brasil – afinal fez parte da grande maioria das conquistas da Seleção -, disputou sua última partida com a camisa verde e amarela no final de novembro, em jogo válido pelo Torneio Internacional de Manaus. A Seleção Brasileira, inclusive, fechou a temporada de 2021 com o título do torneio, o primeiro da era Pia Sundhage, iniciada em agosto de 2019.

Corinthians

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Corinthians Feminino levantando a taça de tricampeão paulista (Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians)

As Brabas foram donas de tudo em 2021. Três vezes tri, o Corinthians Feminino conquistou o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, ou Brasileirão, para os mais íntimos, a Copa Libertadores da América de Futebol Feminino e o Campeonato Paulista de Futebol Feminino, todos pela terceira vez em sua história. E vale lembrar: as Brabas venceram o jogo de volta contra o São Paulo no Paulistão diante de 30.077 torcedores alvinegros, o maior público já registrado no país em uma partida de futebol feminino entre clubes.

Natalia Guitler e Rafaella Fontes

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Natalia Guitler e Rafaella Fontes no pódio (Foto: Reprodução/Instagram)

Não adianta, o Brasil é mesmo o país do futebol. Até no de mesa, a camisa verde e amarela leva a melhor. As atletas Natalia Guitler e Rafaella Fontes conquistaram, na Polônia, o título nas duplas do Campeonato Mundial de Teqball, organizado pela Federação Internacional de Teqball (FITEQ).

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