12 livros sobre empoderamento que toda mulher deve ler em 2022

Obras vão desde histórias de ficção até ensaios políticos - todos escritos e pensados para elas
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Virginia Woolf é uma das maiores escritoras da história moderna (Foto: Divulgação)

Como diz a escritora norte-americana Lisa Kleypas, “uma mulher que lê muito é uma criatura perigosa”. Talvez por isso, a literatura feminina seja associada na história a movimentos de independência e emancipação do gênero, levantando debates sob um ponto de vista pouco explorado pelas publicações tradicionais – quase sempre escritas por homens. 

É o caso das histórias das mães, ativistas, esposas, empregadas e socialites; figuras que parecem compartilhar das mesmas dores e dilemas, apesar de viverem em realidades completamente distintas. Fora da ficção, os livros também abrigam algumas das primeiras teorias que mudaram a forma como a sociedade enxergava a mulher, abrindo o caminho para conquistas e lutas que não seriam possíveis sem elas. 

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Assim, a literatura foi e ainda é um dos principais instrumentos de empoderamento feminino de todos os tempos. Para aquelas que desejam iniciar ou se aprofundar ainda mais no tema, a Elas Que Lucrem sugere 12 leituras para serem feitas ao longo do ano, veja:

“Mrs.Dalloway”, de Virginia Woolf 

(Foto: Divulgação)

Uma das escritoras mais relevantes da literatura moderna britânica, Virginia Woolf (1882 – 1941) assinou em 1925 a sua obra mais reconhecida pela crítica: “Mrs. Dalloway”. O romance narra 24 horas na vida de Clarissa Dalloway, uma socialite da época que prepara uma festa que acontecerá naquela mesma noite. Inaugurando a técnica do fluxo de consciência, a autora consegue traçar o passado, o presente e o futuro da protagonista – uma mulher de meia-idade que vive em conflito com temas típicos do universo feminino, como o casamento, a jovialidade e a própria sexualidade. O livro também aborda aspectos do feminismo e do existencialismo, além de trazer um retrato do histórico da sociedade após a Primeira Guerra Mundial. 

“A guerra não tem rosto de mulher”, de Svetlana Alexijevich

(Foto: Divulgação)

Premiada com o Nobel da literatura em 2015, Svetlana Alexijevich é uma escritora e jornalista  bielorrussa. É autora de livros-reportagem que abrangem o período da pós-Segunda Guerra Mundial, incluindo episódios como a queda da União Soviética, o desastre de Chernobyl e a Guerra do Afeganistão. Em “A guerra não tem rosto de mulher”, ela mostra a presença feminina – muitas vezes, esquecida –  em alguns desses conflitos, compilando uma série de relatos de mulheres que encararam de frente situações de morte, abuso, fome e frio. 

“Mulheres Que Correm Com Os Lobos”, de Clarissa Pinkola Estés

(Foto: Divulgação)

Publicado originalmente em 1992, quando chegou a ficar 145 semanas na lista dos mais vendidos do “The New York Times”, “Mulheres Que Correm Com Os Lobos” voltou ao topo do mercado editorial em 2020. A obra, redigida pela escritora e psicóloga norte-americana Clarissa Pinkola Estés, mostra como a domesticação da natureza instintiva feminina acabou se tornando a peça chave para a impotência da mulher moderna. Para isso, a autora analisa 19 mitos e contos de fada perpetuados na história, desde o patinho feio até Barba-Azul. 

“O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir

(Foto: Divulgação)

Uma das primeiras e mais importantes obras da história do movimento feminista, “O Segundo Sexo” é uma análise filósofica e socióloga do papel da mulher na sociedade. Escrito por Simone de Beauvoir, uma das maiores intelectuais do século 20, o livro possui grande influência existencialista, de onde, inclusive, irá sair a síntese do texto: “Não se nasce mulher, torna-se”. Com isso, a teórica francesa acaba elaborando uma revolução moral onde as mulheres buscam por sua transcendência, deixando para trás a posição de subordinação e inferiorização em relação aos homens.

“Mulheres, Mitos e Deusas”, de Martha Robles

(Foto: Divulgação)

Em “Mulheres, Mitos e Deusas”, a socióloga mexicana Martha Robles resgata a essência da feminilidade na história por meio do estudo de arquétipos construídos em torno da figura da mulher. Assim, os dilemas vividos por Cinderela, Hera, Teresa de Ávila, Afrodite, Cleópatra e até as próprias Virginia Woolf e Simone de Beauvoir acabam integrando uma análise sobre como os mitos e lendas reafirmam o machismo da cultura ocidental. 

“O lado invisível da economia”, de Katrine Marçal

(Foto: Divulgação)

A jornalista sueca Katrine Marçal se tornou uma autora best-seller ao publicar, em 2017, “O lado invisível da economia”, que no original, em inglês, possui um título bem mais provocativo: “Who cooked adam smith’s dinner?” (“Quem fazia o jantar de Adam Smith?”, em tradução livre). No geral, essa é exatamente a essência da obra – mostrar como as maiores teorias econômicas da história ignoraram as mulheres em sua formulação. Com uma série de dados e estudos, a autora tenta provar que essa exclusão continua nos dias de hoje, enquanto mostra como o feminismo é a única maneira de mudar essa realidade. 

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“Mulheres, raça e classe”, de Angela Davis

(Foto: Divulgação)

A professora e filósofa norte-americana Angela Davis é conhecida principalmente pelo seu ativismo no grupo Panteras Negras, organização urbana de cunho revolucionário criada na década de 1960. Vinte anos depois, na época de dissolução do partido, ela publicou seu primeiro livro: “Mulheres, raça e classe”. A obra contém 13 ensaios que abordam o feminismo da perspectiva marxista e racial, dando destaque para a história da população negra dos Estados Unidos – incluindo textos sobre o encarceramento de mulheres negras, o trabalho doméstico e casos de abuso. 

“Eu sou Malala”, de Christina Lamb e Malala Yousafzai

(Foto: Divulgação)

Em 2012, os noticiários de todo o mundo compartilharam quando Malala Yousafza, uma adolescente de 15 anos, sobreviveu a três tiros na cabeça enquanto voltava da escola, no Paquistão. Na época, a jovem possuía um blog onde escrevia sobre a experiência de viver sob o regime  do Talibã, além de lutar pelo direito de acesso à educação para todas as meninas do país. Após o episódio, Malala se tornou uma das mais jovens indicadas ao Nobel da Paz, ingressando também na Organização das Nações Unidas (ONU). Sua história contra o extremismo  é contada em forma de autobiografia no livro “Eu sou Malala”, escrito em parceria com a jornalista Christina Lamb. 

“Quem tem medo do feminismo negro?”, de Djamila Ribeiro

(Foto: Divulgação)

Um dos nomes mais populares no debate sobre feminismo e racismo no Brasil atual, Djamila Ribeiro é filósofa e professora na Universidade Federal de São Paulo. Em “Quem tem medo do feminismo negro?”, ela reúne ensaios autobiográficos e alguns de seus artigos publicados no portal da “Carta Capital” entre 2014 e 2017. No geral, a obra aborda aspectos da interseccionalidade que atingem as mulheres negras de todo o mundo, incluindo temas mais atuais como ataques nas redes sociais e políticas de cotas raciais. 

“O conto da aia”, de Margaret Atwood

(Foto: Divulgação)

O livro que deu origem a série homônima, “O conto da aia” é um romance distópico escrito pela escritora canadense Margaret Eleanor Atwood. Após o governo dos Estados Unidos ser substituído por uma teocracia cristã totalitarista, agora chamada de Gileade, as poucas mulheres férteis da região são recrutadas para engravidar dos líderes locais. Ao longo da obra, o leitor se depara com a história de June Osborne, uma mãe que, para reencontrar a filha, irá se juntar às outras servas em busca de liberdade. 

“Quarto de despejo”, de Carolina Maria de Jesus

(Foto: Divulgação)

Carolina Maria de Jesus é neta de escravos, filha de uma lavadeira analfabeta e uma das maiores escritoras negras do Brasil. “Quarto de Despejo”, sua obra mais famosa, é uma espécie de diário autobiográfico onde ela descreve a realidade do dia a dia nas periferias de São Paulo. A fome e as angústias dos moradores, principalmente das mulheres, transparecem no texto a medida em que a protagonista conta os dilemas da sua própria vida. Desde seu lançamento, em 1960, o livro foi traduzido para 13 idiomas e teve mais de 1 milhão de unidades vendidas. 

“A cor púrpura”, de Alice Walker

(Foto: Divulgação)

Vencedor do Prêmio Pulitzer de 1983, “A cor púrpura” é um romance redigido pela escritora e ativista norte-americana Alice Walker. O livro traz à tona a história de Celie, uma menina negra de 14 anos que é abusada sexualmente pelo próprio pai, com quem tem dois filhos. Pouco tempo depois, ela também é obrigada a se casar com um homem mais velho, passando a conviver com a discriminação racial e sexual. A obra é escrita em formato de cartas endereçadas à irmã da protagonista, Nettie, e a Deus, embora nenhuma delas nunca tenha sido enviada. 

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