Relação entre dívida e PIB cai a menor patamar em 11 meses em maio

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A dívida bruta do país recuou em maio para 84,5% do PIB, menor patamar em 11 meses, em movimento favorecido pela revisão para cima dos dados nominais do PIB e pela valorização do câmbio, mostraram dados do Banco Central hoje (30).

O recuo da dívida, que estava em 85,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril, segundo dado revisado, se deu a despeito de as contas do setor público consolidado terem voltado a registrar déficit primário no mês, de R$ 15,541 bilhões, rombo menor do que o esperado por analistas.

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Quando computadas as despesas com juros, o déficit (nominal) foi de R$ 37,439 bilhões em maio.

O efeito negativo do déficit fiscal sobre a dívida em maio foi parcialmente compensado pela valorização do câmbio no mês, de 3,2%, que contribuiu para reduzir o valor em reais da dívida do setor público indexada ao câmbio.

Mas a principal explicação para a queda da dívida como proporção do PIB foi a revisão do dado estimado para o valor nominal do PIB mensal.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, essa revisão se deu diante da projeção de maior crescimento real, após o IBGE anunciar uma alta maior do que a esperada para o PIB do primeiro trimestre do ano, mas também refletiu a alta da inflação. Isso porque o dado do PIB usado para mensurar o nível de endividamento do país é o valor nominal, ajustado pela inflação corrente da economia.

Em entrevista à imprensa, Rocha ponderou que, ainda que esses movimentos do câmbio e do PIB possam impactar a dívida por vários meses, eles não afetam a tendência de mais longo prazo da dívida, que depende de um ajuste nas contas públicas.

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“Isso não altera os objetivos ou desafios da política fiscal”, disse Rocha.

Em números absolutos, a dívida bruta atingiu R$ 6,696 trilhões em maio, ante R$ 6,665 trilhões em abril. A dívida líquida do país passou a 59,7% do PIB, de 59,8% do PIB.

Rombo abaixo das expectativas

O déficit primário de maio veio abaixo do estimado por analistas, de R$ 23,7 bilhões, segundo pesquisa da Reuters.

No mês, o governo central registrou déficit primário R$ 20,924 bilhões, enquanto os governos regionais e as empresas estatais apresentaram superávits respectivamente de R$ 5,248 bilhões e R$ 134 milhões.

“Conforme ilustrados também nos resultados de ontem (do Tesouro Nacional), a receita deve continuar a ser a âncora das contas públicas neste ano, tanto a nível federal quanto regional”, disse o economista-chefe da XP, Caio Megale.

As receitas do governo central aumentaram 93,4% em maio em termos reais sobre o mesmo mês de 2020, segundo dados divulgados na terça-feira pelo Tesouro, enquanto as despesas caíram 31,4% no mesmo período.

O déficit primário acumulado em 12 meses caiu para 5,41% do PIB em maio, ante 6,99% no mês anterior. A queda se deu com a retirada da estatística do mês de maio de 2020, quando o governo promovia despesas massivas para o enfrentamento da crise da pandemia da Covid-19.

(com Reuters)

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