Bitcoin cai após Turquia proibir pagamentos com criptomoedas

Banco central turco alegou possíveis danos "irreparáveis" e riscos nas transações para suspender operações financeiras que envolvam a moeda digital
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O bitcoin chegava a cair mais de 4% nesta sexta-feira (16), após o banco central da Turquia proibir o uso de criptomoedas e ativos criptográficos para compras. O motivo citado foram os possíveis danos “irreparáveis” e riscos nas transações.

Segundo a decisão, as criptomoedas e outros ativos digitais baseados em tecnologia de registro distribuído (DLT, na sigla em inglês) não podem ser usados, direto ou indiretamente, para pagar por bens e serviços.

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A decisão pode paralisar o mercado turco de criptomoedas, que ganhou impulso nos últimos meses com investidores que aderiram à recuperação global do bitcoin, com o intuito de se proteger contra a queda da lira turca e a inflação que atingiu 16% no mês passado.

O bitcoin caiu 4,6% após a proibição, que foi criticada pelo maior partido turco de oposição. As criptomoedas ethereum e XRP, que tendem a se mover conforme o bitcoin, caíram entre 6% e 12%.

O BC disse que os provedores de serviços de pagamento não serão capazes de desenvolver modelos de negócios que usem ativos criptográficos direta ou indiretamente na prestação de serviços de pagamento e emissão de dinheiro eletrônico.

“Seu uso em pagamentos pode causar perdas irrecuperáveis para as partes nas transações… e inclui elementos que podem minar a confiança nos métodos e instrumentos usados atualmente em pagamentos”, acrescentou o banco.

Nesta semana, a Royal Motors, que distribui carros Rolls-Royce e Lotus na Turquia, se tornou a primeira empresa no país a aceitar pagamentos em criptomoedas.

O principal líder da oposição turca, Kemal Kilicdaroglu, descreveu a lei como mais um caso de “bullying à meia-noite”, ao se referir à decisão do presidente Tayyip Erdogan no mês passado – anunciada em um decreto à meia-noite – de demitir o governador do banco central.

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A legislação entra em vigor em 30 de abril.

Ahmed Faruk Karsli, presidente da empresa turca de sistemas de pagamento Papara, disse que a proibição foi inesperada. “É muito mais fácil decidir banir do que fazer um esforço para lidar com essa tecnologia financeira”, disse à Ekoturk TV.

(com Reuters)

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