Ibovespa cai na contramão das bolsas no exterior em sessão de baixa liquidez

Principal índice da bolsa brasileira finalizou o dia com baixa de 0,24%, chegando a 105.243,72 pontos
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O principal índice da bolsa brasileira caiu hoje (22), apesar de noticiário positivo sobre a ômicron que ajudou os índices nos Estados Unidos e na Europa a avançarem.

O Ibovespa caiu 0,24%, a 105.243,72 pontos. O volume financeiro foi de R$ 18,7 bilhões, mantendo trajetória de queda na liquidez conforme se aproximam os feriados de final de ano.

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O Ibovespa abriu em baixa nesta quarta-feira, em linha com o desempenho apresentado pelos ativos de risco globais, mas se descolou logo em seguida, quando as bolsas internacionais firmaram alta e o índice local permaneceu em terreno negativo.

“Não tem nenhum grande motivo para lá fora subir e aqui não. Essa grande descolada é o que aconteceu o ano inteiro”, diz Leonardo Milane, estrategista-chefe da VLGI Investimentos. Ele menciona questões internas que afetaram o desempenho do índice em 2021 como incertezas políticas, alta de inflação e dados fracos de atividade. O Ibovespa acumula queda de cerca de 11,5% no ano, contra alta de 25% do S&P 500.

Nos últimos dias, algumas casas e bancos vem divulgando seus cenários para o Ibovespa em 2022, em meio a incertezas incluindo o cenário eleitoral. Enquanto a Genial Investimentos projeta que o índice fechará o próximo ano em 117.400 pontos, o BB Investimentos estima em 137 mil pontos e o Santander em 125 mil.

Nos EUA, os três principais índices acionários do país registram alta firme, com o S&P 500 subindo mais de 1% impulsionados por noticiário positivo sobre a ômicron, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,92%.

Os mercados internacionais se animaram após cientistas na África do Sul dizerem que o impacto de surtos de infecções pela ômicron no epicentro da variante no país tem sido menos severo do que as ondas anteriores. Além disso, a Pfizer obteve aprovação nos EUA para uso da pílula antiviral para Covid-19 em alguns casos.

Também ajudou no humor das bolsas norte-americanas a divulgação de dados macroeconômicos incluindo uma alta na confiança do consumidor em dezembro.

No noticiário interno, o Banco Central divulgou déficit em transações correntes de US$ 6,522 bilhões em novembro, pior que o déficit de 6,300 bilhões esperado por analistas em pesquisa Reuters. Já os investimentos diretos no país alcançaram 4,588 bilhões de dólares, ante expectativa de US$ 3,8 bilhões.

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Destaques

– VALE ON caiu 0,5%, após queda dos futuros do minério de ferro em Dalian, diante de preocupações com as restrições ligadas à Covid-19 na China e a proximidade da baixa temporada para a atividade de construção naquele país. CSN ON cedeu 0,3%, USIMINAS PN recuou 1,5% e GERDAU PN teve queda de 0,9%.

– HAPVIDA ON caiu 3,2%, após dizer que o índice de sinistralidade no quarto trimestre pode sofrer impacto de aumento “significativo” de atendimento a pacientes com “sintomas típicos de viroses” nas últimas semanas.

– QUALICORP ON e INTERMÉDICA ON recuaram 2,5% cada e REDE D’OR ON teve queda de 5,7%. Segundo Rafael Barros, analista de saúda da XP, efeito da ômicron e da Influenza deve pressionar os custos de empresas de saúde. “A leitura que o mercado pode estar tendo é que isso pode atrasar a recuperação dessas empresas”, com elevação de custos. Ele diz que ações de hospitais também caíram porque foram contaminadas pela queda no setor de saúde.

– GETNET UNIT subiu 23,4%, após anunciar juros sobre capital próprio de R$ 298 milhões.

– B3 ON subiu 1,1%, BRADESCO PN avançou 0,5%, ITAÚ UNIBANCO PN teve alta de 0,4% e BANCO PAN PN disparou quase 8%, em sessão positiva para o setor financeiro.

– MAGAZINE LUIZA ON caiu 4,1%, VIA ON cedeu 2,4% e AMERICANAS ON recuou 0,6%.

– PETROBRAS PN caiu 0,1% e ON cedeu 0,4%, mesmo com alta do petróleo.

– ALLIAR, que não está no Ibovespa, caiu 20,4%, após os acionistas controladores da companhia firmarem contrato para venda de até 62,4 milhões de ações à gestora MAM Asset Management, pelo valor de R$ 20,50 cada.

(Com Reuters)

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