À frente da marca Lança Perfume, Bruna e Bianca Olivo dizem que investir em moda é um ato de empoderamento

Cofundadoras de marcas do La Moda apostaram na reinvenção para transformar a relação das mulheres com as roupas
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Criadoras da Lança Perfume e My Favorite Things, irmãs Olivo comandam a área criativa do grupo (Foto: Divulgação)

Desde a sua fundação, em 1986, o grupo La Moda nunca experimentou uma fase tão boa.  Proprietário das marcas Lança Perfume, Lança Perfume Easy, My Favorite Things, Amarante e a mais recente, Jeanslosophy, a companhia finalizou 2021 com um faturamento de R$ 430 milhões. Em 2022, a meta é chegar à casa dos R$ 600 milhões, um incremento de pouco mais de 40%.

Por trás do sucesso milionário do negócio estão as irmãs Bruna e Bianca Olivo, de 32 e 27 anos, respectivamente. Participando do dia a dia do grupo ao lado do irmão e atual CEO, Hugo Olivo, elas são as responsáveis pela direção criativa das marcas Lança Perfume e My Favorite Things, respectivamente. 

No caso delas, o envolvimento com a moda veio ainda na infância. “Eu nasci dentro das caixas de tecido”, brinca a primogênita. Filhas de um recolhedor de lenha e de uma professora de português, a dupla passou a acompanhar esse mercado de perto depois que a família decidiu mudar de carreira e investir em uma marca de roupas infantis há quase 30 anos. “Como eles eram muito sonhadores, e, acima de tudo, trabalhadores, essa aposta acabou dando certo”, conta.

Em 2006, aos 16 anos, Bruna desenvolveu sua primeira coleção feminina, ao lado da mãe, consolidando o nascimento da Lança Perfume. A mudança de público, do infantil para o adulto, foi só o primeiro passo do que se transformaria em uma reinvenção constante do grupo com forte foco na qualidade – algo que, para as irmãs Olivo, é determinante para quem pensa em ascender no mercado de moda, ao lado do conhecimento. “Antigamente, você podia ser só uma criadora. Hoje, você também precisa saber de gestão, marketing e branding.” 

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Identificação com as mulheres é primordial

Além de muito trabalho – sempre conciliado com a maternidade -, Bruna e Bianca creditam o sucesso do grupo à sacada, praticamente pioneira, segundo elas, de gerar identificação entre as marcas e o público. Neste caso, as mulheres. 

“Quando a Lança Perfume nasceu, o mercado brasileiro estava muito carente de moda fashion. O que existia eram t-shirts lisas e uma alfaiataria sem graça”, descreve Bruna. “Costumamos falar que era roupa de mulher que não transa, sabe?”, brinca Bianca. “Aquela mulher que não vive, que não faz nada, que não tem algo a mais”, completa. 

Assim, a tarefa das irmãs foi apostar em roupas que despertassem desejos, vontades, anseios e até medo. Segundo elas, mesmo que a conexão não fosse com o público em geral, era primordial para a empresa que a marca tivesse emoção. A novidade deu tão certo que a primeira coleção superou as expectativas do grupo e chegou a vender mais de 40 mil peças. 

Nos dias atuais, diante de fenômenos como o marketplace Shein, destacam elas, esse diálogo é o que diferencia o produto final e determina a escolha das consumidoras. “É diferente quando um robô criou a sua roupa, como vemos hoje nessas marcas chinesas. São peças sem alma, sem a mão humana. Você veste um algoritmo”, destaca Bruna. 

Moda como agente de evolução

No caso da La Moda, a presença de mulheres à frente das marcas ainda contribuiu para um olhar mais sensível em relação aos impactos do mercado no cotidiano do público. Como empresárias, mães, esposas e tudo mais que elas se propõem a ser, as irmãs Olivo garantem que o consumo de moda vai muito além de um guarda-roupa cheio. “O que ela nos proporciona é essa constante evolução do nosso eu”, afirma Bianca. “E isso afeta tanto a nossa forma de pensar, quanto nossa postura e modo de agir.” 

Por isso, quando pensam nas coleções, as irmãs esperam atender às demandas da mulher atual – que, para elas, é alguém multifacetada. “Gosto quando a roupa atende às várias versões de mim mesma, seja para buscar o filho na escola ou ir na balada”, afirma a caçula. 

Assim, ao longo de décadas de experiência no setor, Bruna e Bianca são enfáticas quando dizem que a moda muda tudo. “Não só na minha vida, mas na de todas as mulheres, é algo empoderador. É uma forma de expressão que abre a possibilidade de você ser quem você quer”, diz Bruna. 

Atualmente, a família Olivo lidera a produção anual de 3 milhões de itens, que são destinados aos mais de 2.500 pontos de vendas (multimarcas), além de 22 lojas próprias e do e-commerce. No que diz respeito à carreira, a dupla confessa que o desafio de empreender em um negócio dessa proporção é grande, principalmente em relação ao equilíbrio com a vida pessoal. No entanto, a vontade de fazer as coisas darem certo se sobressai. “Se nos perguntarem se gostamos do lugar que estamos agora, a resposta é sim. Não temos aquela vontade de ficar mais tempo em casa ou de viajar menos. Nós amamos o que fazemos”, concluem. 

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